Mártires de Chicago
Irmão do mês de Maio. Irmão de medo.
Das lutas que travamos porta a porta.
Irmão desta razão deste segredo.
Esperança tão mais viva do que morta.
Irmão de Maio. Punho levantado
contra quem te quis sempre prisioneiro.
Pela força explorado. E deserdado.
Irmão de Maio. Irmão do ano inteiro.
Ai meu irmão de Maio é neste outono
das palavras mais duras mais avessas
que o medo vai soltar os cães do sono.
Irmão a quem não bastam as promessas.
És bem como as palavras. Não tens dono.
E eu canto a tua dor. Sem que mo peças.
(Joaquim Pessoa)
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5 comentários:
Um excelente Poeta, um excelente Poema! Beijos, Júlia.
um beijo. grato pela tua presença amiga.
Muito lindo Júlia!
Bom fim de semana,
Beijinho,
Grande poema.
Beijos,
Betty
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