
Alfacinha de gema, lisboeta militante, eterno apaixonado pela minha cidade, apoio, convictamente, António Costa porque quero o melhor para Lisboa.
Francisco Nicholson
Actor / Autor



Dizia-me uma professora de português do liceu Gil Vicente, na Graça – Lisboa, professora que muito me marcou, quando lhe perguntei de que partido era, que não era de “coisas partidas” e que só acreditava em pessoas e nas pessoas que fazem. Pois bem eu também não sou de “coisas partidas” e só acredito em pessoas. E o Dr. António Costa é definitivamente uma das pessoas que FAZ.
António Costa dizia-me às vezes, quando me encontrava de manhã na Faculdade de Direito de Lisboa, onde eu ensinava e ele aprendia Direito: “Professora, estou cheio de fome, a minha Mãe é feminista e não me faz o pequeno-almoço….” Era a sua forma irónica mas carinhosa de brincar comigo e as minhas convicções. Eu não lhe levava a mal, certamente lhe respondia à letra, mas só recordo o princípio da conversa.

Apoio a lista Unir Lisboa, encabeçada por António Costa.
O meu apoio a António da Costa e à sua equipa para a eleição do governo da maior autarquia nacional é um dever de consciência e um imperativo de cidadania.
Gorado o projecto de uma frente ampla, projecto em que me empenhei, havia que concentrar os esforços em António Costa, o único capaz de derrotar a frenética obsessão por túneis de um outro candidato. Se têm de mexer no subsolo de Lisboa que o façam para prolongar a rede do metropolitano ou descobrir petróleo (no Beato?). Lisboa é uma cidade suave, de mansos costumes, em que não há que estimular a vertigem do trânsito de outras capitais do mundo.
Apoio a candidatura de António Costa e da sua equipa porque, como tantas outras pessoas, não quero a repetição da incompetência, da ignorância e da irresponsabilidade a que já estivemos sujeitos na Câmara de Lisboa. Mas também porque me parece que é um bom candidato, e por certo o melhor de entre aqueles em quem podemos votar. Acredito que ele desejaria uma cidade não muito diferente daquela por que, de muitas maneiras diferentes e cada um com a sua, os dois lutamos e lutámos: uma cidade com verdadeira vida colectiva, livre, feliz, com serviços públicos a funcionarem bem, com a participação de cada um, casas para todos, menos desigualdades, mais imaginação, mais confiança e solidariedade. E não estou a fazer marketing, essa arte de fazer passar gato por lebre, de que, creio, não gostamos os dois. Posso dizer dele como de já poucos políticos: é um homem de Esquerda. Vejo que António Costa conhece a baixa política, como tem de ser, mas tem da política uma ideia mais nobre: estar honestamente e da maneira que é possível ao serviço da Cidade. Com sentido de humor e sem desespero nem trafulhice, perante o mar de problemas e de becos sem saída em que Lisboa se transformou. Com um sentido concreto da realidade que quase ninguém tem e com pouca preguiça. Não é um fala-barato. Gosta mais de trabalhar. Quando voltar a ser o nosso Presidente da Câmara, já com menos dos problemas herdados que tanto trabalho lhe deram a desfazer, só espero que o não prenda a teia burocrática e pseudo-democrática, que o seu jogo limpo o obriga a respeitar. “Seja bem-vindo quem vier por bem.” Já temos razões para acreditar que sim. Assim o deixe esta Cidade.
LISBOA PARA ANTÓNIO COSTA
Vim da província para Lisboa, com os meus pais, no fim da guerra.
Um homem honesto, culto e responsável é a melhor garantia para o bom governo de Lisboa.