quinta-feira, outubro 08, 2009

Rui Mendes: voto António Costa


Lisboa merece o melhor.
Merece quem a possa servir com Generosidade, Dedicação, Honestidade e Competência.
António Costa será o Presidente que pode tornar Lisboa uma cidade mais Civilizada e mais Humana..

Rui Mendes
Actor / Encenador

Mário Murteira: voto António Costa


Porque apoio a
CANDIDATURA DE ANTONIO COSTA À CÂMARA DE LISBOA

Com mais de setenta anos de vida, e uma curiosidade insaciável pelo mundo que me cerca, tenho viajado um pouco por todo o lado. Assim, estive em cidades variadas como Nova Iorque e São Francisco, São Paulo e Rio de Janeiro, Paris e Roma, Estocolmo, Budapeste e São Petersburgo, Luanda, Maputo e Cidade do Cabo, Goa, Mumbai e Nova Deli, Xangai e Pequim.

Por isso, posso afirmar com convicção e segurança: Lisboa é uma das mais belas cidades do planeta. Pelo seu contexto histórico e cultural, como também pelo seu quadro geográfico original. Lisboa é preciosa quer pela sua História, quer pela sua Geografia.

Por outro lado, num tempo em que a globalização, precisamente, ameaça a identidade da história e da geografia de cada «local», é necessário saber e poder valorizar a diferença específica de Lisboa, e ao mesmo tempo assegurar a competitividade estrutural e o desenvolvimento sustentado dessa economia urbana.

Sem esquecer que Lisboa é capital duma economia europeia periférica e deverá contribuir para um posicionamento favorável à convergência real da economia portuguesa nesse quadro europeu.

Com tais propósitos, importa formular e praticar estratégias coerentes em domínios variados como os seguintes:

•Defesa e recuperação do património histórico de locais e monumentos identitários da cidade.
•Valorização de áreas da cidade actualmente marginalizadas ou sub-aproveitadas mas que poderão contribuir decisivamente para o bem-estar dos lisboetas e para a valorização turística da cidade, como a zona ribeirinha, a Baixa pombalina, Ajuda e Belém, a possível complementariedade da chamada "Outra Banda".
•Promoção social e humana de áreas da periferia lisboeta, em que subsistem focos de violência, prostituição e droga, apesar de esforços feitos para a sua superação.

Enfim, em termos mais transversais e comuns, trata-se de assegurar, à escala urbana, infra-estruturas básicas e «amigas do ambiente» em matérias como transportes e comunicações, produção e distribuição de energia, além de serviços sociais de boa qualidade e acesso generalizado, quanto a educação e saúde.

Uma nota ainda, sobre um tema de grande delicadeza e actualidade, a por vezes chamada democracia cultural, que seria uma última etapa, do processo que na Europa passou, em primeiro lugar, pela democracia política, mais tarde pela social e finalmente, cultural. Portugal conquistou tardiamente a democracia política, está a procurar realizar a democracia social e defronta agora o último estádio do processo. Quando os movimentos migratórios, nos dois sentidos, se intensificam, e se multiplica a diversidade étnica e cultural, a criação de espaços favoráveis à convivência inter-cultural é objectivo primordial.

Este processo é particularmente necessário e delicado numa cidade como Lisboa.

É perante este quadro muito complexo, e ao mesmo tempo, exigente, que se torna necessária uma gestão realmente motivada pelo interesse público, numa democracia avançada política, social e culturalmente.

Por tudo isto, confio na personalidade de António Costa para se empenhar com seriedade e competência, em lugar de estratégias oportunistas de marketing pessoal, no desenvolvimento sustentado da cidade em que nasci.
Mário Murteira
Professor Catedrático Jubilado e Professor Emérito do ISCTE

Teresa Pizarro Beleza: apoio António Costa

António Costa dizia-me às vezes, quando me encontrava de manhã na Faculdade de Direito de Lisboa, onde eu ensinava e ele aprendia Direito: “Professora, estou cheio de fome, a minha Mãe é feminista e não me faz o pequeno-almoço….” Era a sua forma irónica mas carinhosa de brincar comigo e as minhas convicções. Eu não lhe levava a mal, certamente lhe respondia à letra, mas só recordo o princípio da conversa.

Quando mais tarde o descobri político empenhado – ele Ministro da Justiça, eu no Conselho Superior do Ministério Público – pensei que a Mãe dele, com ou sem pequeno-almoço, o teria preparado muito bem para a Vida. Como seria de esperar.

Hoje ele é Presidente da Câmara de Lisboa e eu dirijo a Faculdade de Direito da NOVA, a mais jovem escola da Universidade Nova de Lisboa. Além do horizonte físico que é o natural exlibris da minha Escola, o belíssimo Aqueduto das Águas Livres, o Campus universitário de Campolide precisa de horizontes urbanísticos e funcionais que em última linha dependerão de um responsável na Praça do Município que seja capaz, inteligente e sério. E que seja sensato. A cidade de Lisboa também, e de que maneira. A sua história e a sua luz inigualáveis, que espantam sempre os nossos alunos e professores estrangeiros, merecem um curador à altura.

António Costa é o candidato à medida certa. Espero bem que os e as Lisboetas tenham disto perfeita consciência e usem o seu voto como devem: reelegendo-o.

Teresa Pizarro Beleza
Professora / Directora da Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa

André Gago: voto António Costa



Por vezes, a sorte dos artistas está nas mãos do acaso. Quando se é actor, uma boa parte das oportunidades de trabalho resulta de factores que escapam ao nosso controle estrito. É aquilo a que chamamos esperar que o telefone toque. O telefone já tocou algumas vezes, na minha vida profissional, para desafios inesperados e compensadores: inesperados porque ninguém antecipa ser realmente chamado para um papel que deseje; compensadores porque os desafios valeram sempre a pena. Com estas eleições para a Câmara de Lisboa, a coisa passou-se comigo de modo semelhante e ao mesmo tempo diverso: sem filiação política, tenho estado afastado de campanhas e envolvimentos cívicos na vida pública em geral. Mas a dado passo as perspectivas de entendimento ou falta dele quanto ao futuro da edilidade começaram a inquietar-me. E cheguei a uma conclusão clara: para mim, havia todas as razões para que António Costa continuasse a ser o nosso Presidente, e nenhuma razão para que deixasse de o ser. E desejava partilhar esta convicção profunda com o maior número possível de pessoas. Mas como poderia desempenhar eu um papel nesse processo? O telefone tocou, dias depois, Era alguém a desafiar-me para apoiar a recandidatura de António Costa à C.M.L. Por uma vez, o papel que queria poder desempenhar, como cidadão, veio parar às minhas mãos. Abraço este papel e esta oportunidade com ambas as mãos. Não é (felizmente!) um papel de protagonista: antes integro o grande coro dos cidadãos que, como os actores dos antigos coros do teatro, buscam no debate a voz comum que lhes permita realizar a grande convergência para poder interpretar, com universalidade, o espírito da cidade.
André Gago
Actor / Encenador

Rui Godinho: voto António Costa

PORQUE APOIO ANTÓNIO COSTA

Em 2007 apoiei a candidatura de António Costa numa lógica de, pelo menos, 2 mais 4 anos, face à situação crítica a que a CML e Lisboa tinham sido conduzidas.

António Costa cumpriu com sucesso os objectivos de pôr ordem nas contas da Câmara e preparar as bases estratégicas para um futuro de qualidade de vida na Cidade.

É, portanto, indispensável a sua reeleição, com vista a prosseguir o seu trabalho, agora num mandato completo, para que se concretize em definitivo a inversão do declínio e Lisboa possa enfim “respirar” de novo.

Só a Esquerda representada por António Costa e a sua equipa, está em condições de evitar “regressos” indesejáveis, e relançar Lisboa no caminho do verdadeiro desenvolvimento sustentável.
Rui Godinho
ex-Vice Presidente da Câmara Municipal de Lisboa

António Borga: voto António Costa


Há séculos que Lisboa é descrita pelos visitantes de outros países que pela primeira vez a avistam como um sonho em forma de cidade. O problema está no facto de o sonho se ir tornando num semi-pesadelo, à medida que se penetra no espaço urbano.

Só isso explica que os que nela nascem a abandonem, com o sentimento de terem sido expulsos pelo demónio do trânsito, da falta de higiene, da degradação do património, da descaracterização negocista dos bairros, da ausência de espaços de lazer e convívio, da decadência das zonas comerciais exteriores aos shoppings e da insuportável falta de civismo que o desleixo de quem gere sempre fomenta.

António Costa vem na curta linha dos que se bateram contra algo que ao longo da história da cidade ganhou peso de fatalidade. Há séculos que Lisboa precisa de uma revolução urbana. Acredito que ele e a sua equipa, com o apoio de todos aqueles que partilham essa convicção, saberão tornar visível nos próximos quatro anos sinais marcantes dessa revolução. O voto em António Costa é um voto na requalificação de Lisboa, para usufruto nosso e das novas gerações.
António Borga
Jornalista

António Teodoro: apoio António Costa

Apoio a lista Unir Lisboa, encabeçada por António Costa.

Em primeiro lugar, porque é um salutável exercício de unidade que, por si só, representa um exemplo de possibilidades de convergência na construção de uma plataforma de trabalho e de mudança no governo da capital.

Em segundo lugar, porque apresenta um programa que coloca as pessoas no centro das preocupações da acção da Câmara. A cidade de Lisboa merece o esforço de convergência realizado, podendo transformar-se num bom espaço de experiência de participação cidadã.

António Teodoro
Professor Universitário /Coordenador do Observatório das Políticas de Educação

Vitor Serrão: voto António Costa

O meu apoio a António da Costa e à sua equipa para a eleição do governo da maior autarquia nacional é um dever de consciência e um imperativo de cidadania.

Não é só por razões de alternativa (ou falta dela) que subscrevo de coração aberto esta candidatura; é certo que os perigos que decorrem da possibilidade de uma vitória eleitoral da Direita são reais, mas essa razão não seria só por si suficiente para uma opção que precisa, antes der tudo, de ser consciente e responsável.

Na verdade, o que se passa é que Lisboa precisa que o bom trabalho de António Costa realizado no mandato que cessa seja, esforço sério para arrumar a casa desmantelada e travar favorecimentos e clientelismos, seja incrementado pelos eleitores e reforçado na sua expressão política.

Lisboa precisa de uma gestão democrática que alie o conhecimento responsável dos muitos e graves problemas que detém (a cabal gestão dos bairros, do património histórico mal conservado, dos museus carecentes de animação, da habitação envelhecida, da segurança fragilizada, da saúde precária, etc etc) à sensibilidade para os saber enfrentar, caso a caso, com intervenções cirúrgicas no tecido urbano que resguardem as suas valências patrimoniais e com medidas que favoreçam a qualidade de vida das populações.

Lisboa merece ser governada segundo o ponto de vista e a noção de uma Cidade aberta, limpa, que seja moderna justamente por se saber revitalizar em pleno respeito pelas suas memórias e remanescências, capaz de gerar sinergias entre os bairros e com as pessoas, animada por uma saudável comunhão com o rio e as colinas, apta a fixar população jovem nos bairros históricos, e que assegure necessários equipamentos sociais, que melhore e revitalize os museus municipais e os espaços de cultura aberta, os jardins e espaços de lazer, que garanta a segurança dos cidadãos, que estimule a criação artística e o conhecimento, que saiba inovar -- em suma -- com dimensão de futuro. A revitalização da Baixa Pombalina, tão acarinhada desde sempre por especialistas como o Prof. José-Augusto França, é uma dessas mais-valias.

Não é já o momento para se lamentar mais uma vez a oportunidade perdida de se retomar nesta eleição a experiência tão positiva de uma governação à Esquerda, através da união de interesses político-partidários distintos convergindo em programa para a boa gestão da Cidade. Inviabilizada essa possibilidade, que eu e muitos outros acalentámos como possível e desejável e que vários sectarismos e visões curtas inviabilizaram, este é o momento de unir esforços em torno desta candidatura.

António Costa dá garantias, pelo seu sentido de Estado e pela obra feita em várias instâncias, de que os grandes objectivos da sua candidatura serão encarados com responsabilidade, com espírito plural, com sensibilidade para lidar com os engulhos, abrindo possibilidades para o seu cabal cumprimento. Daí a razão do meu voto.
Vitor Serrão
Historiador de Arte / Professor Catedrático

António Torrado: voto António Costa

Gorado o projecto de uma frente ampla, projecto em que me empenhei, havia que concentrar os esforços em António Costa, o único capaz de derrotar a frenética obsessão por túneis de um outro candidato. Se têm de mexer no subsolo de Lisboa que o façam para prolongar a rede do metropolitano ou descobrir petróleo (no Beato?). Lisboa é uma cidade suave, de mansos costumes, em que não há que estimular a vertigem do trânsito de outras capitais do mundo.

Afirmo sem passadismo que o seu encanto reside no sentimento de bairro que alguns espaços (Campo de Ourique, Benfica, Penha de França, etc.) ainda mantêm.

Acredito que António Costa, neste renovado mandato, terá mais tempo para dedicar a sua atenção às especificidades da cidade e devolver a alma de Lisboa aos que nela habitam.

António Torrado
Escritor

quarta-feira, outubro 07, 2009

Luis Miguel Cintra: voto António Costa

Apoio a candidatura de António Costa e da sua equipa porque, como tantas outras pessoas, não quero a repetição da incompetência, da ignorância e da irresponsabilidade a que já estivemos sujeitos na Câmara de Lisboa. Mas também porque me parece que é um bom candidato, e por certo o melhor de entre aqueles em quem podemos votar. Acredito que ele desejaria uma cidade não muito diferente daquela por que, de muitas maneiras diferentes e cada um com a sua, os dois lutamos e lutámos: uma cidade com verdadeira vida colectiva, livre, feliz, com serviços públicos a funcionarem bem, com a participação de cada um, casas para todos, menos desigualdades, mais imaginação, mais confiança e solidariedade. E não estou a fazer marketing, essa arte de fazer passar gato por lebre, de que, creio, não gostamos os dois. Posso dizer dele como de já poucos políticos: é um homem de Esquerda. Vejo que António Costa conhece a baixa política, como tem de ser, mas tem da política uma ideia mais nobre: estar honestamente e da maneira que é possível ao serviço da Cidade. Com sentido de humor e sem desespero nem trafulhice, perante o mar de problemas e de becos sem saída em que Lisboa se transformou. Com um sentido concreto da realidade que quase ninguém tem e com pouca preguiça. Não é um fala-barato. Gosta mais de trabalhar. Quando voltar a ser o nosso Presidente da Câmara, já com menos dos problemas herdados que tanto trabalho lhe deram a desfazer, só espero que o não prenda a teia burocrática e pseudo-democrática, que o seu jogo limpo o obriga a respeitar. “Seja bem-vindo quem vier por bem.” Já temos razões para acreditar que sim. Assim o deixe esta Cidade.
Luis Miguel Cintra
Actor/Encenador

Lidia Jorge: voto António Costa

LISBOA PARA ANTÓNIO COSTA

SOBRE VISÕES

Agora dizem que António Costa não é um visionário. Dizem que não sabe imaginar um espelho de águas profundas para o Terreiro do Paço, nem consegue projectar um funicular que una os cumes das colinas de Lisboa, como já foi sonho de alguns há mais de um século atrás. Dizem que tem problemas com a perfuração da cidade, que não estima a engenharia dos túneis, que não é capaz de pensar numa fila de torres biónicas a elevarem-se à beira do Tejo, como estão a pensar fazer no Dubai. Para além de dizerem que não é capaz de convencer os lisboetas a deixarem o carro em casa, não consegue encontrar o engenheiro mecânico certo para desenhar as bicicletas e os segawys adaptadas à morfologia do sobe-desce desta cidade, nem os pára-ventos ideais para fazer aplacar a ventania atlântica que nos impede a utilização de esplanadas. Dizem que ainda não foi capaz de imaginar uma Feira de Moda para animar o comércio da Avenida de Roma, nem sequer um Parque Lúdico de dimensão gigante, na zona de Algés. Etc, etc, dizem que António Costa não passa de um programador. Um pagador de contas. Pois parece que em vez dessas visões se propõe, sobretudo, tornar a cidade mais fluida, mais limpa, mais acolhedora, mais divertida, mais cosmopolita, mais amável, mais segura para os velhos que são muitos, e mais confortável para as crianças, que também começam a ser mais, e a quem falta escolas, creches, espaços de brincar ao mesmo tempo abertos e guardados. Isto é, propõe um confronto com a realidade, sem a aceitar mas sem a fazer explodir. Não é mau. Eu prefiro este programador.

Tanto prefiro que até lhe vou lembrar aquele pedaço de poema do René Char que fala da sabedoria que se deve colocar a meio da contenda da vida para proporcionar equilíbrio entre os que não sonham nada e os que não fazem senão sonhar. Reproduzo as suas palavras que dizem, de forma lapidar aquilo que é preciso.

É preciso:

Fazer sonhar longamente aqueles
que não costumam ter sonhos
e fazer mergulhar na actualidade
aqueles em cujo espírito prevalecem
os jogos perdidos do sono.

Posto isto, resta-me desejar a António Costa que não nos defraude no sentido da medida e do equilíbrio, que não deixe a mão da sucata minar demasiado os negócios do futuro estado da cidade, que cumpra o programa de harmonia que propõe, e que possa terminar o seu mandato, deixando Lisboa melhor e o seu nome honrado. Para que tenha coragem e alegria, este é o abraço que lhe dou.


Lidia Jorge
Escritora

Helena Pato: voto António Costa

Vim da província para Lisboa, com os meus pais, no fim da guerra.
Desembarcámos na Estação de comboios do Poço do Bispo, deixámos ali a bagagem e subimos até ao Bairro da Encarnação em bicicletas que nos acompanharam desde a Bairrada. Foi esse o dia do meu primeiro encontro de amor com Lisboa. Depois, vieram os anos de oiro da juventude, das lutas, das paixões, das tasquinhas e do fado. Às saudades de Lisboa, sentidas no exílio ou em Caxias, seguiu-se Abril – a Cidade em festa a trazer-nos a esperança que acarinho e que guardo, muito guardadinha, até hoje. Com a idade, fui aprendendo, por aqui, a conhecer e a amar jardins, cantos e recantos, travessas e ruas, escadinhas e pátios, gente assim e gente assado – gente que, como eu, vem de outros lugares e se faz lisboeta. Ultimamente, sempre que, ao fim do dia, a luz ímpar de Lisboa desaparece e, da minha varanda, sou atraída pela linha do horizonte, vejo o céu a encher-se de vermelho e de negro, reparo que a vida começa a encurtar, e surpreendo-me por lhes querer cada vez mais – à vida e a esta querida cidade. Assim sendo, tinha de escolher alguém de muita confiança para nos governar o futuro. Para cuidar da minha terra do coração, com prazer, com dedicação e com sensibilidade. Para zelar com afecto pelos “sem terra” que aqui trabalham e habitam.

Na presidência da Câmara, é, pois, António Costa que quero – sei-o hoje, sem dúvidas. Determina-se no cumprimento de compromissos, honra a cultura de valores democráticos que herdou e, dir-se-ia que por lhe correr nas veias sangue geneticamente marcado por um pacifismo ancestral, revela um temperamento calmo e uma postura de diálogo. É arguto e gere admiravelmente a inteligência e os saberes que possui. Escolhi votar numa lista para o Executivo da Câmara Municipal de Lisboa que me merece toda a confiança, mas confesso que votarei sobretudo na liderança de um homem de palavra, que eleva os interesses da nossa cidade acima de interesses pessoais ou partidários – pude confirmá-lo recentemente, durante a caminhada que muitos de nós fizemos, (sem sucesso), com vista à convergência para uma união das esquerdas. Hoje, vejo em António Costa alguém com quem realmente me identifico nos princípios morais e de cidadania: vejo gente da minha gente. Lisboa merece competência, merece verdade, merece honestidade. Os lisboetas merecerão, certamente, o presidente que elegerem.

Helena Pato
Professora / Fundadora do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa

terça-feira, outubro 06, 2009

Pilar del Río: apoio António Costa

Um homem honesto, culto e responsável é a melhor garantia para o bom governo de Lisboa.

Um homem honesto, culto e responsável eleito pelos cidadãos é a melhor imagem que Lisboa pode oferecer ao país e ao mundo. Porque é honesto, culto e responsável governará com respeito e representará com dignidade: por estas razões quero que António Costa receba o apoio dos cidadãos e seja o próximo presidente da Câmara Municipal de Lisboa.

Pilar del Rio
Presidenta da Fundação José Saramago


João Tordo: voto António Costa

Quando, em 2004, regressei de alguns anos a viver no estrangeiro, e me deparei com o estado em que se encontrava a cidade de Lisboa – onde eu nascera e crescera – percebi o que pode um só homem fazer (ou desfazer) pelo lugar que habitamos. Vi o que Ken Livingstone fez por Londres em explosão cosmopolita, e vi o que Bloomberg conseguiu fazer por uma Nova Iorque acabada de reabilitar. Vi, depois, o que a direita fez por Lisboa, transformando a cidade numa catástrofe urbana.

Quero aqui expressar o meu apoio a António Costa, um homem honesto, capaz, sério, com vontade de reafirmar os valores da cidade – cidadania, cosmopolitismo, integração – acima dos valores financeiros ou ideológicos, para que, de futuro, possamos sentir-nos orgulhosos do lugar em que vivemos.

João Tordo,
Escritor

Xana (Rádio Macau): Voto António Costa

Lisboa XXI
O que podemos hoje esperar das cidades em que vivemos? Ou em que espécie de cidades queremos viver? Por certo todos responderão que pretendem cidades modernizadas, que sejam o espelho de pessoas evoluídas e o palco de algum tipo de progresso. Mas estes conceitos de modernidade, evolução e progresso são um pau de dois bicos. E para não complicar podíamos resumi-los em dois tipos de tendências. O primeiro tem origem na ideia de progresso do séc. XIX e um outro, mais contemporâneo, que aponta para um processo evolutivo que, de algum modo, contraria o primeiro.

Isto é, se a primeira noção sublinha o desenvolvimento das industrias e actividade comercial sem mais, a segunda tendência pensa este mesmo desenvolvimento tendo em conta de que nas cidades vivem pessoas. Trata-se de incluir o princípio “qualidade de vida” no nosso modo de existir nos lugares em que residimos. A poluição excessiva de que todas as grandes cidades têm sido alvo ao longo das últimas décadas para não dizer séculos, contraria, ao limite, toda e qualquer tentativa e defesa da noção de progresso novecentista. Não são os carros, túneis, zonas desordenadas de comércio, destruição dos espaços livres e verdes, desinteresse pela preservação dos edifícios e total ausência de uma agenda cultural de vanguarda, que fazem a contemporaneidade de uma cidade e reflectem a sua evolução.

A minha visão de uma cidade do futuro também não é, no que se refere a Lisboa, a de uma cidade de cristal, dou-me bem com os “fantasmas” e também estes correm continuamente o risco de uma profunda desvalorização que não é senão a de um grande desrespeito por nós próprios.

Já que é necessário, dentro do sistema instituído, que alguém governe as cidades, parece-me que esse alguém, para a cidade de Lisboa, é António Costa. O único que me parece ter uma visão contemporânea e de futuro para uma cidade ancestral como é Lisboa.

E, por fim:
Deixar Lisboa e os lisboetas respirar.
Deixar Lisboa ser o que é ... uma cidade de Luz
.

Xana (Rádio Macau)

José Saramago: voto António Costa

O meu apoio a António Costa, que, estou certo, irá provocar críticas da esquerda e direita, tem uma explicação e assenta numa coerência. Pagaríamos caro o erro de deixar perder a Câmara Municipal de Lisboa em favor de uma personagem que de recomendável demonstrou não ter nada, quer na acção política, quer nos comportamentos pessoais. Dispenso-me de citar-lhe o nome. Há poucos meses declarei publicamente que apoiaria António Costa na sua candidatura à Câmara. Repito-o aqui. António Costa é, para mim, a melhor garantia de seriedade e de trabalho responsável. Não duvido de que uma maioria de eleitores lisboetas pensa o mesmo. A votar, portanto.
José Saramago
Escritor

segunda-feira, outubro 05, 2009

M Teresa Horta: voto António Costa


Lisboa é a minha cidade de nó e parto.

Minha cidade dos afectos, das paixões, dos poemas, das águas divididas entre Tejo e mar, na bordadura da Torre de Belém, a ver o longe.

Minha cidade feminina, com cintura de atadura e face de ser mulher, de suspiro e tessitura. Temperamento de capricho ora de manso vestida, ora rebelde e revolta.

Minha cidade de amores, de arroubo e de rubores, desde sempre dividida, em riso solto e despida no abrigo das colinas, melancolia e tumulto, de beleza sem sossego, com trança feita de ruas, travessas, ruelas, becos, de labirinto e lua.

Lisboa é a minha cidade de beleza e luz.

Minha cidade de céu azul-profundo, fiada pelas mulheres, desde sempre tecedeiras da vida, da vastidão, da persistência teimosa, igualdade e compaixão.

Cidade de rosa e cravo, postos no rubro coração da liberdade.

Portanto, para cuidar desta minha cidade, quero alguém em quem acredite e me garanta saber fazê-lo. Por isso, dou o meu voto a António Costa, de quem sei a honestidade, a ombridade e a honradez.

E o seu grande amor por Lisboa.

Maria Teresa Horta
Escritora

domingo, outubro 04, 2009

Mercedes Sosa (1935-2009)


«Eu diria que não é apenas a Argentina que perde, é o mundo inteiro, especialmente a América Latina e a América do Sul. Mercedes Sosa não definiu a solidariedade apenas com a música, mas definiu a solidariedade global com o ser humano, para cantar o melhor do ser humano e promover melhorias para ele»
Ricardo Cravo Albin, musicólogo

Recordemo-la em Gracias a La Vida

http://www.youtube.com/watch?v=WyOJ-A5iv5I

quinta-feira, outubro 01, 2009

Lisboa Unida com Antonio Costa

MISCELÂNEA DOS POETAS À CIDADE DE LISBOA

Mário Cesariny, Sophia, E. de Andrade, Jorge de Sena, Álvaro de Campos, João Maia, Alexandre O’Neill, Ary dos Santos, M.S. Lourenço, David Mourão-Ferreira, Ruy Cinatti, Manuel Alegre, António Gedeão, António Botto, Cesário Verde, Fausto Bordalo Dias, António Nobre


Agarro a madrugada

E entro em Lisboa cego com a névoa da manhã

Esta névoa sobre a cidade, o rio,
Esta névoa onde começa a luz de Lisboa,
Rosa e limão sobre o Tejo, esta luz de água

O Tejo esplende entre navios
Lisboa é boa e matinal;
Flutuam barcos, casarios
Na mesma onda musical.

Acordar da cidade de Lisboa, mais tarde do que as outras,
Acordar da rua do Ouro
Acordar do Rossio, às portas dos cafés,

ver nascer o Sol desse Castelo
Que domina Lisboa no mais belo
E surpreendente quadro de beleza!

Lisboa, a mais gentil, a portuguesa
E nobre capital de um povo grande
No sofrimento e na resignação,

que manhã cedo acorda e canta

Há uma hora, há uma hora certa
que um milhão de pessoas está a sair para a rua.
Há uma hora, desde as sete e meia horas da manhã
Em Lisboa, a sair para o meio da rua.
gente feliz, gente infeliz, um banqueiro, alfaiates, telefonistas,
varinas, caixeiros, desempregados,
uns com os outros, uns dentro dos outros
tossicando, sorrindo, abrindo os sobretudos, descendo aos mictórios
para apanhar eléctricos,
gente atrasada em relação ao barco para o Barreiro
Há uma hora, isto: Lisboa e muito mais.

Digo:
Lisboa
Quando atravesso - vinda do sul - o rio
E a cidade a que chego abre-se como se do meu nome nascesse

Imensa, troglodita, ambiciosa

Abre-se e ergue-se em sua extensão nocturna
Em seu longo luzir de azul e rio
Em seu corpo amontoado de colinas -

Alguém diz com lentidão:
“Lisboa, sabes...”
Eu sei. É uma rapariga
Descalça e leve

Teus seios são as colinas

Teu rosto de sol e de Tejo

Um vento súbito e claro
Nos cabelos
Algumas rugas finas

É varina, usa chinela

Mora num beco de Alfama
Mora num’água furtada
E chamam-lhe a madrugada
E chamam-lhe a madrugada

Tem movimentos de gata
Tem algas na cabeleira
Seu nome próprio, Maria.
Seu apelido, Lisboa.
Lisboa com seu nome de ser e de não-ser
Com seus meandros de espanto insónia e lata

menina e moça,
amada Cidade
mulher da minha vida

Lisboa menina
Da luz que meus olhos vêem tão pura

Cidade a ponto luz bordada

Lisboa, meu berço, tu que me conheces...

Havia no meu tempo um rio chamado Tejo

Cidade da minha infância pavorosamente perdida...
Cidade triste e alegre
Outra vez te revejo
Outra vez te revejo - Lisboa e Tejo e tudo -

Ó Tejo nunca inaugurado

Ó macio Tejo ancestral e mudo,
Pequena verdade onde o céu se reflecte!
Ó mágoa revisitada, Lisboa de outrora de hoje!
evoco, então, as crónicas navais:

As armas, pá.
E os barões, pá.
Assinalados, pá.

Mouros, baixéis, heróis, tudo ressuscitado!
Luta Camões no Sul, salvando um livro a nado!
Singram soberbas naus que eu não verei jamais!

enxárcias, gurupés, papafigos, traquetes,
mastros, lemes, escotas, brandais e mastaréus.

âncoras, adriça, cabos-mastro
Que solicitam mar e desafio.

Viagens e naufrágios nos mares do cio

meu país de marinheiros!...
o meu país das Naus, de esquadras e de frotas!

Eh marinheiros, gajeiros! eh tripulantes, pilotos!
Navegadores, mareantes, marujos, aventureiros!

Homens que erguestes padrões, que destes nomes a cabos!
Ó ai meu bem!
Homens que negociastes pela primeira vez com pretos!
Como baila o bailador
Que primeiro vendestes escravos de novas terras!
Ó meu amor
Que destes o primeiro espasmo europeu às negras atónitas!
E a caravela também!
Que trouxestes ouro, missanga, madeiras cheirosas, setas,
Ó bonitinha!
De encostas explodindo em verde vegetação!
que é das penas,
Homens que saqueastes tranquilas populações africanas
que é das mágoas
Que fizestes fugir com o ruído de canhões essas raças,
Sendo nós como a sardinha
Que matastes, roubastes, torturastes, ganhastes
a voar por cima das águas
Os prémios da Novidade de quem, de cabeça baixa
ó é tão lindo
Arremete contra o mistério de novos mares!

E de novo, Lisboa, te remancho,
numa deriva de quem tudo olha
de viés:

o fim da tarde inspira-me; e incomoda!

Nas nossas ruas, ao anoitecer,
Há tal soturnidade, há tal melancolia,
Que as sombras, o bulício, o Tejo, a maresia
Despertam um desejo absurdo de sofrer.

dói-me o Tejo vazio dói-me a miséria
apunhalada na garganta.

Regresso à cidade como à liberdade

Eu sou o homem da cidade.

Que fazemos, Lisboa, os dois, aqui,
na terra onde nasceste e eu nasci?


(André Gago integra a Comissão de Honra da recandidatura de António Costa ao cargo de Presidente da Câmara Municipal de Lisboa; preparou esta Miscelânea dos Poetas à Cidade de Lisboa que declamou ontem, 30 de Setembro, no Coliseu dos Recreios de Lisboa, num espectáculo integrado na campanha eleitoral)

segunda-feira, setembro 28, 2009

TODOS POR LISBOA

Artistas das mais variadas tendências e géneros musicais, apoiantes da candidatura UNIR LISBOA, realizam um grandioso concerto:
«Todos por Lisboa»
Coliseu dos Recreios
30 de Setembro, Quarta-Feira, 21h30
Entrada Grátis
Elenco:
Alexandre Frazão, André Cabaço, André Gago, André Teodósio, Ângelo Torres, António Jorge Gonçalves, António Pires, António Rosado, Bala, Bernardo Sassetti, Cacique 97, Camané, Carlos do Carmo, Carlos Martins, Ciganos d'Ouro, Cristina Branco, Diogo Dória, Faith Gospel Choir, Gabriela Canavilhas, Graça Lobo, Inês de Medeiros, João Gil, João Grosso, José Cid, José Wallenstein, Júlio Isidro, Kalú (Xutos), Kimi Djabate, Laura Soveral, Lucia Sigalho, Luis Represas, Mafalda Arnauth, Manuel Marques, Manuel Paulo, Margarida Vila-Nova, Maria do Céu Guerra, Mário Laginha, Nancy Vieira, Natasha Marjanovic, Nelson Cascais, Nigga Poison, Pedro Jóia, Sérgio Godinho, Vitor de Sousa, Zé Pedro (Xutos)
os bilhetes podem ser levantados na sede da candidatura:
Rua São Pedro de Alcântara, 81
Telf. 21 3407280
Maria João Correia - 966300852
José Dias Ferreira - 912243304
António Costa a Presidente!