segunda-feira, setembro 28, 2009
TODOS POR LISBOA
quarta-feira, agosto 12, 2009
Parabéns, Teresa!
Maria Teresa Horta é uma mulher que frequentemente suscita ódios ou paixões, mas nunca indiferença.Talvez porque a sua escrita nos obriga a encarar os tabus que o erotismo e a sexualidade ainda mantém. Agride os falsos moralistas. Agita as consciências. Obriga a pensar.
Mas, sobretudo, não lhe perdoam ser Mulher.
porque num homem seria «natural»... mas numa mulher, é incómodo. Portugal sempre lidou mal com isso.
segunda-feira, agosto 10, 2009
sábado, agosto 08, 2009
In Memoriam de Raul Solnado (1929-2009)

Há muito que o sabia doente. Mas a notícia da sua morte, abrupta, teve o impacto de uma pedra em peito nú. O coração débil do Raúl não resistiu a mais uma crise. Parou. Tal como ameaçara muitas vezes. Só que desta vez, para sempre. Foi hoje, às 10H50, no Hospital de Santa Maria, em Lisboa. Faria 80 anos em 19 de Outubro.
A sua faceta de actor de cariz popular não mais será esquecida e felizmente que existem inúmeros e variados registos a mantê-lo presente. Por mim recordá-lo-ei sempre no primeiro programa absolutamente inovador da televisão portuguesa, o Zip-Zip, que em 1969 lançou com Fialho Gouveia e Carlos Cruz. Foi uma pedrada no charco da (in)comodidade em que viviamos e, por isso mesmo, terminou em Dezembro desse ano. As emissões/gravações, ao vivo, eram realizadas à segunda-feira, no Teatro Villaret (que Solnado fizera erguer) e lembro-me que o meu grupo, todos na casa dos vinte, tinha uma «mesa reservada» num café do Parque Mayer para não perder pitada. Ainda hoje mantenho um vinil com um apanhado dessas gravações. Uma relíquia. E quem não se lembra do seu papel no filme Dom Roberto, de Ernesto de Sousa, em 1961, ao lado de Glicinia Quartim? E na Balada da Praia dos Cães de Fonseca e Costa? Em teatro vi-o pela última vez no «Magnífico Reitor» de Freitas do Amaral.
Mas de Raul Solnado retenho, sobretudo, a sua postura de cidadão. O seu nome ficará para sempre ligado à Casa do Artista, de que foi um dos principais obreiros. O sonho de uma instituição de apoio à «família artística» vinha de há muito, desde a Primeira República, atravessou gerações e era ciclicamente mencionado por um ou outro artista mais consciencioso, chegando-se a lançar reptos para uma posivel organização e a solicitarem-se apoios públicos através dos jornais. Já nos anos sessenta, Fernando Namora ao receber um prémio, declarou que parte desse pecúlio reverteria para um fundo com vista à construção da futura casa dos artistas. Mas foi Raul Solnado e Armando Cortês que deram consistência a esse velho sonho. Depois de muito labor era inaugurada, em 1999, a Casa do Artista, em Carnide, que alberga toda a família das artes, conferindo-lhe calor e dignidade na recta final da vida. Raúl Solnado era o seu director e ali comparecia diariamente.
Tive o prazer de o conhecer pessoalmente em Abril deste ano quando lhe dirigi o convite para ser um dos primeiros 208 proponentes do Apelo à Convergência de Esquerda para as Eleições na CMLisboa, repto que aceitou de imediato, consciente de que teriamos pela frente um quadro político difícil que só a unidade das forças de esquerda poderia ultrapassar.
Ainda lembro da surpresa e da humildade quando o convidei para a mesa da sessão de lançamento do nosso Manifesto: «mas não tem ninguém melhor que eu... é que existem pessoas com mais peso político ...» e eu a responder-lhe «mas nós queremo-lo a si...» E foi. Chegou sózinho ao Palácio das Galveias, às 18 horas, do dia 13 de Abril de 2009. Participou na mesa e, em resposta aos jornalistas, não se coibiu de afirmar que considerava António Costa um homem honesto e competente para, naturalmente encabeçar uma lista alargada de esquerda à Câmara Municipal de Lisboa. E frisou ainda: «para ser português é preciso ter muita competência».
Deu-nos sempre todo o apoio. Lamentavelmente nunca poude comparecer nas reuniões porque estas se realizaram aos sábados e, precisamente aos sábados, o Raúl dava aulas de teatro na Casa do Artista. Mas telefonava sempre a justificar-se e a informar-se do que ia acontecendo. Acompanhou passo a passo o evoluir do movimento, as conversas que tivemos (e não tivemos) com os diversos partidos políticos, as assinaturas e apoios que iamos recolhendo, as alianças que não conseguiamos. Como fazia questão de dizer, o mais importante foi a dinâmica conseguida pelo movimento no alertar da sociedade civil para a situação que temos pela frente com as próximas eleições autárquicas para Lisboa, e da unidade que precisamos de estabelecer para as vencermos.
Quando em 14 de Julho foi lançado o CLAAC Solnado esteve presente no Martinho da Arcada. Tal como tinha estado na véspera, dia 13, no Jardim de São Pedro de Alcântara, no lançamento público da candidatura. Tive a sorte de ficar a seu lado e dele receber uma dica para telefonar a Simone de Oliveira a quem «ainda não conseguira convencer...» tendo-se regozijado, passados dias, quando lhe transmiti que já tinhamos a Simone connosco.
A última vez que falámos por telefone disse entusiasmado: «a candidatura está muito bem lançada!» É verdade, meu amigo. E no próximo dia 11 de Outubro estarás connosco para celebrar a vitória, que é tua também. Estarás sempre presente.
A toda a família, os meus sentimentos. Para a Leonor, um beijo muito especial.
O corpo estará a partir das 20 horas de hoje, sábado, no Palácio das Galveias. O funeral terá lugar amanhã, domingo, pelas 18 horas, para o cemitério dos Olivais.
E agora «façam o favor de ser felizes!» como diria o Raúl.
quinta-feira, agosto 06, 2009
Saúdo e subscrevo
Lisboa, 28 de Julho de 2009
António Avelãs
António Licínio de Carvalho
António Manuel Garcia
Domingos Lopes
Fernando Vicente
José Manuel Mendes
José Tavares
Paulo Sucena
sexta-feira, julho 31, 2009
António Costa para a CML
CLAAC - Cidadãos Lisboetas apoiam António Costa, movimento de que sou um dos 120 fundadores, foi lançado no passado dia 14 de Julho, no Café Martinho da Arcada, e o Manifesto então apresentado encontra-se disponível para ser subscrito por todos.
Pode ainda consultar-se o blog dinamizado por Armandina Maia, em http://claac.blogspot.com/
segunda-feira, julho 27, 2009
Linhas de Mudança. Debate para a Alternativa.
segunda-feira, julho 20, 2009
Parabéns, Fernando Vieira de Sá
Nasceuem Lisboa
no dia
20 Julho
1914
O meu amigo Fernando faz hoje 95 anos !
quarta-feira, junho 10, 2009
Oradour-sur-Glane, «aldeia-mártir»
Foi há 65 anos, na manhã de 10 de junho de 1944.Os tanques de soldados alemães (Divisão SS Das Reich, do general Lammerding) chegam a Oradour-sur-Glane, perto de Limoges, uma aldeia pacífica com 1200 habitantes.
Em Oradour-sur-Glane foram massacradas 664 pessoas nesse dia, tendo a barbárie atingido o apogeu.
Em 1999, a aldeia foi considerada «aldeia mártir» pelo presidente Jacques Chirac. Desde então o «Centro de memória» une as ruínas ao novo burgo, graças a uma exposição permanente cobrindo todo o contexto.
quinta-feira, maio 21, 2009
... nunca mais
deixes sangrar no coração
esse violino de punhais
a que chamam solidão.
transforma-o noutro violino de astro fundo
-- para que a tua canção
chegue à nossa pele
e aqueça o mundo...
(embora te gele)
José Gomes Ferreira in Poeta Militante
sexta-feira, maio 01, 2009
minha mãe
Nome: Maria Helena.Idade: 19 anos.
Única foto que possuo.
Era o dia do casamento.
Nasceria eu,
dois meses depois.
Seguir-se-iam
trabalhos, maus-tratos,
privações, torturas,
abusos.
Pelo caminho
três filhos
e alguns abortos.
Clandestinos.
Foi um deles que a levou
no dia 1 de Maio de 1952
Tinha 23 anos.
ausência que me dói.
ainda.
1º de Maio
1ª DE MAIO
Tanto vermelho
e fulgor
tanta avidez desarmada
Tanta bandeira de amor
tanta esperança
desatada
Tanto sonho
e tanto ardor
dando nós na esperança alada
Tanta luta
sem rancor
com a liberdade emboscada
Maria Teresa Horta
Lisboa, 1º de Maio de 2009
quinta-feira, abril 30, 2009
foi assim ...
«No tempo que antecedeu a revolução, olhando as coisas pela superfície, a sociedade parecia imóvel, a gente amorfa e amedrontada. Éramos um povo triste, marcado pelas necessidades, sem direitos políticos, humilhados e excluídos em boa parte do usufruto dos bens materiais e culturais. Mas mesmo nos tempos mais sombrios, nunca faltou a esperança aos que mais se expuseram no combate, mesmo quando ingenuamente acreditavam, nas palavras de Engels, evocadas por Gramsci, que traziam no bolso, sem grande esforço das meninges, toda a história e toda a sabedoria filosófica e política, concentradas em fórmulas breves.
Na madrugada de 25 de Abril de 1974 a liberdade bateu-nos bruscamente na cara despertando uma força e uma alegria irreprimíveis. Capitães, soldados e povo atingiam mortalmente a ditadura. A emoção atingiu o auge no Terreiro do Paço, no Largo do Carmo, depois em Caxias, na Rua António Maria Cardoso. E no dia primeiro de Maio um milhão de portugueses em festa sufragava a aliança revolucionária Povo-MFA. As liberdades mais espantosas inundavam sem licença as ruas e as praças.
Na resposta ao golpe do 11 de Março, a revolução avançou para a Reforma Agrária e a estatização dos bancos, dos seguros e outras empresas.
No dia 25 de Novembro as armas travaram a radicalização do sonho. Multidões choravam nas ruas.»
(António Borges Coelho, nos 31 anos do 25 de Abril)
Nota: cartaz do designer Alexandre Castro
terça-feira, abril 28, 2009
Ciclo de Conferências: as Mulheres e a 1ª República
segunda-feira, abril 27, 2009
Em Abril, Esperanças Mil!
sexta-feira, abril 24, 2009
25 de ABRIL

gravura de Cipriano Dourado
a liberdade
o riso aberto à flor da face
Sentir o coração
que se rutila
continuar ainda a apressar-se
É o dia onde fomos
para a rua
e este de pegar na sua haste
A fazer-nos lembrar
que ainda hoje
está por construir a igualdade
Maria Teresa Horta
PS. Obrigada à MTH por mais uma vez ter dado voz à minha/nossa voz.
quinta-feira, abril 23, 2009
LIBERDADE, monumento à Revolução de Abril
Este monumento assinala os 25 anos da Associação 25 de Abril. Foi concebido por um grupo de jovens escultores do Curso de Escultura da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa. Os seus autores procuram deste modo evocar e reafirmar de forma permanente os valores fundamentais da Revolução de Abril, trazendo à sua defesa e preservação as gerações nascidas depois de 1974.
O envolvimento de um grupo de artistas plásticos, nascidos depois de 1974, num projecto colectivo de intervenção artística no espaço urbano, aparece-nos como uma das formas mais singulares de assinalar esta data. Para o sucesso desta empresa, importa destacar que, no cerne deste projecto esteve a partilha de experiências de vida entre a geração de artistas e militares que fizeram nascer a Revolução e um grupo de jovens artistas que se propõem evocá-la. Realizaram-se mesas redondas na Sede da A25A como preparação dos encontros de discussão colectiva na preparação da proposta de monumento.
Com este projecto procuramos: reafirmar de forma permanente e evocativa os valores nos quais se alicerça a existência da Associação 25 Abril; desenvolver novos processos de envolvimento dos artistas na construção do objecto comemorativo; chamar ao exercício da comemoração gerações que nasceram depois de 74, e encontrar os meios adequados para a transmissão do depositário de memórias necessário ao acto evocativo; implementar novas abordagens criativas ao exercício da escultura evocativa.
Esta intervenção define-se pelo seu carácter público. É pensado e construído a partir das relações que se estabelecem entre o objecto, o espaço que o envolve e as pessoas que o usam. Deste modo, a escultura não é pensada como um elemento imposto ao lugar, mas como criação de um lugar pelo usufruto da obra. Pensar o “monumento” desta perspectiva, é trabalhar com as memórias que nascem do passado e que se reforçam no presente. A Liberdade é reconstruída todos os dias, e os lugares de forte carácter evocativos são espaços de reflexão.
A palavra LIBERDADE é gravada pelas formas geométricas do seu vazio, no solo da cidade. No plano de proximidade da obra no lugar a palavra não é percebida. É necessário afastarmo-nos do solo para entender o significado da grafia que se estende no chão; estas marcas são elementos em betão branco sobrelevados do solo. São plataformas de usos diversos, à escala do corpo humano. Na sua envolvente plantam-se amendoeiras que provoquem sombras sobre o conjunto.
Participam os seguintes artistas: Direcção de Projecto Sérgio Vicente, Coordenação José Aurélio, com Ana Moreira, Bruno Cidra, Edgar Pires, Nuno Esteves, Ricardo Mendonça e Sara Padrão.
Promotores: Associação 25 Abril, Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, Câmara Municipal de Lisboa.
Apoio: SECIL
Localização: Jardim Amália Rodrigues, cruzamento entre a Rua Marquês de Fronteira e Rua Castilho, em Lisboa.
Inauguração: dia 25 de Abril de 2009, pelas 14 horas
a) direcção da Associação 25 de Abril
quarta-feira, abril 22, 2009
segunda-feira, abril 20, 2009
Jantar 35º aniversário do 25 de Abril

ASSOCIAÇÃO 25 DE ABRIL
O jantar convívio do 35.º aniversário do 25 de Abril, organizado pela Associação A25A, será nas instalações da antiga Escola Prática de Cavalaria, em Santarém, local de onde sairam as tropas de Salgueiro Maia
Dia: 24 de Abril de 2009 pa
Hora: 19h30 (convém chegar um pouco antes…)
Preço: € 5,00
Autocarros, a partir de Lisboa, ao preço de € 10,00, viagem de ida e volta.
com partidas da porta principal do Jardim Zoológico (1º às 17h, último às 18 h)
A partir das 23h00, realizar-se-á um espectáculo evocativo do 25 de Abril, que se espera seja grandioso, realizado pelos mesmos responsáveis dos espectáculos feitos na Expo98, em Lisboa.
INSCRIÇÕES: a25a.sec@25abril.org
ou telf. 21 324 14 20
referindo se precisam de transporte
Vai ser um jantar memorável, num local histórico!
terça-feira, abril 14, 2009
Convergência de Esquerda para Lisboa

Foi ontem lançado no Palácio Galveias, o Apelo para que haja uma Convergência da Esquerda para as eleições à CM Lisboa.
Aqui fica o texto do Apelo que desde ontem se encontra online e pode ser assinado por todos que amam Lisboa e a querem bem governada.
Para assinar, cliquem na imagem aqui ao lado.
Texto do Apelo:
A recente passagem de executivos liderados por forças de direita, na Câmara de Lisboa representou um sério retrocesso na governação da autarquia, cujas consequências foram sofridas pelos lisboetas e que delas guardam uma memória bem presente culminada pela realização de eleições intercalares em Junho de 2007.
Por essa razão, para as eleições que este ano se vão realizar na autarquia de Lisboa, os abaixo-assinados reclamam de todas as organizações de esquerda – partidos, movimentos, associações – uma convergência de esforços e de programa que permita a eleição de uma equipa que dê garantias de rigor, transparência, responsabilidade e empenho no desenvolvimento equilibrado da cidade.






