terça-feira, maio 01, 2007

Meu irmão de Maio

Mártires de Chicago
Irmão do mês de Maio. Irmão de medo.
Das lutas que travamos porta a porta.
Irmão desta razão deste segredo.
Esperança tão mais viva do que morta.
Irmão de Maio. Punho levantado
contra quem te quis sempre prisioneiro.
Pela força explorado. E deserdado.
Irmão de Maio. Irmão do ano inteiro.
Ai meu irmão de Maio é neste outono
das palavras mais duras mais avessas
que o medo vai soltar os cães do sono.
Irmão a quem não bastam as promessas.
És bem como as palavras. Não tens dono.
E eu canto a tua dor. Sem que mo peças.
(Joaquim Pessoa)



6 comentários:

Anónimo disse...

Caros amigos,

"José Afonso", figura ímpar da cultura portuguesa, que trilhou, desde sempre, um percurso de coerência na recusa permanente do caminho mais fácil, da acomodação, no combate ao fascismo salazarista e pela liberdade e democracia, é tema de um selo que está em 5º lugar. Precisamos do voto de todos para que se faça um selo em sua memória e em louvor à Liberdade.
Num período de exaltação de valores salazaristas, devemos contrapor com os nossos defensores de Abril!

“Venham mais cinco!!
Traz um amigo também!”


VOTA
[aqui]

Abril, SEMPRE!!

Davide da Costa

Paula Raposo disse...

Um excelente Poeta, um excelente Poema! Beijos, Júlia.

young hearts run free disse...

Saiba que fez um errado juízo de valor ao confrontar uma amiga minha, dizendo , passo a citar: gostas de embirrar com as pessoas, e enviando mensagens (sms) para o seu ???telemóvel tais como: deves escolher melhor os amigos, etc..
Eu sou um dos amigos que estava com a sua “amiga” na tal esplanada, há semanas atrás. Recorda?
Só não vim aqui há mais tempo por me encontrar fora do país. Certo?

Tudo o que lhe estou a dizer aqui, deve-se a um comentário deixado na Paula Raposo acerca da escrita da dita senhora. Reitero aqui a minha opinião sobre a sua (dela) escrita.
Querida júlia, tenho diversos livros publicados, sou autor de diversas peças de teatro representadas em palcos por essa Europa fora. Escrevo prosa e poesia.
Sempre que escrevo um livro, não o publico sem primeiro ter passado pelas mãos de três ou quatro amigos meus, que me ajudam a ver alguns erros, e muitas das vezes, me fazem alterar o texto.

Sou humilde, e todas as críticas são bem-vindas. Não me “pico” quando algum crítico mais severo me põe defeitos na escrita. Também tenho um blogue, e sempre aceitei tudo o que me quisessem dizer (bom ou mau!).

Não percebo a sua defesa no que diz respeito à escrita da senhora Paula, nem a insegurança que ela demonstra ao ofender-se com essas críticas. Quem tem um blogue tem uma porta aberta, onde eu, ou você podemos ir e comentar o que lá está escrito.

A bajulação faz parte dos pobres de espírito, tanto para quem a faz, como para os que gostam de a receber.
Passe bem!!!

herético disse...

um beijo. grato pela tua presença amiga.

Dad disse...

Muito lindo Júlia!

Bom fim de semana,

Beijinho,

folhasdemim disse...

Grande poema.
Beijos,
Betty