No caderno Inimigo Público de 6 de Junho, leio:"De 26 a 28 de Junho vai realizar-se um Congresso Feminista na Fundação Gulbenkian, organizado pela União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR), cujas organizadoras prometem não queimar soutiens, para contrariar o estereótipo. "Nós somos mulheres modernas. Vamos destruir o novo símbolo da sujeição da mulher à vontade masculina: os implantes de silicone. Mas como eles são resistentes ao calor, vamos explodir duas tetas falsas, como os taliban fizeram aos dois budas Bamyan", explicou Maria Teresa Horta, uma das feministas envolvidas no congresso. "E aconselhamos vivamente todas as mulheres a verem o filme 'Sexo e a Cidade' e a não comerem pipocas, mas testículos de porco salteados, como forma de mostrar o desprezo pela pseudo- superioridade masculina", concluiu."
Acho inadmissível que um jornal sério, como o Público, se esconda atrás de um suposto caderno humorístico para ridicularizar um acontecimento tão relevante como o próximo Congresso Feminista. Execrável ainda que, para atingir esses fins, salte por cima de toda a ética e vá buscar o nome de uma feminista de primeira linha como a Maria Teresa Horta, colocando na sua boca palavras que nunca proferiu. Como pode um orgão de comunicação social, que deveria informar, permitir-se achincalhar um acontecimento como o que vai ocorrer no proximo fim de semana? E como pode insultar Maria Teresa Horta, uma mulher a quem todas as mulheres portuguesas devem alguma coisa? Pode não se concordar com as suas posições, pode não se ter qualquer simpatia pelas suas ideias, mas o que não pode deixar de existir é a ética no trabalho jornalístico e o respeito que se deve a todas as pessoas. Como mulher, sinto-me igualmente insultada. Aqui deixo a minha solidariedade à Teresa.
Acho inadmissível que um jornal sério, como o Público, se esconda atrás de um suposto caderno humorístico para ridicularizar um acontecimento tão relevante como o próximo Congresso Feminista. Execrável ainda que, para atingir esses fins, salte por cima de toda a ética e vá buscar o nome de uma feminista de primeira linha como a Maria Teresa Horta, colocando na sua boca palavras que nunca proferiu. Como pode um orgão de comunicação social, que deveria informar, permitir-se achincalhar um acontecimento como o que vai ocorrer no proximo fim de semana? E como pode insultar Maria Teresa Horta, uma mulher a quem todas as mulheres portuguesas devem alguma coisa? Pode não se concordar com as suas posições, pode não se ter qualquer simpatia pelas suas ideias, mas o que não pode deixar de existir é a ética no trabalho jornalístico e o respeito que se deve a todas as pessoas. Como mulher, sinto-me igualmente insultada. Aqui deixo a minha solidariedade à Teresa.





























