sexta-feira, fevereiro 02, 2007

Eu Voto SIM




(…)

“Sou a favor da despenalização do aborto, nas condições e limites propostos no referendo, ou seja, desde que realizado por decisão da mulher, em estabelecimento de saúde, nas primeiras dez semanas de gravidez. Eis uma recapitualação das minhas razões.

1ª O que está em causa no referendo é decidir se o aborto nessas condições deve deixar de ser crime, como é hoje, sujeito a uma pena de prisão até 3 anos (art. 140.º do Código Penal). Por isso, é francamente enganador chamar ao referendo o “referendo do aborto” ou “sobre o aborto”, como muita gente diz. De facto, não se trata de saber a posição de cada um sobre o aborto (suponho que ninguém aplaude o aborto), mas sim de decidir se a mulher que não se conforma com uma gravidez indesejada, e resolve interrompê-la, deve ou não ser perseguida e julgada e punida com pena de prisão”
(Vital Moreira, in Público)

19 comentários:

Eva Shanti disse...

O povo diz que não há nada mais feio que uma mulher bêbeda, (como se um homem embriagado fosse coisa bointa de ve ver..). Pois eu digo que não há nada mais bonito que uma mulher com causas!

Tu lutas para que a memória não se apague e pelo SIM; eu luto, à minha maneira, pela (auto)valorização da mulher, pela igualdade de oportunidades e pela tolerância.

Beijo grande!

augusto disse...

Há fotos novas no Convivas do costume. Fotos do jantar de blogs
beijo
Augusto

Pepe Luigi disse...

De facto o que o referendo trata é de causas de penalidade e não de jus de valores ao aborto propiamente dito.
Eu como homem digo bem alto: Deixem única e exclusivamente as mulheres decidir.
Mulheres lutem pela injustiça da justiça !

José Luís.

Paula Raposo disse...

Inteiramente de acordo! Beijinhos.

Rui disse...

A pergunta do referendo é tendenciosa e revela ser feita por amadores. A hipocrisia reside naqueles que com a capa de despenalização das "coitadas" das mulheres que "estão obrigadas" a praticar "interrupção voluntária da Gravidez" (ocultando a palavra ABORTO) querem de facto liberalizar o aborto baseia-se numa cultura de irresponsabilidade e de profunda ausência de noção da necessidade de defender um dos princípios mais valiosos que é a defesa da vida. Alguns destes defensores do sim são destacados membros da sociedade. Alguns são médicos que querem ganhar protagonismo. Quem sabe se alguns não irão ganhar muito mais "off line" pelo facto de emitirem pareceres favoráveis e eventualmente ilegais sobre o tempo forjado de algumas gravidezes avançada se fazerem passar pelas 10 semanas. Se querem sexo livre, façam-no mas assumas as consequências. Hoje existem tantos meios contraceptivos que só não evita a gravidez que não tem qualquer responsabilidade ou informação. Sou adepto que as mulheres que façam abortos a pedido sejam forçadas pela sociedade a fazer a laqueação de trompas! O problema de abortos de repetição a pedido terminaria e a possibilidade de aproveitamento clandestino de alguns!

Titas disse...

Rui said: "Sou adepto que as mulheres que façam abortos a pedido sejam forçadas pela sociedade a fazer a laqueação de trompas!"


e já agora....

que o pai que forneceu o espermatozóide seja capado!

Titas disse...

Com a utilização do planeamento familiar, justifica-se haver gravidezes não planeadas?


Não é uma questão de justificação. As gravidezes acontecem, de facto, a um número significativo de mulheres que fazem Planeamento Familiar, porque não há métodos anticonceptivos – incluindo a pílula e o DIU (dispositivo intra-uterino) – 100% seguros. Apesar de as mulheres, por indicação médica, os seguirem, há situações em que eles falham. Há medicamentos que são prescritos pelos médicos para o tratamento de diversas doenças que anulam o efeito dos métodos anticoncepcionais, permitindo que a mulher engravide apesar de estar a seguir Planeamento Familiar. Estas situações, bem como a deslocação do DIU, estão longe de serem raras. Por outro lado, as consultas de planeamento familiar nos Centros de Saúde estão longe de responder às necessidades da população. Ao contrário do que a lei estipula, as consultas não dispõem, em muitos casos, de métodos gratuitos e a capacidade de resposta dos médicos de família, a esta questão da saúde da mulher, é limitada.

Beijo,

Afrodite disse...

A despenalização da IVG vai banalizá-la?

Certamente que não. Quem recorre ao aborto num estabelecimento de saúde será necessariamente melhor acompanhado pelos respectivos serviços de saúde e o recurso ao aborto tenderá a diminuir, como aliás se tem verificado noutros países europeus. Além do esforço dos profissionais envolvidos nesta área na informação e esclarecimento das mulheres, terá de haver vontade política do Ministério da Saúde, traduzida, também, em dotações financeiras, de forma que a valência do Planeamento Familiar seja reforçada. A Organização Mundial de Saúde dedicou o dia 7 de Abril de 1998 à maternidade sem riscos. Num documento publicado com um capítulo sobre o aborto clandestino, afirma: “Contrariamente ao que se pensa geralmente, a legalização do aborto não acarreta necessariamente um acréscimo das taxas de aborto”. A confirmá-lo, as estatísticas oficiais de países como a Itália, a Finlândia, a Noruega, o Reino Unido. Na Holanda - onde a legislação sobre o aborto não comporta restrições, onde os contraceptivos são acessíveis a toda a gente e onde os serviços que praticam a IVG são gratuitos – segundo os serviços oficiais, regista-se (dados de 1998) a taxa de abortos mais baixa do mundo – 5,5 abortos por 1000 mulheres em idade fértil, por ano. A despenalização da IVG não levará ao aumento do recurso ao aborto, nem obrigará nenhuma mulher a abortar.

Maria disse...

É a primeira vez que espreito estas causas e dou logo de caras com causas que também são minhas...

Eu espero bem que o José Luís vá também votar SIM, e leve amigos com ele...
Porque esta questão diz respeitos a todos, à sociedade no seu todo, e não apenas às mulheres (embora seja delas a última palavra...)!

MGomes disse...

Contra os Tarcísios deste País, votarei SIM.
Abraço

Kalinka disse...

Um dos peritos da comissão encarregue de avaliar alternativas de financiamento do Serviço Nacional de Saúde (SNS) apresentou a sua demissão, por considerar demasiado economicista o relatório que o grupo está a preparar.
(comentário meu: infelizmente é o País que temos…)

é só um desabafo meu; porque lá no kalinka, o tema é o Amor, convido-te para ires deixar um pouco de Amor,
um miminho para mim!!!

HOJE - domingo lá estaremos, no cumprimento do nosso dever cívico.

Bom fim de semana.
Grande beijo.

Kalinka disse...

HOJE dia especial para o Augusto.

Vem ao kalinka e vê o miminho que eu lhe faço. Acho que ele merece.

Beijinhos.
Bom domingo.

Ana Luar disse...

Minha querida Julia... o Sim será uma homenagem a todas as mulheres que perderam a vida num aborto.
O meu Sim fica numa homenagem sentida à tua mãe.

Beijo minha querida e grandeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee amiga... :)

aldina disse...

Abraço pelo genuíno empenho... de sempre!

:-)

bom dia isabel disse...

Não posso estar mais de acordo contigo. Beijinhos

Afrodite disse...

Disseram-me que a entrevista que deste à Lurdes Baeta da TVI foi espectacular e emocionante.

Beijo

augustoM disse...

Julinha sou a favor do não, mas se o sim ganhou, parabéns. Obrigado pelos parabéns e vê lá se vais ao passeio em Cascais.
Um beijo. Augusto

Kalinka disse...

Há quem diga que o Carnaval são 3 dias...sejam lá os que forem, mas na rua a mim ninguém me apanha! No entanto, gosto de saber das tradições do nosso País e...li que de encontrões vive também o Carnaval de Cabanas de Viriato,
onde a «dança dos cus» mantém viva
uma tradição nascida em 1865.

E, uma foto da minha Catarina, vestida de palhacito.
Convido-te para espreitares a minha «palhacita»!
A avó comprou os vários tecidos a metro e foi confeccionado a olho, para no dia, ser uma surpresa para a neta, que adorou...

Beijokas.

H. Sousa disse...

Cara amiga, eu também sou a favor da morte dos judeus pelo nacional-"socialismo" porque foi levada a cabo em estabelecimentos de saúde devidamente legalizados: Treblinka, Dachaus, Auschwitz, etc..
Creio que estamos a fazer um favor aos tios por nos colocarmos a favor do aborto. Isso vai permitir que eles cantem de galo a dizer que conseguiram reduzir o desemprego. Já agora, porque não apoiarmos também a eutanásia e a morte assistida e as guerras, e tudo que contribua para o controle da proliferação das bestas humanas?
Abreijos!