quarta-feira, junho 10, 2009

Oradour-sur-Glane, «aldeia-mártir»

Foi há 65 anos, na manhã de 10 de junho de 1944.

Os tanques de soldados alemães (Divisão SS Das Reich, do general Lammerding) chegam a Oradour-sur-Glane, perto de Limoges, uma aldeia pacífica com 1200 habitantes.

Separam mulheres e crianças e metem estas na igreja, incendiando-a. Apenas uma mulher, Margarite Rouffanche, consegue escapar deste inferno, atirando-se de uma janela partida e refugiando-se no campo.
Os homens são divididos e levados para diversos palheiros que são incendiados também. No final pilharam a aldeia, incendiaram-na e chacinaram quem encontraram.
Em Oradour-sur-Glane foram massacradas 664 pessoas nesse dia, tendo a barbárie atingido o apogeu.
Depois da guerra, o general de Gaulle decidiu que a aldeia não fosse reconstruída, mas que se tornasse num memorial à dôr da França durante a ocupação. A reconstrução do novo burgo da comunidade de Oradour-sur-Glane foi prevista noutro local desde julho 1944.
Em 1999, a aldeia foi considerada «aldeia mártir» pelo presidente Jacques Chirac. Desde então o «Centro de memória» une as ruínas ao novo burgo, graças a uma exposição permanente cobrindo todo o contexto.
Oradour-sur-Glane tornou-se, na Europa Ocidental, o símbolo da barbárie nazi.





5 comentários:

vaandando disse...

justa lembrança a sua , homenageemos , as vítimas , lembrando-nos assim que a barbárie EXISTIU.
Cordialmente
_________ JRMARTO

UMA PAGINA PARA DOIS disse...

Não devemos permitir que alguém saia de nossa presença sem se sentir melhor e mais feliz.

(Madre Teresa de Calcutá)

Desejo um ótimo feriado,
um dia dos namorados com a pessoa amada,
e um lindo final de semana com muito amor e carinho
Abraços Eduardo Poisl

Lucubrina disse...

Estou a ler bem
10 de Junho

Para que não se perca a memória, muito oportuno.

Posso encaminhar para aqui?
http://caminhosdamemoria.wordpress.com/2009/06/10/o-10-de-junho/

Para mim faz sentido.

Júlia Coutinho disse...

Obrigada a todos.

Para a Lucubrina: é óbvio que sim. Todos os textos aqui publicados são públicos e podem ser utilizados por todos, desde que obedeçam às regras éticas mínimas que são conhecidas.
Para que a memória se não apague, claro.

zé do boné disse...

Pós-guerra

1 ] ." Em 1953, ele foi julgado por crimes de guerra pelo massacre de Tulle e Oradour-sur-Glane e condenado à morte à revelia pelo tribunal de Bordéus, mas ele nunca foi extraditado pela Alemanha Ocidental [1]. retomou a sua carreira como engenheiro civil em Dusseldorf até à sua reforma e morreu de câncer na idade de sessenta e seis em 1971."

-Alguém me sabe explicar isto.
-Ou a explicação encontramos nós todos os dias na nossa justiça ...justiça burguesa pois com certeza...se o Zé dos bigodes apanhasse este filho duma cadela de certeza que o fritava.