O meu apoio a António Costa, que, estou certo, irá provocar críticas da esquerda e direita, tem uma explicação e assenta numa coerência. Pagaríamos caro o erro de deixar perder a Câmara Municipal de Lisboa em favor de uma personagem que de recomendável demonstrou não ter nada, quer na acção política, quer nos comportamentos pessoais. Dispenso-me de citar-lhe o nome. Há poucos meses declarei publicamente que apoiaria António Costa na sua candidatura à Câmara. Repito-o aqui. António Costa é, para mim, a melhor garantia de seriedade e de trabalho responsável. Não duvido de que uma maioria de eleitores lisboetas pensa o mesmo. A votar, portanto.terça-feira, outubro 06, 2009
José Saramago: voto António Costa
O meu apoio a António Costa, que, estou certo, irá provocar críticas da esquerda e direita, tem uma explicação e assenta numa coerência. Pagaríamos caro o erro de deixar perder a Câmara Municipal de Lisboa em favor de uma personagem que de recomendável demonstrou não ter nada, quer na acção política, quer nos comportamentos pessoais. Dispenso-me de citar-lhe o nome. Há poucos meses declarei publicamente que apoiaria António Costa na sua candidatura à Câmara. Repito-o aqui. António Costa é, para mim, a melhor garantia de seriedade e de trabalho responsável. Não duvido de que uma maioria de eleitores lisboetas pensa o mesmo. A votar, portanto.segunda-feira, outubro 05, 2009
M Teresa Horta: voto António Costa

Minha cidade dos afectos, das paixões, dos poemas, das águas divididas entre Tejo e mar, na bordadura da Torre de Belém, a ver o longe.
Minha cidade feminina, com cintura de atadura e face de ser mulher, de suspiro e tessitura. Temperamento de capricho ora de manso vestida, ora rebelde e revolta.
Minha cidade de amores, de arroubo e de rubores, desde sempre dividida, em riso solto e despida no abrigo das colinas, melancolia e tumulto, de beleza sem sossego, com trança feita de ruas, travessas, ruelas, becos, de labirinto e lua.
Lisboa é a minha cidade de beleza e luz.
Minha cidade de céu azul-profundo, fiada pelas mulheres, desde sempre tecedeiras da vida, da vastidão, da persistência teimosa, igualdade e compaixão.
Cidade de rosa e cravo, postos no rubro coração da liberdade.
Portanto, para cuidar desta minha cidade, quero alguém em quem acredite e me garanta saber fazê-lo. Por isso, dou o meu voto a António Costa, de quem sei a honestidade, a ombridade e a honradez.
E o seu grande amor por Lisboa.
Maria Teresa Horta
Escritora
domingo, outubro 04, 2009
Mercedes Sosa (1935-2009)

Ricardo Cravo Albin, musicólogo
Recordemo-la em Gracias a La Vida
http://www.youtube.com/watch?v=WyOJ-A5iv5I
quinta-feira, outubro 01, 2009
Lisboa Unida com Antonio Costa
MISCELÂNEA DOS POETAS À CIDADE DE LISBOA Mário Cesariny, Sophia, E. de Andrade, Jorge de Sena, Álvaro de Campos, João Maia, Alexandre O’Neill, Ary dos Santos, M.S. Lourenço, David Mourão-Ferreira, Ruy Cinatti, Manuel Alegre, António Gedeão, António Botto, Cesário Verde, Fausto Bordalo Dias, António Nobre
Agarro a madrugada
E entro em Lisboa cego com a névoa da manhã
Esta névoa sobre a cidade, o rio,
Esta névoa onde começa a luz de Lisboa,
Rosa e limão sobre o Tejo, esta luz de água
O Tejo esplende entre navios
Lisboa é boa e matinal;
Flutuam barcos, casarios
Na mesma onda musical.
Acordar da cidade de Lisboa, mais tarde do que as outras,
Acordar da rua do Ouro
Acordar do Rossio, às portas dos cafés,
ver nascer o Sol desse Castelo
Que domina Lisboa no mais belo
E surpreendente quadro de beleza!
Lisboa, a mais gentil, a portuguesa
E nobre capital de um povo grande
No sofrimento e na resignação,
que manhã cedo acorda e canta
Há uma hora, há uma hora certa
que um milhão de pessoas está a sair para a rua.
Há uma hora, desde as sete e meia horas da manhã
Em Lisboa, a sair para o meio da rua.
gente feliz, gente infeliz, um banqueiro, alfaiates, telefonistas,
varinas, caixeiros, desempregados,
uns com os outros, uns dentro dos outros
tossicando, sorrindo, abrindo os sobretudos, descendo aos mictórios
para apanhar eléctricos,
gente atrasada em relação ao barco para o Barreiro
Há uma hora, isto: Lisboa e muito mais.
Digo:
Lisboa
Quando atravesso - vinda do sul - o rio
E a cidade a que chego abre-se como se do meu nome nascesse
Imensa, troglodita, ambiciosa
Abre-se e ergue-se em sua extensão nocturna
Em seu longo luzir de azul e rio
Em seu corpo amontoado de colinas -
Alguém diz com lentidão:
“Lisboa, sabes...”
Eu sei. É uma rapariga
Descalça e leve
Teus seios são as colinas
Teu rosto de sol e de Tejo
Um vento súbito e claro
Nos cabelos
Algumas rugas finas
É varina, usa chinela
Mora num beco de Alfama
Mora num’água furtada
E chamam-lhe a madrugada
E chamam-lhe a madrugada
Tem movimentos de gata
Tem algas na cabeleira
Seu nome próprio, Maria.
Seu apelido, Lisboa.
Lisboa com seu nome de ser e de não-ser
Com seus meandros de espanto insónia e lata
menina e moça,
amada Cidade
mulher da minha vida
Lisboa menina
Da luz que meus olhos vêem tão pura
Cidade a ponto luz bordada
Lisboa, meu berço, tu que me conheces...
Havia no meu tempo um rio chamado Tejo
Cidade da minha infância pavorosamente perdida...
Cidade triste e alegre
Outra vez te revejo
Outra vez te revejo - Lisboa e Tejo e tudo -
Ó Tejo nunca inaugurado
Ó macio Tejo ancestral e mudo,
Pequena verdade onde o céu se reflecte!
Ó mágoa revisitada, Lisboa de outrora de hoje!
evoco, então, as crónicas navais:
As armas, pá.
E os barões, pá.
Assinalados, pá.
Mouros, baixéis, heróis, tudo ressuscitado!
Luta Camões no Sul, salvando um livro a nado!
Singram soberbas naus que eu não verei jamais!
enxárcias, gurupés, papafigos, traquetes,
mastros, lemes, escotas, brandais e mastaréus.
âncoras, adriça, cabos-mastro
Que solicitam mar e desafio.
Viagens e naufrágios nos mares do cio
meu país de marinheiros!...
o meu país das Naus, de esquadras e de frotas!
Eh marinheiros, gajeiros! eh tripulantes, pilotos!
Navegadores, mareantes, marujos, aventureiros!
Homens que erguestes padrões, que destes nomes a cabos!
Ó ai meu bem!
Homens que negociastes pela primeira vez com pretos!
Como baila o bailador
Que primeiro vendestes escravos de novas terras!
Ó meu amor
Que destes o primeiro espasmo europeu às negras atónitas!
E a caravela também!
Que trouxestes ouro, missanga, madeiras cheirosas, setas,
Ó bonitinha!
De encostas explodindo em verde vegetação!
que é das penas,
Homens que saqueastes tranquilas populações africanas
que é das mágoas
Que fizestes fugir com o ruído de canhões essas raças,
Sendo nós como a sardinha
Que matastes, roubastes, torturastes, ganhastes
a voar por cima das águas
Os prémios da Novidade de quem, de cabeça baixa
ó é tão lindo
Arremete contra o mistério de novos mares!
E de novo, Lisboa, te remancho,
numa deriva de quem tudo olha
de viés:
o fim da tarde inspira-me; e incomoda!
Nas nossas ruas, ao anoitecer,
Há tal soturnidade, há tal melancolia,
Que as sombras, o bulício, o Tejo, a maresia
Despertam um desejo absurdo de sofrer.
dói-me o Tejo vazio dói-me a miséria
apunhalada na garganta.
Regresso à cidade como à liberdade
Eu sou o homem da cidade.
Que fazemos, Lisboa, os dois, aqui,
na terra onde nasceste e eu nasci?
(André Gago integra a Comissão de Honra da recandidatura de António Costa ao cargo de Presidente da Câmara Municipal de Lisboa; preparou esta Miscelânea dos Poetas à Cidade de Lisboa que declamou ontem, 30 de Setembro, no Coliseu dos Recreios de Lisboa, num espectáculo integrado na campanha eleitoral)
segunda-feira, setembro 28, 2009
TODOS POR LISBOA
quarta-feira, agosto 12, 2009
Parabéns, Teresa!
Maria Teresa Horta é uma mulher que frequentemente suscita ódios ou paixões, mas nunca indiferença.Talvez porque a sua escrita nos obriga a encarar os tabus que o erotismo e a sexualidade ainda mantém. Agride os falsos moralistas. Agita as consciências. Obriga a pensar.
Mas, sobretudo, não lhe perdoam ser Mulher.
porque num homem seria «natural»... mas numa mulher, é incómodo. Portugal sempre lidou mal com isso.
segunda-feira, agosto 10, 2009
sábado, agosto 08, 2009
In Memoriam de Raul Solnado (1929-2009)

Há muito que o sabia doente. Mas a notícia da sua morte, abrupta, teve o impacto de uma pedra em peito nú. O coração débil do Raúl não resistiu a mais uma crise. Parou. Tal como ameaçara muitas vezes. Só que desta vez, para sempre. Foi hoje, às 10H50, no Hospital de Santa Maria, em Lisboa. Faria 80 anos em 19 de Outubro.
A sua faceta de actor de cariz popular não mais será esquecida e felizmente que existem inúmeros e variados registos a mantê-lo presente. Por mim recordá-lo-ei sempre no primeiro programa absolutamente inovador da televisão portuguesa, o Zip-Zip, que em 1969 lançou com Fialho Gouveia e Carlos Cruz. Foi uma pedrada no charco da (in)comodidade em que viviamos e, por isso mesmo, terminou em Dezembro desse ano. As emissões/gravações, ao vivo, eram realizadas à segunda-feira, no Teatro Villaret (que Solnado fizera erguer) e lembro-me que o meu grupo, todos na casa dos vinte, tinha uma «mesa reservada» num café do Parque Mayer para não perder pitada. Ainda hoje mantenho um vinil com um apanhado dessas gravações. Uma relíquia. E quem não se lembra do seu papel no filme Dom Roberto, de Ernesto de Sousa, em 1961, ao lado de Glicinia Quartim? E na Balada da Praia dos Cães de Fonseca e Costa? Em teatro vi-o pela última vez no «Magnífico Reitor» de Freitas do Amaral.
Mas de Raul Solnado retenho, sobretudo, a sua postura de cidadão. O seu nome ficará para sempre ligado à Casa do Artista, de que foi um dos principais obreiros. O sonho de uma instituição de apoio à «família artística» vinha de há muito, desde a Primeira República, atravessou gerações e era ciclicamente mencionado por um ou outro artista mais consciencioso, chegando-se a lançar reptos para uma posivel organização e a solicitarem-se apoios públicos através dos jornais. Já nos anos sessenta, Fernando Namora ao receber um prémio, declarou que parte desse pecúlio reverteria para um fundo com vista à construção da futura casa dos artistas. Mas foi Raul Solnado e Armando Cortês que deram consistência a esse velho sonho. Depois de muito labor era inaugurada, em 1999, a Casa do Artista, em Carnide, que alberga toda a família das artes, conferindo-lhe calor e dignidade na recta final da vida. Raúl Solnado era o seu director e ali comparecia diariamente.
Tive o prazer de o conhecer pessoalmente em Abril deste ano quando lhe dirigi o convite para ser um dos primeiros 208 proponentes do Apelo à Convergência de Esquerda para as Eleições na CMLisboa, repto que aceitou de imediato, consciente de que teriamos pela frente um quadro político difícil que só a unidade das forças de esquerda poderia ultrapassar.
Ainda lembro da surpresa e da humildade quando o convidei para a mesa da sessão de lançamento do nosso Manifesto: «mas não tem ninguém melhor que eu... é que existem pessoas com mais peso político ...» e eu a responder-lhe «mas nós queremo-lo a si...» E foi. Chegou sózinho ao Palácio das Galveias, às 18 horas, do dia 13 de Abril de 2009. Participou na mesa e, em resposta aos jornalistas, não se coibiu de afirmar que considerava António Costa um homem honesto e competente para, naturalmente encabeçar uma lista alargada de esquerda à Câmara Municipal de Lisboa. E frisou ainda: «para ser português é preciso ter muita competência».
Deu-nos sempre todo o apoio. Lamentavelmente nunca poude comparecer nas reuniões porque estas se realizaram aos sábados e, precisamente aos sábados, o Raúl dava aulas de teatro na Casa do Artista. Mas telefonava sempre a justificar-se e a informar-se do que ia acontecendo. Acompanhou passo a passo o evoluir do movimento, as conversas que tivemos (e não tivemos) com os diversos partidos políticos, as assinaturas e apoios que iamos recolhendo, as alianças que não conseguiamos. Como fazia questão de dizer, o mais importante foi a dinâmica conseguida pelo movimento no alertar da sociedade civil para a situação que temos pela frente com as próximas eleições autárquicas para Lisboa, e da unidade que precisamos de estabelecer para as vencermos.
Quando em 14 de Julho foi lançado o CLAAC Solnado esteve presente no Martinho da Arcada. Tal como tinha estado na véspera, dia 13, no Jardim de São Pedro de Alcântara, no lançamento público da candidatura. Tive a sorte de ficar a seu lado e dele receber uma dica para telefonar a Simone de Oliveira a quem «ainda não conseguira convencer...» tendo-se regozijado, passados dias, quando lhe transmiti que já tinhamos a Simone connosco.
A última vez que falámos por telefone disse entusiasmado: «a candidatura está muito bem lançada!» É verdade, meu amigo. E no próximo dia 11 de Outubro estarás connosco para celebrar a vitória, que é tua também. Estarás sempre presente.
A toda a família, os meus sentimentos. Para a Leonor, um beijo muito especial.
O corpo estará a partir das 20 horas de hoje, sábado, no Palácio das Galveias. O funeral terá lugar amanhã, domingo, pelas 18 horas, para o cemitério dos Olivais.
E agora «façam o favor de ser felizes!» como diria o Raúl.
quinta-feira, agosto 06, 2009
Saúdo e subscrevo
Lisboa, 28 de Julho de 2009
António Avelãs
António Licínio de Carvalho
António Manuel Garcia
Domingos Lopes
Fernando Vicente
José Manuel Mendes
José Tavares
Paulo Sucena
sexta-feira, julho 31, 2009
António Costa para a CML
CLAAC - Cidadãos Lisboetas apoiam António Costa, movimento de que sou um dos 120 fundadores, foi lançado no passado dia 14 de Julho, no Café Martinho da Arcada, e o Manifesto então apresentado encontra-se disponível para ser subscrito por todos.
Pode ainda consultar-se o blog dinamizado por Armandina Maia, em http://claac.blogspot.com/
segunda-feira, julho 27, 2009
Linhas de Mudança. Debate para a Alternativa.
segunda-feira, julho 20, 2009
Parabéns, Fernando Vieira de Sá
Nasceuem Lisboa
no dia
20 Julho
1914
O meu amigo Fernando faz hoje 95 anos !
quarta-feira, junho 10, 2009
Oradour-sur-Glane, «aldeia-mártir»
Foi há 65 anos, na manhã de 10 de junho de 1944.Os tanques de soldados alemães (Divisão SS Das Reich, do general Lammerding) chegam a Oradour-sur-Glane, perto de Limoges, uma aldeia pacífica com 1200 habitantes.
Em Oradour-sur-Glane foram massacradas 664 pessoas nesse dia, tendo a barbárie atingido o apogeu.
Em 1999, a aldeia foi considerada «aldeia mártir» pelo presidente Jacques Chirac. Desde então o «Centro de memória» une as ruínas ao novo burgo, graças a uma exposição permanente cobrindo todo o contexto.
quinta-feira, maio 21, 2009
... nunca mais
deixes sangrar no coração
esse violino de punhais
a que chamam solidão.
transforma-o noutro violino de astro fundo
-- para que a tua canção
chegue à nossa pele
e aqueça o mundo...
(embora te gele)
José Gomes Ferreira in Poeta Militante
sexta-feira, maio 01, 2009
minha mãe
Nome: Maria Helena.Idade: 19 anos.
Única foto que possuo.
Era o dia do casamento.
Nasceria eu,
dois meses depois.
Seguir-se-iam
trabalhos, maus-tratos,
privações, torturas,
abusos.
Pelo caminho
três filhos
e alguns abortos.
Clandestinos.
Foi um deles que a levou
no dia 1 de Maio de 1952
Tinha 23 anos.
ausência que me dói.
ainda.
1º de Maio
1ª DE MAIO
Tanto vermelho
e fulgor
tanta avidez desarmada
Tanta bandeira de amor
tanta esperança
desatada
Tanto sonho
e tanto ardor
dando nós na esperança alada
Tanta luta
sem rancor
com a liberdade emboscada
Maria Teresa Horta
Lisboa, 1º de Maio de 2009
quinta-feira, abril 30, 2009
foi assim ...
«No tempo que antecedeu a revolução, olhando as coisas pela superfície, a sociedade parecia imóvel, a gente amorfa e amedrontada. Éramos um povo triste, marcado pelas necessidades, sem direitos políticos, humilhados e excluídos em boa parte do usufruto dos bens materiais e culturais. Mas mesmo nos tempos mais sombrios, nunca faltou a esperança aos que mais se expuseram no combate, mesmo quando ingenuamente acreditavam, nas palavras de Engels, evocadas por Gramsci, que traziam no bolso, sem grande esforço das meninges, toda a história e toda a sabedoria filosófica e política, concentradas em fórmulas breves.
Na madrugada de 25 de Abril de 1974 a liberdade bateu-nos bruscamente na cara despertando uma força e uma alegria irreprimíveis. Capitães, soldados e povo atingiam mortalmente a ditadura. A emoção atingiu o auge no Terreiro do Paço, no Largo do Carmo, depois em Caxias, na Rua António Maria Cardoso. E no dia primeiro de Maio um milhão de portugueses em festa sufragava a aliança revolucionária Povo-MFA. As liberdades mais espantosas inundavam sem licença as ruas e as praças.
Na resposta ao golpe do 11 de Março, a revolução avançou para a Reforma Agrária e a estatização dos bancos, dos seguros e outras empresas.
No dia 25 de Novembro as armas travaram a radicalização do sonho. Multidões choravam nas ruas.»
(António Borges Coelho, nos 31 anos do 25 de Abril)
Nota: cartaz do designer Alexandre Castro
terça-feira, abril 28, 2009
Ciclo de Conferências: as Mulheres e a 1ª República
segunda-feira, abril 27, 2009
Em Abril, Esperanças Mil!
sexta-feira, abril 24, 2009
25 de ABRIL

gravura de Cipriano Dourado
a liberdade
o riso aberto à flor da face
Sentir o coração
que se rutila
continuar ainda a apressar-se
É o dia onde fomos
para a rua
e este de pegar na sua haste
A fazer-nos lembrar
que ainda hoje
está por construir a igualdade
Maria Teresa Horta
PS. Obrigada à MTH por mais uma vez ter dado voz à minha/nossa voz.




