
sábado, outubro 24, 2009
Hoje: A Paleta e o Mundo

sexta-feira, outubro 23, 2009
Jose Saramago e as polemicas que suscita
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| Jose Saramago (1922-2010) |
Gosto de José Saramago. Desde sempre. Desde que tomei contacto com a sua escrita, muito antes de ser conhecido como escritor, muito antes de ser Nobel da Literatura. Tenho todos os seus primeiros livros e apenas um assinado «Que farei com este livro?» e no qual ele simpaticamente colocou a dedicatória: «para a Julia Coutinho que sabe muito bem o que fazer com este livro». Foi numa Festa do Avante, em 1981, numa sessão de autógrafos onde estavam também o António Lobo Antunes, Fernando Lopes Graça, Alexandre Cabral, Armindo Rodrigues e Manuel da Fonseca, quase todos falecidos há muito. Lamentavelmente, não voltei a ter nova oportunidade. Agora é impossivel recolher autografos de Saramago, a não ser que se tenha muita sorte ou muita paciência para esperar horas infindáveis.
Admiro a sua escrita, tal como admiro a postura do cidadão José Saramago. Admiro a sua coragem por ter iniciado uma carreira aos 50 anos, em momento de desespero, quando estava desempregado. Admiro a sua perseverança, o seu trabalho árduo e contínuo. O assumir as origens humildes e o seu didactismo. Admiro a sua imensa cultura. Os seus credos e convicções e como se mantém fiel aos idearios de sempre. A lucidez que o leva a assumir posições que considera justas ainda que isso lhe custe dissabores. A coragem de seguir o seu próprio caminho. A independência que ainda agora o levou a apoiar publicamente António Costa para a Câmara Municipal de Lisboa, e que muitos não lhe perdoam. Tal como outros lhe não perdoam ter ganho o Nobel.
Indignei-me com as atitudes discriminatórias de que foi vítima no consulado de Cavaco Silva e envergonhei-me com a incultura dos «nossos» homens da cultura daquele governo. Aceito o seu iberismo e achei natural que tenha decidido viver em Espanha, até porque é casado com uma espanhola e aquele país o trata exemplarmente, como ainda recentemente se verificou com a exposição: A Consistência dos Sonhos.
Apenas uma coisa não entendo em Saramago: a forma como retirou dos seus livros a dedicatória à sua companheira de muitos anos, a escritora Isabel da Nóbrega. Eu ainda tenho os livros «dedicados à Isabel», mas as novas edições subtrairam essas dedicatórias. Apagou-as. Sei que a Pilar é a «mulher da sua vida». Mas, para quê reescrever a História?
A propósito do seu último livro, Caim, e da onda de protestos que as suas afirmações sobre a Bíblia estão a desencadear, acho-os patéticos, falsos e puritanos. José Saramago tem todo o direito em se expressar livremente. A arte não pode nem deve ter limitações e muito menos o direito à liberdade de expressão conquistada com a revolução de Abril. E quanto ao videirinho que advoga a sua purga da nacionalidade, um dia só será lembrado pelos piores motivos, pelo ridículo da situação, como acontece com Sousa Lara. Aliás todo este processo faz-me lembrar o que se passou há uns anos com Salman Rushdie e Os Versículos Satânicos. Lembram-se como então nos indignámos?
José Saramago é português. Nunca abdicou da sua nacionalidade. Tem aqui família. Tem casa em Lisboa, vem regularmente a Lisboa, é fiel à editora portuguesa que o lançou, a Caminho, (quando outras lhe viraram as costas), mantém actividades culturais regulares no nosso país e paga integralmente os impostos ao Estado Português, a que muitos «bons portugueses» frequentemente se esquivam. José Saramago só prestigia Portugal.
Pessoalmente, ateia como sou, sinto-me agradecida por Saramago ter exprimido publicamente o que penso acerca da Bíblia e das religiões em geral: são uma farsa.
Julia Coutinho
Nota posterior: José Saramago faleceu em 18 de junho de 2010. As suas cinzas encontram-se divididas por Lanzarote, junto à casa onde viveu os últimos anos e por Lisboa, junto à Fundação José Saramago, que é dirigida pela viúva, Pilar del Rio.
E sim, acabei por ter um outro autógrafo do nosso Nobel, precisamente no último livro que lançou, em vida, Caim. Assisti ao lançamento, na Culturgest, e devo a Pilar o privilégio de uma dedicatória quando o escritor apenas assinava para não ser demasiado violento. Foi um fim de tarde memorável.
quinta-feira, outubro 15, 2009
In Memoriam de Ramiro Correia (1937-1977)
Membro da Comissão Coordenadora do Programa do MFA da Marinha, fez parte da Junta de Salvação Nacional a partir de 3 de Maio 74; membro da 5ª Divisão do Estado-Maior-General das Forças Armadas, que dirigiu, coordenador principal da Comissão Dinamizadora Central (Codice) e membro do Conselho da Revolução, a Ramiro Correia se deve essa grande iniciativa do MFA depois do 25 de Abril: a dinamização cultural junto do povo português, através das Campanhas de Dinamização Cultural e Esclarecimento Cívico do MFA por si idealizadas e postas em prática.
Participa na elaboração do Documento-Guia do Projecto da Aliança Povo-MFA, aprovado pela Assembleia do MFA em 8 de Julho de 1975. É autor ainda de «MFA-Dinamização Cultural e Acção Cívica», testemunho vivo da experiência das diversas campanhas, de como se procuraram adaptar aos condicionamentos locais, às populações e aos seus problemas. De como os artistas da nossa praça (cantores, pintores, musicos, actores) conseguiram levar a cultura a locais e populações que nunca antes tinham tido qualquer contacto a esse nível.
Depois de ter sido «expulso» do Conselho da Revolução por «redução de efectivos» e de lhe ter sido retirada a direcção da 5ª Divisão, foi desgraduado do posto de capitão-de-mar-e-guerra por uma portaria do Conselho da Revolução em 21 de Outubro. Cerca de um mês depois dá-se o 25 de Novembro e logo a seguir a Codice é extinta juntamente com as últimas campanhas de dinamização.
Perseguido pelo poder emergente do 25 de Novembro, e depois de uns meses durante os quais escreveu «MFA e Luta de Classes», Ramiro e a familia seguem para Maputo onde são colocados (ele e mulher, médicos) no Hospital Central. Como ele próprio disse na altura: «Moçambique aparece-me no horizonte como experiência de solidariedade internacional».
E foi ali, no dia 16 de Agosto de 1977, quando toda a família passeava na Baía do Bilene, que o barco se virou e todos morreram, excepto o filho mais velho, Ramiro Bernardino, que conseguiu nadar para terra.
No dia 12 de Outubro de 1977 os corpos de Ramiro, Isabel e Nuno chegam a Lisboa e ficam em câmara ardente na capela de S. Roque, no Ministério da Marinha, no antigo Arsenal. Em recolhimento, ladeando as urnas, entre os avós e restantes familiares e amigos, o pequeno Ramiro Bernardino, de 9 anos, recordava incrédulo «... a minha mãe pode ser que esteja aí, porque a vi a boiar, mas o meu pai e o meu irmão não estão... Quando o meu pai me mandou embora para terra ele vinha a nadar com o meu irmão às costas. Às vezes olhava para trás e via o meu irmão agarrado ao pescoço do meu pai...»
No dia 13 de Outubro, cerca das 17,30 horas, o cortejo fúnebre seguiu a pé direito ao Alto de São João, parando em Alfama que o viu nascer, e, por entre uma multidão que engrossava e fundia no mesmo pesar militares e civis, cantava-se «Grândola Vila Morena», «A Portuguesa» e gritava-se «MFA». «MFA», «MFA».
Mário Soares, então primeiro-ministro do I Governo Constitucional, não compareceu nem se fez representar. Portugal, a nível institucional, esteve ausente nas cerimónias fúnebres deste militar de Abril. O que levou Manuel de Azevedo a escrever no Diário de Lisboa de 15:
«Caro amigo: eu estive no funeral de Ramiro Correia e vi as lágrimas correr. Eu vi as lágrimas correr dos olhos do povo. Eu vi as lágrimas. Caro amigo: eu estive no funeral do capitão de Abril morto num acidente nos mares de Moçambique (...)
Caro amigo; eu estive no funeral do ex-conselheiro da Revolução e não o vi a si. E dói-me, dói-nos a todos os antifascistas que continuam a sê-lo, que você lá não estivesse. E contudo Ramiro Correia era um homem dos homens de Abril a quem você deve poder ter sido primeiro-ministro do primeiro Governo Constitucional. E contudo você esteve no funeral do cardeal Cerejeira, o companheiro e mentor de Salazar.
Não basta, no dia 5 de Outubro, dar vivas à República, e ao 25 de Abril. É preciso viver-se no dia a dia a Revolução de Abril.»
Manuel Begonha, no elogio fúnebre:
«Era um homem que desprezava a vaidade. Tolerante, era ao mesmo tempo, implacável para quem, responsavelmente, tentasse perpetuar o estado de aviltação do povo português. Era, aliás, um homem simples e cativante, de uma estatura intelectual e humana invulgares. Ramiro Correia morreu, mas o seu espírito, o seu exemplo, a sua obra, continuarão a iluminar as noites do nosso desencanto»
Fernando Piteira Santos:
João Varela Gomes:
(...) O teu exemplo, esse permanecerá herança do Povo Português, dos Povos do Mundo, legado precioso e fecundo de um HERÓI DO NOSSO TEMPO. E nós nomearemos o tempo, como tu nos exortas a fechar o teu livro.»
Martins Guerreiro:
Faz o 7º ano no Liceu Gil Vicente, sendo um grande activista desportivo. Frequenta o 1º ano de Medicina em Lisboa, passa depois para Coimbra, e termina o curso em Lisboa, em 1966, já depois de casado com a também médica Isabel Lacximy, com quem tem dois filhos: Ramiro Bernardino e Nuno Ramiro.
Em finais de 1966, já depois de formado, ingressa na Marinha com o posto de segundo-tenente na classe dos médicos navais, tendo estagiado na Escola Naval e no Hospital de Marinha. Mais tarde parte para Moçambique a bordo da fragata Álvares Cabral. É promovido a primeiro-tenente em Janeiro de 1970. Desembarca em Angola, em Março de 1971, e presta serviço como médico em Santo António do Zaire.
«A ponte é estreita
rapazinho negro
Mas dá bem para nós dois
lado a lado.
(...)
A ponte não é estreita
E há-de ligar-nos no Futuro»
Aderiu ao Movimento dos Capitães no inicio de 1974.
Julia Coutinho
Bibliografia:
quarta-feira, outubro 14, 2009
Obrigada a todos
Carissimos amigos,Os resultados do passado dia 11 deram a vitória, por maioria absoluta, ao Dr António Costa para presidir à Câmara Municipal de Lisboa. Conseguimos UNIR LISBOA em torno do nosso candidato. Todos estamos de parabéns!
Foi o culminar de um longo processo que começou em Abril com o lançamento do movimento do Apelo a uma Convergência de Esquerda para Lisboa, passou depois pelo movimento Claac - Cidadãos Lisboetas apoiam Antonio Costa, e, finalmente, pelos Serviços de Candidatura da lista UNIR LISBOA.
Gorados que foram os objectivos iniciais de levar os partidos da esquerda (CDU e BE) a entenderem-se com o PS e apresentarem uma lista única, foi possível, graças ao carácter humanista e dialogante de António Costa transformar a candidatura UNIR LISBOA num projecto alargado de unidade com os movimentos Cidadãos por Lisboa, de Helena Roseta, e Lisboa é Muita Gente, de José Sá Fernandes.
Para além disso, muitos foram os independentes de esquerda que se juntaram para UNIR LISBOA, tendo-se conseguido uma dinâmica que extravasou todas as fronteiras partidárias, tal como evidencia a Comissão de Honra da candidatura e António Costa fez questão de sublinhar na noite da grande vitória.
Foi um erro os partidos da esquerda não se terem unido para uma candidatura e um programa comuns. Um erro que nos podia ter sido fatal, correndo-se o risco de entregar a CML ao candidato da direita. Felizmente o eleitorado lisboeta, numa atitude de grande maturidade política votou ao arrepio das posições partidárias tendo penalizado fortemente a CDU e, sobretudo, o BE.
Os cidadãos lisboetas têm memória (boas memórias) da coligação que governou Lisboa de 1989 a 2001 e do muito que a mesma permitiu realizar para o bem comum. Queriam e querem que os partidos se entendam porque, acima de qualquer partidarismo, precisam de quem trabalhe e lhes resolva os problemas. Os lisboetas conhecem António Costa, um homem que também esteve ligado à antiga Coligação e optaram, conscientemente, por dar-lhe a estabilidade necessária para governar a cidade.
Por mim, quero agradecer a todos que, directa ou indirectamente, me/nos acompanharam neste processo que agora chega ao fim. Todos fomos peças fundamentais para a vitória final.
Obrigada a todos! Foi uma honra trabalhar convosco.
Por fim, lembrar aqui dois amigos e colaboradores desde a primeira hora, ambos membros fundadores do movimento do Apelo à Convergência de Esquerda que, infelizmente, nos deixaram a meio do caminho: Raul Solnado (Mandatário para os Séniores) e João Vieira (da Comissão de Honra).
Sempre ao vosso dispôr.
Viva Lisboa!
Julia Coutinho
segunda-feira, outubro 12, 2009
domingo, outubro 11, 2009
Parabéns, Martins Guerreiro !
Há seres que nos transcendem. Seres imensos, «maiores que o pensamento» maiores que o seu tempo. Seres generosos que abraçam ideais e por elas pelejam. Seres solidários que lançam e criam pontes e diálogos. Seres verticais e incapazes de trair ou renegar. Lutadores que deixam rastro e sementeira por onde passam. Que respeitam o adversário e desconhecem a deslealdade. Que honram os Amigos e a Amizade. Que ficam para sempre.
O «capitão de Abril» Martins Guerreiro é um Homem assim. E eu, que o conheci melhor em 2005 no âmbito do movimento cívico Não Apaguem a Memória, de que ambos fomos membros fundadores, sinto-me particularmente privilegiada por ter trabalhado com ele, e, sobretudo por tê-lo como Amigo. Homem profundamente humano e íntegro o seu contacto engrandece os que com ele privam.
Nasceu a 11 de Outubro de 1940.
Parabéns, Amigo! Que possamos comemorar muitas mais vezes. E que este ano essa comemoração tenha um sabor diferente ...
sexta-feira, outubro 09, 2009
Luis de Barros: voto António Costa

Assim oponho, convictamente, António Costa a Santana Lopes. O primeiro era uma criança invulgarmente culta e inteligente quando o conheci, nos anos setenta, ao lado da mãe, a jornalista Maria Antónia Palla, nas férias em Albufeira. Não voltei, desde então, a estar com ele. Mas acompanhei, com pessoal curiosidade, o seu percurso político. O que me permite, confiadamente, defini-lo como defini.
Ao segundo, nunca conheci pessoalmente. Mas, por dever profissional, segui atentamente o seu trajecto. O que, infelizmente, não me permitiu ter dele outra opinião senão a que expus.
Os outros candidatos da esquerda só contam para beneficiar Santana. São lamentáveis os rumos a que conduz a cegueira sectária.
Em tempos ainda de crise, a nossa Lisboa exige mais do que nunca uma gestão responsável. Estou certo de que só António Costa está apto a responder a esse desafio.
Luis de Barros
Jornalista
São Jose Lapa: voto Antonio Costa
Décadas de imobilismo, de laxismo, de pseudo burocracia raiando a corrupção tornaram Lisboa numa cidade muito semelhante a "uma instalação de um artista pós-moderno", uma cidade bombardeada: prédios fechados, lojas fechadas e lojas fechadas, escombros, buracos e buracos, água a correr desperdiçando-se... e esta luz magnífica a tornar tudo ainda mais visível.
Apoio António Costa, na esperança de ver Mães a poder passear os seus Filhos, sem terem obstáculos nos passeios onde os mais Velhos apoiados nas suas frágeis pernas e bengalas tantas vezes caem...
Apoio António Costa ESPERANDO QUE A CIDADE NÃO EXPULSE OS MAIS NOVOS EM DEMANDA DE RENDAS MAIS BARATAS NAS PERIFERIAS...
Apoio António Costa, na esperança que a construção de imóveis dê lugar à RECONSTRUÇÃO, que não se destruam os interiores (deixando as fachadas pateticamente fragilizadas e depois "maquilhadas") e se utilizem tantos e tantos novos materiais à disposição para a redefinição dos seus interiores assim reabilitados...
Apoio António Costa para que dos bairros desta nossa Lisboa, as pequenas lojas não continuem a desaparecer: mercearias, drogarias, padarias, lugares de fruta.
Sem elas, os velhos que não têm transporte próprio para acorrer aos hipermercados estiolam na sua difícil existência.
Apoio ANTÓNIO COSTA.
São José Lapa
Actriz / Encenadora
Fernanda Damas Cabral: voto Antonio Costa

DOMINGO
Na orla do mar azul
De um céu quase sem nuvens,
As águas, crespas, murmuram.
Jogam ao sol crianças
Na aragem primaveril.
Já outras param pensando
As formas do corpo alheio.
Os barcos, suaves, singram
Nos olhos de solitários
Cujos passos hesitantes
Pela praia se misturam
Aos de corridas e jogos
Da juventude esgotando-se.
As vozes chegam longínquas…
Meus passos deixam sinais
Que a tarde, ténue, adejando,
Aos outros misturará
Na orla do mar azul.
25-4-1948
JORGE DE SENA (1919-1978)
Em Homenagem ao Poeta finalmente justiçado
Em dedicatória a Lisboa e ao seu Candidato António Costa.
Fernanda Damas Cabral
Investigadora
Paulo Pires: voto António Costa
Apoio a candidatura encabeçada por António Costa, porque acredito na continuidade de um bom trabalho, num desempenho Sério e com Amor pela Cidade, Medidas e Ideias certas para a nossa Lisboa.Julgo indispensável pensar uma Capital Europeia sem falar de necessidades tais como as apresentadas no programa da candidatura Unir Lisboa; onde a par com outros importantes e urgentes objectivos para a Cidade constam também a Cultura e a Ecologia como apostas determinantes para uma Lisboa de Futuro.
Quero Sonhar com uma Cidade mais Habitada, mais Limpa, mais Segura, mais Competitiva, mais Verde, mais Bonita... Melhor!!
Quero apoiar o projecto Unir Lisboa e acredito que se vai trabalhar arduamente para que estes objectivos se tornem realidade.
Paulo Pires
Actor
Jose Fernando Vasco: voto Antonio Costa
Apoio António Costa porque acredito na sua seriedade, na credibilidade da sua equipa e na dimensão humana da sua candidatura e do seu programa político. Apoio António Costa porque o nosso presidente soube construir as pontes de diálogo para um entendimento político e uma ideia para a cidade de Lisboa, alargados a um vasto conjunto de personalidades que acreditam que as pessoas são o coração de Lisboa.
Apoio António Costa porque para o nosso presidente todas as pessoas, todos os cidadãos de Lisboa são igualmente importantes para a revitalização da nossa amada Lisboa.
José Fernando Vasco
Professor
Zé Pedro (Xutos): voto Antonio Costa

Antes de mais, quero agradecer ao presidente António Costa, a sua presença, no concerto dos Xutos.
Em seguida, quero dizer-lhe que é o presidente que Lisboa precisa, e que confio que irá ter todas as condições, para exercer um bom novo mandato.
Acreditando muito em si, desejo-lhe o melhor para esta campanha que agora começou.
Estou e estarei a seu lado
Obrigado António Costa
Obrigado Cidadãos de Lisboa
Zé Pedro (Xutos)
Músico
Rui Morisson: apoio António Costa

Lá para Fevereiro, vai nascer-me mais um neto.
Mais um bebé de Lisboa.
Um filho, neto, bisneto, trineto de Lisboa.
Quero mostrar-lhe o rio e as pontes.
Molhar-lhe os pés no Cais das Colunas.
Subir as colinas.
Levá-lo ao Castelo.
Dar-lhe o biberon no Estádio da Luz, porque no de Alvalade dá-lhe o pai.
Quero brincar com ele nos parques, jardins, ruas e avenidas.
Quero que ele tenha passeios.
Quero que ele respire Lisboa.
Quero que ele brinque muito por esta Lisboa fora.
Que a ame, respeite e defenda.
Como nós.
Porque COM LISBOA NÃO SE BRINCA.
Conto consigo.
Um abraço.
Rui Morisson
Actor
Francisco Nicholson: apoio António Costa
João Grosso: voto António Costa
Sonho com uma cidade limpa. Não tolero a sementeira de cocós nos passeios e nos relvados públicos, nem os recantos mictórios, nem as lixeiras que teimam ficar.
Sonho todos os dias, ao sair de casa, como seria bom respirar menos monóxido de carbono. E eu gosto de automóveis.
Sonho com uma cidade que não seja a dos ricos condomínios, que não seja um estaleiro de destruição de um rico património arquitectónico.
Sonho com um comércio de qualidade sem que isso signifique "levaram-me o couro e o cabelo".
Sonho com uma estrutura municipal que se preocupe mais "com migo" e "com nosco".
Sonho com uma Lisboa-Cultura que me dê mais mundo e me faça ter menos saudades de Madrid, Paris, Berlim, S. Petersburgo, Nova Iorque...
Tenho esperança na realização dos meus sonhos.
Apoio a candidatura do Dr. António Costa à Presidência da Câmara Municipal de Lisboa.
João Grosso
Actor
Beatriz Batarda: voto António Costa
Beatriz Batarda
Actriz
quinta-feira, outubro 08, 2009
Mafalda Arnauth: voto António Costa

Por isso, António Costa é um dos raros momentos em que escolho com o coração, voto com consciência e recomendo com satisfação.
Agradeço-lhe a dignidade que me transmite e o zelo que revela por uma cidade que, sem hesitações, confesso como um dos meus maiores Amores.
Agradeço-lhe a oportunidade de desafiar Lisboa ao voto, SEMPRE, e ao voto em António Costa.
Viva Lisboa!
Maria Armanda: voto António Costa

Apoio a sua eleição para presidente da Câmara Municipal «Desta Lisboa que eu Amo»!
Maria Armanda
Fadista
Carlos Paulo: voto António Costa

Porque a Câmara de Lisboa, não deverá ser uma luta de aparelhos partidários, mas sim, uma ampla convergência de consensos para tornar Lisboa numa cidade mais humana, com mais cultura, mais espaços de lazer e espaços verdes, e que apenas diz respeito aos que nela moram. Lisboa é uma das cidaes mais bonitas do mundo e merece ser tratada com o coração e não com o oportunismo, a arrogância e a falta de amor que, sempre que foi governada por "aparelhos", apenas serviram para destruir e descaracterizar a cidade. Porque acredito que António Costa é um homem de bem, estarei com ele em tudo o que for necessário para Amar Lisboa!
Maria Rueff: voto António Costa
Dizia-me uma professora de português do liceu Gil Vicente, na Graça – Lisboa, professora que muito me marcou, quando lhe perguntei de que partido era, que não era de “coisas partidas” e que só acreditava em pessoas e nas pessoas que fazem. Pois bem eu também não sou de “coisas partidas” e só acredito em pessoas. E o Dr. António Costa é definitivamente uma das pessoas que FAZ.Porque amo Lisboa dou-lhe o meu voto de confiança.
Rui Mendes: voto António Costa
Mário Murteira: voto António Costa

CANDIDATURA DE ANTONIO COSTA À CÂMARA DE LISBOA
Com mais de setenta anos de vida, e uma curiosidade insaciável pelo mundo que me cerca, tenho viajado um pouco por todo o lado. Assim, estive em cidades variadas como Nova Iorque e São Francisco, São Paulo e Rio de Janeiro, Paris e Roma, Estocolmo, Budapeste e São Petersburgo, Luanda, Maputo e Cidade do Cabo, Goa, Mumbai e Nova Deli, Xangai e Pequim.
Por isso, posso afirmar com convicção e segurança: Lisboa é uma das mais belas cidades do planeta. Pelo seu contexto histórico e cultural, como também pelo seu quadro geográfico original. Lisboa é preciosa quer pela sua História, quer pela sua Geografia.
Por outro lado, num tempo em que a globalização, precisamente, ameaça a identidade da história e da geografia de cada «local», é necessário saber e poder valorizar a diferença específica de Lisboa, e ao mesmo tempo assegurar a competitividade estrutural e o desenvolvimento sustentado dessa economia urbana.
Sem esquecer que Lisboa é capital duma economia europeia periférica e deverá contribuir para um posicionamento favorável à convergência real da economia portuguesa nesse quadro europeu.
Com tais propósitos, importa formular e praticar estratégias coerentes em domínios variados como os seguintes:
•Defesa e recuperação do património histórico de locais e monumentos identitários da cidade.
•Valorização de áreas da cidade actualmente marginalizadas ou sub-aproveitadas mas que poderão contribuir decisivamente para o bem-estar dos lisboetas e para a valorização turística da cidade, como a zona ribeirinha, a Baixa pombalina, Ajuda e Belém, a possível complementariedade da chamada "Outra Banda".
•Promoção social e humana de áreas da periferia lisboeta, em que subsistem focos de violência, prostituição e droga, apesar de esforços feitos para a sua superação.
Enfim, em termos mais transversais e comuns, trata-se de assegurar, à escala urbana, infra-estruturas básicas e «amigas do ambiente» em matérias como transportes e comunicações, produção e distribuição de energia, além de serviços sociais de boa qualidade e acesso generalizado, quanto a educação e saúde.
Uma nota ainda, sobre um tema de grande delicadeza e actualidade, a por vezes chamada democracia cultural, que seria uma última etapa, do processo que na Europa passou, em primeiro lugar, pela democracia política, mais tarde pela social e finalmente, cultural. Portugal conquistou tardiamente a democracia política, está a procurar realizar a democracia social e defronta agora o último estádio do processo. Quando os movimentos migratórios, nos dois sentidos, se intensificam, e se multiplica a diversidade étnica e cultural, a criação de espaços favoráveis à convivência inter-cultural é objectivo primordial.
Este processo é particularmente necessário e delicado numa cidade como Lisboa.
É perante este quadro muito complexo, e ao mesmo tempo, exigente, que se torna necessária uma gestão realmente motivada pelo interesse público, numa democracia avançada política, social e culturalmente.
Por tudo isto, confio na personalidade de António Costa para se empenhar com seriedade e competência, em lugar de estratégias oportunistas de marketing pessoal, no desenvolvimento sustentado da cidade em que nasci.
Teresa Pizarro Beleza: apoio António Costa
António Costa dizia-me às vezes, quando me encontrava de manhã na Faculdade de Direito de Lisboa, onde eu ensinava e ele aprendia Direito: “Professora, estou cheio de fome, a minha Mãe é feminista e não me faz o pequeno-almoço….” Era a sua forma irónica mas carinhosa de brincar comigo e as minhas convicções. Eu não lhe levava a mal, certamente lhe respondia à letra, mas só recordo o princípio da conversa.Quando mais tarde o descobri político empenhado – ele Ministro da Justiça, eu no Conselho Superior do Ministério Público – pensei que a Mãe dele, com ou sem pequeno-almoço, o teria preparado muito bem para a Vida. Como seria de esperar.
Hoje ele é Presidente da Câmara de Lisboa e eu dirijo a Faculdade de Direito da NOVA, a mais jovem escola da Universidade Nova de Lisboa. Além do horizonte físico que é o natural exlibris da minha Escola, o belíssimo Aqueduto das Águas Livres, o Campus universitário de Campolide precisa de horizontes urbanísticos e funcionais que em última linha dependerão de um responsável na Praça do Município que seja capaz, inteligente e sério. E que seja sensato. A cidade de Lisboa também, e de que maneira. A sua história e a sua luz inigualáveis, que espantam sempre os nossos alunos e professores estrangeiros, merecem um curador à altura.
António Costa é o candidato à medida certa. Espero bem que os e as Lisboetas tenham disto perfeita consciência e usem o seu voto como devem: reelegendo-o.
Teresa Pizarro Beleza
Professora / Directora da Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa
André Gago: voto António Costa

Rui Godinho: voto António Costa
Em 2007 apoiei a candidatura de António Costa numa lógica de, pelo menos, 2 mais 4 anos, face à situação crítica a que a CML e Lisboa tinham sido conduzidas.
António Costa cumpriu com sucesso os objectivos de pôr ordem nas contas da Câmara e preparar as bases estratégicas para um futuro de qualidade de vida na Cidade.
É, portanto, indispensável a sua reeleição, com vista a prosseguir o seu trabalho, agora num mandato completo, para que se concretize em definitivo a inversão do declínio e Lisboa possa enfim “respirar” de novo.
Só a Esquerda representada por António Costa e a sua equipa, está em condições de evitar “regressos” indesejáveis, e relançar Lisboa no caminho do verdadeiro desenvolvimento sustentável.
António Borga: voto António Costa

Só isso explica que os que nela nascem a abandonem, com o sentimento de terem sido expulsos pelo demónio do trânsito, da falta de higiene, da degradação do património, da descaracterização negocista dos bairros, da ausência de espaços de lazer e convívio, da decadência das zonas comerciais exteriores aos shoppings e da insuportável falta de civismo que o desleixo de quem gere sempre fomenta.
António Costa vem na curta linha dos que se bateram contra algo que ao longo da história da cidade ganhou peso de fatalidade. Há séculos que Lisboa precisa de uma revolução urbana. Acredito que ele e a sua equipa, com o apoio de todos aqueles que partilham essa convicção, saberão tornar visível nos próximos quatro anos sinais marcantes dessa revolução. O voto em António Costa é um voto na requalificação de Lisboa, para usufruto nosso e das novas gerações.
António Teodoro: apoio António Costa
Apoio a lista Unir Lisboa, encabeçada por António Costa.Em primeiro lugar, porque é um salutável exercício de unidade que, por si só, representa um exemplo de possibilidades de convergência na construção de uma plataforma de trabalho e de mudança no governo da capital.
Em segundo lugar, porque apresenta um programa que coloca as pessoas no centro das preocupações da acção da Câmara. A cidade de Lisboa merece o esforço de convergência realizado, podendo transformar-se num bom espaço de experiência de participação cidadã.
António Teodoro
Professor Universitário /Coordenador do Observatório das Políticas de Educação
Vitor Serrão: voto António Costa
O meu apoio a António da Costa e à sua equipa para a eleição do governo da maior autarquia nacional é um dever de consciência e um imperativo de cidadania.Não é só por razões de alternativa (ou falta dela) que subscrevo de coração aberto esta candidatura; é certo que os perigos que decorrem da possibilidade de uma vitória eleitoral da Direita são reais, mas essa razão não seria só por si suficiente para uma opção que precisa, antes der tudo, de ser consciente e responsável.
Na verdade, o que se passa é que Lisboa precisa que o bom trabalho de António Costa realizado no mandato que cessa seja, esforço sério para arrumar a casa desmantelada e travar favorecimentos e clientelismos, seja incrementado pelos eleitores e reforçado na sua expressão política.
Lisboa precisa de uma gestão democrática que alie o conhecimento responsável dos muitos e graves problemas que detém (a cabal gestão dos bairros, do património histórico mal conservado, dos museus carecentes de animação, da habitação envelhecida, da segurança fragilizada, da saúde precária, etc etc) à sensibilidade para os saber enfrentar, caso a caso, com intervenções cirúrgicas no tecido urbano que resguardem as suas valências patrimoniais e com medidas que favoreçam a qualidade de vida das populações.
Lisboa merece ser governada segundo o ponto de vista e a noção de uma Cidade aberta, limpa, que seja moderna justamente por se saber revitalizar em pleno respeito pelas suas memórias e remanescências, capaz de gerar sinergias entre os bairros e com as pessoas, animada por uma saudável comunhão com o rio e as colinas, apta a fixar população jovem nos bairros históricos, e que assegure necessários equipamentos sociais, que melhore e revitalize os museus municipais e os espaços de cultura aberta, os jardins e espaços de lazer, que garanta a segurança dos cidadãos, que estimule a criação artística e o conhecimento, que saiba inovar -- em suma -- com dimensão de futuro. A revitalização da Baixa Pombalina, tão acarinhada desde sempre por especialistas como o Prof. José-Augusto França, é uma dessas mais-valias.
Não é já o momento para se lamentar mais uma vez a oportunidade perdida de se retomar nesta eleição a experiência tão positiva de uma governação à Esquerda, através da união de interesses político-partidários distintos convergindo em programa para a boa gestão da Cidade. Inviabilizada essa possibilidade, que eu e muitos outros acalentámos como possível e desejável e que vários sectarismos e visões curtas inviabilizaram, este é o momento de unir esforços em torno desta candidatura.
António Costa dá garantias, pelo seu sentido de Estado e pela obra feita em várias instâncias, de que os grandes objectivos da sua candidatura serão encarados com responsabilidade, com espírito plural, com sensibilidade para lidar com os engulhos, abrindo possibilidades para o seu cabal cumprimento. Daí a razão do meu voto.
António Torrado: voto António Costa
Gorado o projecto de uma frente ampla, projecto em que me empenhei, havia que concentrar os esforços em António Costa, o único capaz de derrotar a frenética obsessão por túneis de um outro candidato. Se têm de mexer no subsolo de Lisboa que o façam para prolongar a rede do metropolitano ou descobrir petróleo (no Beato?). Lisboa é uma cidade suave, de mansos costumes, em que não há que estimular a vertigem do trânsito de outras capitais do mundo.Afirmo sem passadismo que o seu encanto reside no sentimento de bairro que alguns espaços (Campo de Ourique, Benfica, Penha de França, etc.) ainda mantêm.
Acredito que António Costa, neste renovado mandato, terá mais tempo para dedicar a sua atenção às especificidades da cidade e devolver a alma de Lisboa aos que nela habitam.
António Torrado
Escritor
quarta-feira, outubro 07, 2009
Luis Miguel Cintra: voto António Costa
Apoio a candidatura de António Costa e da sua equipa porque, como tantas outras pessoas, não quero a repetição da incompetência, da ignorância e da irresponsabilidade a que já estivemos sujeitos na Câmara de Lisboa. Mas também porque me parece que é um bom candidato, e por certo o melhor de entre aqueles em quem podemos votar. Acredito que ele desejaria uma cidade não muito diferente daquela por que, de muitas maneiras diferentes e cada um com a sua, os dois lutamos e lutámos: uma cidade com verdadeira vida colectiva, livre, feliz, com serviços públicos a funcionarem bem, com a participação de cada um, casas para todos, menos desigualdades, mais imaginação, mais confiança e solidariedade. E não estou a fazer marketing, essa arte de fazer passar gato por lebre, de que, creio, não gostamos os dois. Posso dizer dele como de já poucos políticos: é um homem de Esquerda. Vejo que António Costa conhece a baixa política, como tem de ser, mas tem da política uma ideia mais nobre: estar honestamente e da maneira que é possível ao serviço da Cidade. Com sentido de humor e sem desespero nem trafulhice, perante o mar de problemas e de becos sem saída em que Lisboa se transformou. Com um sentido concreto da realidade que quase ninguém tem e com pouca preguiça. Não é um fala-barato. Gosta mais de trabalhar. Quando voltar a ser o nosso Presidente da Câmara, já com menos dos problemas herdados que tanto trabalho lhe deram a desfazer, só espero que o não prenda a teia burocrática e pseudo-democrática, que o seu jogo limpo o obriga a respeitar. “Seja bem-vindo quem vier por bem.” Já temos razões para acreditar que sim. Assim o deixe esta Cidade.Lidia Jorge: voto António Costa
LISBOA PARA ANTÓNIO COSTASOBRE VISÕES
Agora dizem que António Costa não é um visionário. Dizem que não sabe imaginar um espelho de águas profundas para o Terreiro do Paço, nem consegue projectar um funicular que una os cumes das colinas de Lisboa, como já foi sonho de alguns há mais de um século atrás. Dizem que tem problemas com a perfuração da cidade, que não estima a engenharia dos túneis, que não é capaz de pensar numa fila de torres biónicas a elevarem-se à beira do Tejo, como estão a pensar fazer no Dubai. Para além de dizerem que não é capaz de convencer os lisboetas a deixarem o carro em casa, não consegue encontrar o engenheiro mecânico certo para desenhar as bicicletas e os segawys adaptadas à morfologia do sobe-desce desta cidade, nem os pára-ventos ideais para fazer aplacar a ventania atlântica que nos impede a utilização de esplanadas. Dizem que ainda não foi capaz de imaginar uma Feira de Moda para animar o comércio da Avenida de Roma, nem sequer um Parque Lúdico de dimensão gigante, na zona de Algés. Etc, etc, dizem que António Costa não passa de um programador. Um pagador de contas. Pois parece que em vez dessas visões se propõe, sobretudo, tornar a cidade mais fluida, mais limpa, mais acolhedora, mais divertida, mais cosmopolita, mais amável, mais segura para os velhos que são muitos, e mais confortável para as crianças, que também começam a ser mais, e a quem falta escolas, creches, espaços de brincar ao mesmo tempo abertos e guardados. Isto é, propõe um confronto com a realidade, sem a aceitar mas sem a fazer explodir. Não é mau. Eu prefiro este programador.
Tanto prefiro que até lhe vou lembrar aquele pedaço de poema do René Char que fala da sabedoria que se deve colocar a meio da contenda da vida para proporcionar equilíbrio entre os que não sonham nada e os que não fazem senão sonhar. Reproduzo as suas palavras que dizem, de forma lapidar aquilo que é preciso.
É preciso:
Fazer sonhar longamente aqueles
que não costumam ter sonhos
e fazer mergulhar na actualidade
aqueles em cujo espírito prevalecem
os jogos perdidos do sono.
Posto isto, resta-me desejar a António Costa que não nos defraude no sentido da medida e do equilíbrio, que não deixe a mão da sucata minar demasiado os negócios do futuro estado da cidade, que cumpra o programa de harmonia que propõe, e que possa terminar o seu mandato, deixando Lisboa melhor e o seu nome honrado. Para que tenha coragem e alegria, este é o abraço que lhe dou.
Lidia Jorge
Escritora
Helena Pato: voto António Costa
Vim da província para Lisboa, com os meus pais, no fim da guerra.Na presidência da Câmara, é, pois, António Costa que quero – sei-o hoje, sem dúvidas. Determina-se no cumprimento de compromissos, honra a cultura de valores democráticos que herdou e, dir-se-ia que por lhe correr nas veias sangue geneticamente marcado por um pacifismo ancestral, revela um temperamento calmo e uma postura de diálogo. É arguto e gere admiravelmente a inteligência e os saberes que possui. Escolhi votar numa lista para o Executivo da Câmara Municipal de Lisboa que me merece toda a confiança, mas confesso que votarei sobretudo na liderança de um homem de palavra, que eleva os interesses da nossa cidade acima de interesses pessoais ou partidários – pude confirmá-lo recentemente, durante a caminhada que muitos de nós fizemos, (sem sucesso), com vista à convergência para uma união das esquerdas. Hoje, vejo em António Costa alguém com quem realmente me identifico nos princípios morais e de cidadania: vejo gente da minha gente. Lisboa merece competência, merece verdade, merece honestidade. Os lisboetas merecerão, certamente, o presidente que elegerem.
Helena Pato
Professora / Fundadora do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa
terça-feira, outubro 06, 2009
Pilar del Río: apoio António Costa
Um homem honesto, culto e responsável é a melhor garantia para o bom governo de Lisboa.Um homem honesto, culto e responsável eleito pelos cidadãos é a melhor imagem que Lisboa pode oferecer ao país e ao mundo. Porque é honesto, culto e responsável governará com respeito e representará com dignidade: por estas razões quero que António Costa receba o apoio dos cidadãos e seja o próximo presidente da Câmara Municipal de Lisboa.
Pilar del Rio
João Tordo: voto António Costa
Quero aqui expressar o meu apoio a António Costa, um homem honesto, capaz, sério, com vontade de reafirmar os valores da cidade – cidadania, cosmopolitismo, integração – acima dos valores financeiros ou ideológicos, para que, de futuro, possamos sentir-nos orgulhosos do lugar em que vivemos.
João Tordo,
Escritor
Xana (Rádio Macau): Voto António Costa
Lisboa XXIO que podemos hoje esperar das cidades em que vivemos? Ou em que espécie de cidades queremos viver? Por certo todos responderão que pretendem cidades modernizadas, que sejam o espelho de pessoas evoluídas e o palco de algum tipo de progresso. Mas estes conceitos de modernidade, evolução e progresso são um pau de dois bicos. E para não complicar podíamos resumi-los em dois tipos de tendências. O primeiro tem origem na ideia de progresso do séc. XIX e um outro, mais contemporâneo, que aponta para um processo evolutivo que, de algum modo, contraria o primeiro.
Isto é, se a primeira noção sublinha o desenvolvimento das industrias e actividade comercial sem mais, a segunda tendência pensa este mesmo desenvolvimento tendo em conta de que nas cidades vivem pessoas. Trata-se de incluir o princípio “qualidade de vida” no nosso modo de existir nos lugares em que residimos. A poluição excessiva de que todas as grandes cidades têm sido alvo ao longo das últimas décadas para não dizer séculos, contraria, ao limite, toda e qualquer tentativa e defesa da noção de progresso novecentista. Não são os carros, túneis, zonas desordenadas de comércio, destruição dos espaços livres e verdes, desinteresse pela preservação dos edifícios e total ausência de uma agenda cultural de vanguarda, que fazem a contemporaneidade de uma cidade e reflectem a sua evolução.
A minha visão de uma cidade do futuro também não é, no que se refere a Lisboa, a de uma cidade de cristal, dou-me bem com os “fantasmas” e também estes correm continuamente o risco de uma profunda desvalorização que não é senão a de um grande desrespeito por nós próprios.
Já que é necessário, dentro do sistema instituído, que alguém governe as cidades, parece-me que esse alguém, para a cidade de Lisboa, é António Costa. O único que me parece ter uma visão contemporânea e de futuro para uma cidade ancestral como é Lisboa.
E, por fim:
Deixar Lisboa e os lisboetas respirar.
Deixar Lisboa ser o que é ... uma cidade de Luz.
Xana (Rádio Macau)
José Saramago: voto António Costa
O meu apoio a António Costa, que, estou certo, irá provocar críticas da esquerda e direita, tem uma explicação e assenta numa coerência. Pagaríamos caro o erro de deixar perder a Câmara Municipal de Lisboa em favor de uma personagem que de recomendável demonstrou não ter nada, quer na acção política, quer nos comportamentos pessoais. Dispenso-me de citar-lhe o nome. Há poucos meses declarei publicamente que apoiaria António Costa na sua candidatura à Câmara. Repito-o aqui. António Costa é, para mim, a melhor garantia de seriedade e de trabalho responsável. Não duvido de que uma maioria de eleitores lisboetas pensa o mesmo. A votar, portanto.segunda-feira, outubro 05, 2009
M Teresa Horta: voto António Costa

Minha cidade dos afectos, das paixões, dos poemas, das águas divididas entre Tejo e mar, na bordadura da Torre de Belém, a ver o longe.
Minha cidade feminina, com cintura de atadura e face de ser mulher, de suspiro e tessitura. Temperamento de capricho ora de manso vestida, ora rebelde e revolta.
Minha cidade de amores, de arroubo e de rubores, desde sempre dividida, em riso solto e despida no abrigo das colinas, melancolia e tumulto, de beleza sem sossego, com trança feita de ruas, travessas, ruelas, becos, de labirinto e lua.
Lisboa é a minha cidade de beleza e luz.
Minha cidade de céu azul-profundo, fiada pelas mulheres, desde sempre tecedeiras da vida, da vastidão, da persistência teimosa, igualdade e compaixão.
Cidade de rosa e cravo, postos no rubro coração da liberdade.
Portanto, para cuidar desta minha cidade, quero alguém em quem acredite e me garanta saber fazê-lo. Por isso, dou o meu voto a António Costa, de quem sei a honestidade, a ombridade e a honradez.
E o seu grande amor por Lisboa.
Maria Teresa Horta
Escritora
domingo, outubro 04, 2009
Mercedes Sosa (1935-2009)

Ricardo Cravo Albin, musicólogo
Recordemo-la em Gracias a La Vida
http://www.youtube.com/watch?v=WyOJ-A5iv5I
quinta-feira, outubro 01, 2009
Lisboa Unida com Antonio Costa
MISCELÂNEA DOS POETAS À CIDADE DE LISBOA Mário Cesariny, Sophia, E. de Andrade, Jorge de Sena, Álvaro de Campos, João Maia, Alexandre O’Neill, Ary dos Santos, M.S. Lourenço, David Mourão-Ferreira, Ruy Cinatti, Manuel Alegre, António Gedeão, António Botto, Cesário Verde, Fausto Bordalo Dias, António Nobre
Agarro a madrugada
E entro em Lisboa cego com a névoa da manhã
Esta névoa sobre a cidade, o rio,
Esta névoa onde começa a luz de Lisboa,
Rosa e limão sobre o Tejo, esta luz de água
O Tejo esplende entre navios
Lisboa é boa e matinal;
Flutuam barcos, casarios
Na mesma onda musical.
Acordar da cidade de Lisboa, mais tarde do que as outras,
Acordar da rua do Ouro
Acordar do Rossio, às portas dos cafés,
ver nascer o Sol desse Castelo
Que domina Lisboa no mais belo
E surpreendente quadro de beleza!
Lisboa, a mais gentil, a portuguesa
E nobre capital de um povo grande
No sofrimento e na resignação,
que manhã cedo acorda e canta
Há uma hora, há uma hora certa
que um milhão de pessoas está a sair para a rua.
Há uma hora, desde as sete e meia horas da manhã
Em Lisboa, a sair para o meio da rua.
gente feliz, gente infeliz, um banqueiro, alfaiates, telefonistas,
varinas, caixeiros, desempregados,
uns com os outros, uns dentro dos outros
tossicando, sorrindo, abrindo os sobretudos, descendo aos mictórios
para apanhar eléctricos,
gente atrasada em relação ao barco para o Barreiro
Há uma hora, isto: Lisboa e muito mais.
Digo:
Lisboa
Quando atravesso - vinda do sul - o rio
E a cidade a que chego abre-se como se do meu nome nascesse
Imensa, troglodita, ambiciosa
Abre-se e ergue-se em sua extensão nocturna
Em seu longo luzir de azul e rio
Em seu corpo amontoado de colinas -
Alguém diz com lentidão:
“Lisboa, sabes...”
Eu sei. É uma rapariga
Descalça e leve
Teus seios são as colinas
Teu rosto de sol e de Tejo
Um vento súbito e claro
Nos cabelos
Algumas rugas finas
É varina, usa chinela
Mora num beco de Alfama
Mora num’água furtada
E chamam-lhe a madrugada
E chamam-lhe a madrugada
Tem movimentos de gata
Tem algas na cabeleira
Seu nome próprio, Maria.
Seu apelido, Lisboa.
Lisboa com seu nome de ser e de não-ser
Com seus meandros de espanto insónia e lata
menina e moça,
amada Cidade
mulher da minha vida
Lisboa menina
Da luz que meus olhos vêem tão pura
Cidade a ponto luz bordada
Lisboa, meu berço, tu que me conheces...
Havia no meu tempo um rio chamado Tejo
Cidade da minha infância pavorosamente perdida...
Cidade triste e alegre
Outra vez te revejo
Outra vez te revejo - Lisboa e Tejo e tudo -
Ó Tejo nunca inaugurado
Ó macio Tejo ancestral e mudo,
Pequena verdade onde o céu se reflecte!
Ó mágoa revisitada, Lisboa de outrora de hoje!
evoco, então, as crónicas navais:
As armas, pá.
E os barões, pá.
Assinalados, pá.
Mouros, baixéis, heróis, tudo ressuscitado!
Luta Camões no Sul, salvando um livro a nado!
Singram soberbas naus que eu não verei jamais!
enxárcias, gurupés, papafigos, traquetes,
mastros, lemes, escotas, brandais e mastaréus.
âncoras, adriça, cabos-mastro
Que solicitam mar e desafio.
Viagens e naufrágios nos mares do cio
meu país de marinheiros!...
o meu país das Naus, de esquadras e de frotas!
Eh marinheiros, gajeiros! eh tripulantes, pilotos!
Navegadores, mareantes, marujos, aventureiros!
Homens que erguestes padrões, que destes nomes a cabos!
Ó ai meu bem!
Homens que negociastes pela primeira vez com pretos!
Como baila o bailador
Que primeiro vendestes escravos de novas terras!
Ó meu amor
Que destes o primeiro espasmo europeu às negras atónitas!
E a caravela também!
Que trouxestes ouro, missanga, madeiras cheirosas, setas,
Ó bonitinha!
De encostas explodindo em verde vegetação!
que é das penas,
Homens que saqueastes tranquilas populações africanas
que é das mágoas
Que fizestes fugir com o ruído de canhões essas raças,
Sendo nós como a sardinha
Que matastes, roubastes, torturastes, ganhastes
a voar por cima das águas
Os prémios da Novidade de quem, de cabeça baixa
ó é tão lindo
Arremete contra o mistério de novos mares!
E de novo, Lisboa, te remancho,
numa deriva de quem tudo olha
de viés:
o fim da tarde inspira-me; e incomoda!
Nas nossas ruas, ao anoitecer,
Há tal soturnidade, há tal melancolia,
Que as sombras, o bulício, o Tejo, a maresia
Despertam um desejo absurdo de sofrer.
dói-me o Tejo vazio dói-me a miséria
apunhalada na garganta.
Regresso à cidade como à liberdade
Eu sou o homem da cidade.
Que fazemos, Lisboa, os dois, aqui,
na terra onde nasceste e eu nasci?
(André Gago integra a Comissão de Honra da recandidatura de António Costa ao cargo de Presidente da Câmara Municipal de Lisboa; preparou esta Miscelânea dos Poetas à Cidade de Lisboa que declamou ontem, 30 de Setembro, no Coliseu dos Recreios de Lisboa, num espectáculo integrado na campanha eleitoral)
segunda-feira, setembro 28, 2009
TODOS POR LISBOA
quarta-feira, agosto 12, 2009
Parabéns, Teresa!
Maria Teresa Horta é uma mulher que frequentemente suscita ódios ou paixões, mas nunca indiferença.Talvez porque a sua escrita nos obriga a encarar os tabus que o erotismo e a sexualidade ainda mantém. Agride os falsos moralistas. Agita as consciências. Obriga a pensar.
Mas, sobretudo, não lhe perdoam ser Mulher.
porque num homem seria «natural»... mas numa mulher, é incómodo. Portugal sempre lidou mal com isso.
segunda-feira, agosto 10, 2009
sábado, agosto 08, 2009
In Memoriam de Raul Solnado (1929-2009)

Há muito que o sabia doente. Mas a notícia da sua morte, abrupta, teve o impacto de uma pedra em peito nú. O coração débil do Raúl não resistiu a mais uma crise. Parou. Tal como ameaçara muitas vezes. Só que desta vez, para sempre. Foi hoje, às 10H50, no Hospital de Santa Maria, em Lisboa. Faria 80 anos em 19 de Outubro.
A sua faceta de actor de cariz popular não mais será esquecida e felizmente que existem inúmeros e variados registos a mantê-lo presente. Por mim recordá-lo-ei sempre no primeiro programa absolutamente inovador da televisão portuguesa, o Zip-Zip, que em 1969 lançou com Fialho Gouveia e Carlos Cruz. Foi uma pedrada no charco da (in)comodidade em que viviamos e, por isso mesmo, terminou em Dezembro desse ano. As emissões/gravações, ao vivo, eram realizadas à segunda-feira, no Teatro Villaret (que Solnado fizera erguer) e lembro-me que o meu grupo, todos na casa dos vinte, tinha uma «mesa reservada» num café do Parque Mayer para não perder pitada. Ainda hoje mantenho um vinil com um apanhado dessas gravações. Uma relíquia. E quem não se lembra do seu papel no filme Dom Roberto, de Ernesto de Sousa, em 1961, ao lado de Glicinia Quartim? E na Balada da Praia dos Cães de Fonseca e Costa? Em teatro vi-o pela última vez no «Magnífico Reitor» de Freitas do Amaral.
Mas de Raul Solnado retenho, sobretudo, a sua postura de cidadão. O seu nome ficará para sempre ligado à Casa do Artista, de que foi um dos principais obreiros. O sonho de uma instituição de apoio à «família artística» vinha de há muito, desde a Primeira República, atravessou gerações e era ciclicamente mencionado por um ou outro artista mais consciencioso, chegando-se a lançar reptos para uma posivel organização e a solicitarem-se apoios públicos através dos jornais. Já nos anos sessenta, Fernando Namora ao receber um prémio, declarou que parte desse pecúlio reverteria para um fundo com vista à construção da futura casa dos artistas. Mas foi Raul Solnado e Armando Cortês que deram consistência a esse velho sonho. Depois de muito labor era inaugurada, em 1999, a Casa do Artista, em Carnide, que alberga toda a família das artes, conferindo-lhe calor e dignidade na recta final da vida. Raúl Solnado era o seu director e ali comparecia diariamente.
Tive o prazer de o conhecer pessoalmente em Abril deste ano quando lhe dirigi o convite para ser um dos primeiros 208 proponentes do Apelo à Convergência de Esquerda para as Eleições na CMLisboa, repto que aceitou de imediato, consciente de que teriamos pela frente um quadro político difícil que só a unidade das forças de esquerda poderia ultrapassar.
Ainda lembro da surpresa e da humildade quando o convidei para a mesa da sessão de lançamento do nosso Manifesto: «mas não tem ninguém melhor que eu... é que existem pessoas com mais peso político ...» e eu a responder-lhe «mas nós queremo-lo a si...» E foi. Chegou sózinho ao Palácio das Galveias, às 18 horas, do dia 13 de Abril de 2009. Participou na mesa e, em resposta aos jornalistas, não se coibiu de afirmar que considerava António Costa um homem honesto e competente para, naturalmente encabeçar uma lista alargada de esquerda à Câmara Municipal de Lisboa. E frisou ainda: «para ser português é preciso ter muita competência».
Deu-nos sempre todo o apoio. Lamentavelmente nunca poude comparecer nas reuniões porque estas se realizaram aos sábados e, precisamente aos sábados, o Raúl dava aulas de teatro na Casa do Artista. Mas telefonava sempre a justificar-se e a informar-se do que ia acontecendo. Acompanhou passo a passo o evoluir do movimento, as conversas que tivemos (e não tivemos) com os diversos partidos políticos, as assinaturas e apoios que iamos recolhendo, as alianças que não conseguiamos. Como fazia questão de dizer, o mais importante foi a dinâmica conseguida pelo movimento no alertar da sociedade civil para a situação que temos pela frente com as próximas eleições autárquicas para Lisboa, e da unidade que precisamos de estabelecer para as vencermos.
Quando em 14 de Julho foi lançado o CLAAC Solnado esteve presente no Martinho da Arcada. Tal como tinha estado na véspera, dia 13, no Jardim de São Pedro de Alcântara, no lançamento público da candidatura. Tive a sorte de ficar a seu lado e dele receber uma dica para telefonar a Simone de Oliveira a quem «ainda não conseguira convencer...» tendo-se regozijado, passados dias, quando lhe transmiti que já tinhamos a Simone connosco.
A última vez que falámos por telefone disse entusiasmado: «a candidatura está muito bem lançada!» É verdade, meu amigo. E no próximo dia 11 de Outubro estarás connosco para celebrar a vitória, que é tua também. Estarás sempre presente.
A toda a família, os meus sentimentos. Para a Leonor, um beijo muito especial.
O corpo estará a partir das 20 horas de hoje, sábado, no Palácio das Galveias. O funeral terá lugar amanhã, domingo, pelas 18 horas, para o cemitério dos Olivais.
E agora «façam o favor de ser felizes!» como diria o Raúl.
quinta-feira, agosto 06, 2009
Saúdo e subscrevo
Lisboa, 28 de Julho de 2009
António Avelãs
António Licínio de Carvalho
António Manuel Garcia
Domingos Lopes
Fernando Vicente
José Manuel Mendes
José Tavares
Paulo Sucena
sexta-feira, julho 31, 2009
António Costa para a CML
CLAAC - Cidadãos Lisboetas apoiam António Costa, movimento de que sou um dos 120 fundadores, foi lançado no passado dia 14 de Julho, no Café Martinho da Arcada, e o Manifesto então apresentado encontra-se disponível para ser subscrito por todos.
Pode ainda consultar-se o blog dinamizado por Armandina Maia, em http://claac.blogspot.com/
segunda-feira, julho 27, 2009
Linhas de Mudança. Debate para a Alternativa.
segunda-feira, julho 20, 2009
Parabéns, Fernando Vieira de Sá
Nasceuem Lisboa
no dia
20 Julho
1914
O meu amigo Fernando faz hoje 95 anos !






