terça-feira, maio 01, 2007

Meu irmão de Maio

Mártires de Chicago

Irmão do mês de Maio. Irmão de medo.
Das lutas que travamos porta a porta.
Irmão desta razão deste segredo.
Esperança tão mais viva do que morta.
Irmão de Maio. Punho levantado
contra quem te quis sempre prisioneiro.
Pela força explorado. E deserdado.
Irmão de Maio. Irmão do ano inteiro.
Ai meu irmão de Maio é neste outono
das palavras mais duras mais avessas
que o medo vai soltar os cães do sono.
Irmão a quem não bastam as promessas.
És bem como as palavras. Não tens dono.
E eu canto a tua dor. Sem que mo peças.
(Joaquim Pessoa)



5 comentários:

Paula Raposo disse...

Um excelente Poeta, um excelente Poema! Beijos, Júlia.

Anónimo disse...
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
Manuel Veiga disse...

um beijo. grato pela tua presença amiga.

Dad disse...

Muito lindo Júlia!

Bom fim de semana,

Beijinho,

folhasdemim disse...

Grande poema.
Beijos,
Betty