sexta-feira, outubro 09, 2009

Rui Morisson: apoio António Costa


Caro António Costa,

Lá para Fevereiro, vai nascer-me mais um neto.

Mais um bebé de Lisboa.

Um filho, neto, bisneto, trineto de Lisboa.

Quero mostrar-lhe o rio e as pontes.

Molhar-lhe os pés no Cais das Colunas.

Subir as colinas.

Levá-lo ao Castelo.

Dar-lhe o biberon no Estádio da Luz, porque no de Alvalade dá-lhe o pai.

Quero brincar com ele nos parques, jardins, ruas e avenidas.

Quero que ele tenha passeios.

Quero que ele respire Lisboa.

Quero que ele brinque muito por esta Lisboa fora.

Que a ame, respeite e defenda.

Como nós.

Porque COM LISBOA NÃO SE BRINCA.

Conto consigo.

Um abraço.


Rui Morisson
Actor

Francisco Nicholson: apoio António Costa


Alfacinha de gema, lisboeta militante, eterno apaixonado pela minha cidade, apoio, convictamente, António Costa porque quero o melhor para Lisboa.

Francisco Nicholson
Actor / Autor

João Grosso: voto António Costa

Sonho com uma cidade verde. Sofro quando vejo árvores maltratadas ou arrancadas ou quando passo por ruas que as acolhiam e agora acolhem automóveis.

Sonho com uma cidade limpa. Não tolero a sementeira de cocós nos passeios e nos relvados públicos, nem os recantos mictórios, nem as lixeiras que teimam ficar.

Sonho todos os dias, ao sair de casa, como seria bom respirar menos monóxido de carbono. E eu gosto de automóveis.

Sonho com uma cidade que não seja a dos ricos condomínios, que não seja um estaleiro de destruição de um rico património arquitectónico.

Sonho com um comércio de qualidade sem que isso signifique "levaram-me o couro e o cabelo".

Sonho com uma estrutura municipal que se preocupe mais "com migo" e "com nosco".

Sonho com uma Lisboa-Cultura que me dê mais mundo e me faça ter menos saudades de Madrid, Paris, Berlim, S. Petersburgo, Nova Iorque...

Tenho esperança na realização dos meus sonhos.

Apoio a candidatura do Dr. António Costa à Presidência da Câmara Municipal de Lisboa.

João Grosso
Actor

Beatriz Batarda: voto António Costa

Gosto de viver numa cidade chamada Lisboa, sinto-me pessoa nesta Lisboa, que parece ter sido feita à escala do Homem. Gostaria que a cidade pudesse acompanhar o que o futuro promete fazer chegar, sem que isso implique a perda da sua humanidade. Acredito nas qualidades humanas de António Costa, na sua integridade, seriedade, empenho e tranquilidade; acredito no seu projecto para Lisboa, que não passa por cima do “aqui e agora” nem procura ficar-se pela chamada “obra feita”; acredito que com António Costa esta cidade seja uma cidade de futuro com espaço e tempo para as pessoas que aqui vivem, que aqui crescem, que aqui trabalham, que aqui passeam e que aqui se descobrem.

Beatriz Batarda
Actriz

quinta-feira, outubro 08, 2009

Mafalda Arnauth: voto António Costa


Escrever sobre uma decisão que nasce puramente do instinto, das entranhas, da convicção e, felizmente, da fé legitimada pela obra que já está à vista, é realmente mais difícil do que imaginava. Não sou capaz de assumir uma posição partidária. Não sou capaz de celebrar, com total felicidade, a Liberdade para a qual nasci em 1974 porque é de mais em mais difícil sentir-me, no cenário actual, confiante, esclarecida, segura, representada, respeitada e realizada com o uso que fazem do meu voto.

Por isso, António Costa é um dos raros momentos em que escolho com o coração, voto com consciência e recomendo com satisfação.

Agradeço-lhe a dignidade que me transmite e o zelo que revela por uma cidade que, sem hesitações, confesso como um dos meus maiores Amores.

Agradeço-lhe a oportunidade de desafiar Lisboa ao voto, SEMPRE, e ao voto em António Costa.
Poucas coisas nos fazem sentir tão inteiros como sentirmo-nos parte de algo genuinamente positivo, construtivo e real.

Viva Lisboa!
Mafalda Arnauth
Fadista

Maria Armanda: voto António Costa



Apoio a candidatura UNIR LISBOA porque reconheço no Dr. António Costa capacidade, honorabilidade, rigor e organização para, de uma forma estruturada, defender a nossa cidade e todas as suas tradições artísticas e culturais, nomeadamente o Fado, como sua forma maior de expressão e o Teatro de Revista.

Apoio a sua eleição para presidente da Câmara Municipal «Desta Lisboa que eu Amo»!

Maria Armanda
Fadista

Carlos Paulo: voto António Costa


Apoio a candidatura de António Costa à Câmara de Lisboa, porque o Rigor, a Honestidade, a Inteligência e a Coragem são valores de que nunca abdiquei na minha vida e que sempre apoiei nos que me rodeiam.

Porque a Câmara de Lisboa, não deverá ser uma luta de aparelhos partidários, mas sim, uma ampla convergência de consensos para tornar Lisboa numa cidade mais humana, com mais cultura, mais espaços de lazer e espaços verdes, e que apenas diz respeito aos que nela moram. Lisboa é uma das cidaes mais bonitas do mundo e merece ser tratada com o coração e não com o oportunismo, a arrogância e a falta de amor que, sempre que foi governada por "aparelhos", apenas serviram para destruir e descaracterizar a cidade. Porque acredito que António Costa é um homem de bem, estarei com ele em tudo o que for necessário para Amar Lisboa!
Carlos Paulo
Actor / Encenador

Maria Rueff: voto António Costa

Dizia-me uma professora de português do liceu Gil Vicente, na Graça – Lisboa, professora que muito me marcou, quando lhe perguntei de que partido era, que não era de “coisas partidas” e que só acreditava em pessoas e nas pessoas que fazem. Pois bem eu também não sou de “coisas partidas” e só acredito em pessoas. E o Dr. António Costa é definitivamente uma das pessoas que FAZ.
Porque amo Lisboa dou-lhe o meu voto de confiança.
Maria Rueff
Actriz

Rui Mendes: voto António Costa


Lisboa merece o melhor.
Merece quem a possa servir com Generosidade, Dedicação, Honestidade e Competência.
António Costa será o Presidente que pode tornar Lisboa uma cidade mais Civilizada e mais Humana..

Rui Mendes
Actor / Encenador

Mário Murteira: voto António Costa


Porque apoio a
CANDIDATURA DE ANTONIO COSTA À CÂMARA DE LISBOA

Com mais de setenta anos de vida, e uma curiosidade insaciável pelo mundo que me cerca, tenho viajado um pouco por todo o lado. Assim, estive em cidades variadas como Nova Iorque e São Francisco, São Paulo e Rio de Janeiro, Paris e Roma, Estocolmo, Budapeste e São Petersburgo, Luanda, Maputo e Cidade do Cabo, Goa, Mumbai e Nova Deli, Xangai e Pequim.

Por isso, posso afirmar com convicção e segurança: Lisboa é uma das mais belas cidades do planeta. Pelo seu contexto histórico e cultural, como também pelo seu quadro geográfico original. Lisboa é preciosa quer pela sua História, quer pela sua Geografia.

Por outro lado, num tempo em que a globalização, precisamente, ameaça a identidade da história e da geografia de cada «local», é necessário saber e poder valorizar a diferença específica de Lisboa, e ao mesmo tempo assegurar a competitividade estrutural e o desenvolvimento sustentado dessa economia urbana.

Sem esquecer que Lisboa é capital duma economia europeia periférica e deverá contribuir para um posicionamento favorável à convergência real da economia portuguesa nesse quadro europeu.

Com tais propósitos, importa formular e praticar estratégias coerentes em domínios variados como os seguintes:

•Defesa e recuperação do património histórico de locais e monumentos identitários da cidade.
•Valorização de áreas da cidade actualmente marginalizadas ou sub-aproveitadas mas que poderão contribuir decisivamente para o bem-estar dos lisboetas e para a valorização turística da cidade, como a zona ribeirinha, a Baixa pombalina, Ajuda e Belém, a possível complementariedade da chamada "Outra Banda".
•Promoção social e humana de áreas da periferia lisboeta, em que subsistem focos de violência, prostituição e droga, apesar de esforços feitos para a sua superação.

Enfim, em termos mais transversais e comuns, trata-se de assegurar, à escala urbana, infra-estruturas básicas e «amigas do ambiente» em matérias como transportes e comunicações, produção e distribuição de energia, além de serviços sociais de boa qualidade e acesso generalizado, quanto a educação e saúde.

Uma nota ainda, sobre um tema de grande delicadeza e actualidade, a por vezes chamada democracia cultural, que seria uma última etapa, do processo que na Europa passou, em primeiro lugar, pela democracia política, mais tarde pela social e finalmente, cultural. Portugal conquistou tardiamente a democracia política, está a procurar realizar a democracia social e defronta agora o último estádio do processo. Quando os movimentos migratórios, nos dois sentidos, se intensificam, e se multiplica a diversidade étnica e cultural, a criação de espaços favoráveis à convivência inter-cultural é objectivo primordial.

Este processo é particularmente necessário e delicado numa cidade como Lisboa.

É perante este quadro muito complexo, e ao mesmo tempo, exigente, que se torna necessária uma gestão realmente motivada pelo interesse público, numa democracia avançada política, social e culturalmente.

Por tudo isto, confio na personalidade de António Costa para se empenhar com seriedade e competência, em lugar de estratégias oportunistas de marketing pessoal, no desenvolvimento sustentado da cidade em que nasci.
Mário Murteira
Professor Catedrático Jubilado e Professor Emérito do ISCTE

Teresa Pizarro Beleza: apoio António Costa

António Costa dizia-me às vezes, quando me encontrava de manhã na Faculdade de Direito de Lisboa, onde eu ensinava e ele aprendia Direito: “Professora, estou cheio de fome, a minha Mãe é feminista e não me faz o pequeno-almoço….” Era a sua forma irónica mas carinhosa de brincar comigo e as minhas convicções. Eu não lhe levava a mal, certamente lhe respondia à letra, mas só recordo o princípio da conversa.

Quando mais tarde o descobri político empenhado – ele Ministro da Justiça, eu no Conselho Superior do Ministério Público – pensei que a Mãe dele, com ou sem pequeno-almoço, o teria preparado muito bem para a Vida. Como seria de esperar.

Hoje ele é Presidente da Câmara de Lisboa e eu dirijo a Faculdade de Direito da NOVA, a mais jovem escola da Universidade Nova de Lisboa. Além do horizonte físico que é o natural exlibris da minha Escola, o belíssimo Aqueduto das Águas Livres, o Campus universitário de Campolide precisa de horizontes urbanísticos e funcionais que em última linha dependerão de um responsável na Praça do Município que seja capaz, inteligente e sério. E que seja sensato. A cidade de Lisboa também, e de que maneira. A sua história e a sua luz inigualáveis, que espantam sempre os nossos alunos e professores estrangeiros, merecem um curador à altura.

António Costa é o candidato à medida certa. Espero bem que os e as Lisboetas tenham disto perfeita consciência e usem o seu voto como devem: reelegendo-o.

Teresa Pizarro Beleza
Professora / Directora da Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa

André Gago: voto António Costa



Por vezes, a sorte dos artistas está nas mãos do acaso. Quando se é actor, uma boa parte das oportunidades de trabalho resulta de factores que escapam ao nosso controle estrito. É aquilo a que chamamos esperar que o telefone toque. O telefone já tocou algumas vezes, na minha vida profissional, para desafios inesperados e compensadores: inesperados porque ninguém antecipa ser realmente chamado para um papel que deseje; compensadores porque os desafios valeram sempre a pena. Com estas eleições para a Câmara de Lisboa, a coisa passou-se comigo de modo semelhante e ao mesmo tempo diverso: sem filiação política, tenho estado afastado de campanhas e envolvimentos cívicos na vida pública em geral. Mas a dado passo as perspectivas de entendimento ou falta dele quanto ao futuro da edilidade começaram a inquietar-me. E cheguei a uma conclusão clara: para mim, havia todas as razões para que António Costa continuasse a ser o nosso Presidente, e nenhuma razão para que deixasse de o ser. E desejava partilhar esta convicção profunda com o maior número possível de pessoas. Mas como poderia desempenhar eu um papel nesse processo? O telefone tocou, dias depois, Era alguém a desafiar-me para apoiar a recandidatura de António Costa à C.M.L. Por uma vez, o papel que queria poder desempenhar, como cidadão, veio parar às minhas mãos. Abraço este papel e esta oportunidade com ambas as mãos. Não é (felizmente!) um papel de protagonista: antes integro o grande coro dos cidadãos que, como os actores dos antigos coros do teatro, buscam no debate a voz comum que lhes permita realizar a grande convergência para poder interpretar, com universalidade, o espírito da cidade.
André Gago
Actor / Encenador

Rui Godinho: voto António Costa

PORQUE APOIO ANTÓNIO COSTA

Em 2007 apoiei a candidatura de António Costa numa lógica de, pelo menos, 2 mais 4 anos, face à situação crítica a que a CML e Lisboa tinham sido conduzidas.

António Costa cumpriu com sucesso os objectivos de pôr ordem nas contas da Câmara e preparar as bases estratégicas para um futuro de qualidade de vida na Cidade.

É, portanto, indispensável a sua reeleição, com vista a prosseguir o seu trabalho, agora num mandato completo, para que se concretize em definitivo a inversão do declínio e Lisboa possa enfim “respirar” de novo.

Só a Esquerda representada por António Costa e a sua equipa, está em condições de evitar “regressos” indesejáveis, e relançar Lisboa no caminho do verdadeiro desenvolvimento sustentável.
Rui Godinho
ex-Vice Presidente da Câmara Municipal de Lisboa

António Borga: voto António Costa


Há séculos que Lisboa é descrita pelos visitantes de outros países que pela primeira vez a avistam como um sonho em forma de cidade. O problema está no facto de o sonho se ir tornando num semi-pesadelo, à medida que se penetra no espaço urbano.

Só isso explica que os que nela nascem a abandonem, com o sentimento de terem sido expulsos pelo demónio do trânsito, da falta de higiene, da degradação do património, da descaracterização negocista dos bairros, da ausência de espaços de lazer e convívio, da decadência das zonas comerciais exteriores aos shoppings e da insuportável falta de civismo que o desleixo de quem gere sempre fomenta.

António Costa vem na curta linha dos que se bateram contra algo que ao longo da história da cidade ganhou peso de fatalidade. Há séculos que Lisboa precisa de uma revolução urbana. Acredito que ele e a sua equipa, com o apoio de todos aqueles que partilham essa convicção, saberão tornar visível nos próximos quatro anos sinais marcantes dessa revolução. O voto em António Costa é um voto na requalificação de Lisboa, para usufruto nosso e das novas gerações.
António Borga
Jornalista

António Teodoro: apoio António Costa

Apoio a lista Unir Lisboa, encabeçada por António Costa.

Em primeiro lugar, porque é um salutável exercício de unidade que, por si só, representa um exemplo de possibilidades de convergência na construção de uma plataforma de trabalho e de mudança no governo da capital.

Em segundo lugar, porque apresenta um programa que coloca as pessoas no centro das preocupações da acção da Câmara. A cidade de Lisboa merece o esforço de convergência realizado, podendo transformar-se num bom espaço de experiência de participação cidadã.

António Teodoro
Professor Universitário /Coordenador do Observatório das Políticas de Educação

Vitor Serrão: voto António Costa

O meu apoio a António da Costa e à sua equipa para a eleição do governo da maior autarquia nacional é um dever de consciência e um imperativo de cidadania.

Não é só por razões de alternativa (ou falta dela) que subscrevo de coração aberto esta candidatura; é certo que os perigos que decorrem da possibilidade de uma vitória eleitoral da Direita são reais, mas essa razão não seria só por si suficiente para uma opção que precisa, antes der tudo, de ser consciente e responsável.

Na verdade, o que se passa é que Lisboa precisa que o bom trabalho de António Costa realizado no mandato que cessa seja, esforço sério para arrumar a casa desmantelada e travar favorecimentos e clientelismos, seja incrementado pelos eleitores e reforçado na sua expressão política.

Lisboa precisa de uma gestão democrática que alie o conhecimento responsável dos muitos e graves problemas que detém (a cabal gestão dos bairros, do património histórico mal conservado, dos museus carecentes de animação, da habitação envelhecida, da segurança fragilizada, da saúde precária, etc etc) à sensibilidade para os saber enfrentar, caso a caso, com intervenções cirúrgicas no tecido urbano que resguardem as suas valências patrimoniais e com medidas que favoreçam a qualidade de vida das populações.

Lisboa merece ser governada segundo o ponto de vista e a noção de uma Cidade aberta, limpa, que seja moderna justamente por se saber revitalizar em pleno respeito pelas suas memórias e remanescências, capaz de gerar sinergias entre os bairros e com as pessoas, animada por uma saudável comunhão com o rio e as colinas, apta a fixar população jovem nos bairros históricos, e que assegure necessários equipamentos sociais, que melhore e revitalize os museus municipais e os espaços de cultura aberta, os jardins e espaços de lazer, que garanta a segurança dos cidadãos, que estimule a criação artística e o conhecimento, que saiba inovar -- em suma -- com dimensão de futuro. A revitalização da Baixa Pombalina, tão acarinhada desde sempre por especialistas como o Prof. José-Augusto França, é uma dessas mais-valias.

Não é já o momento para se lamentar mais uma vez a oportunidade perdida de se retomar nesta eleição a experiência tão positiva de uma governação à Esquerda, através da união de interesses político-partidários distintos convergindo em programa para a boa gestão da Cidade. Inviabilizada essa possibilidade, que eu e muitos outros acalentámos como possível e desejável e que vários sectarismos e visões curtas inviabilizaram, este é o momento de unir esforços em torno desta candidatura.

António Costa dá garantias, pelo seu sentido de Estado e pela obra feita em várias instâncias, de que os grandes objectivos da sua candidatura serão encarados com responsabilidade, com espírito plural, com sensibilidade para lidar com os engulhos, abrindo possibilidades para o seu cabal cumprimento. Daí a razão do meu voto.
Vitor Serrão
Historiador de Arte / Professor Catedrático

António Torrado: voto António Costa

Gorado o projecto de uma frente ampla, projecto em que me empenhei, havia que concentrar os esforços em António Costa, o único capaz de derrotar a frenética obsessão por túneis de um outro candidato. Se têm de mexer no subsolo de Lisboa que o façam para prolongar a rede do metropolitano ou descobrir petróleo (no Beato?). Lisboa é uma cidade suave, de mansos costumes, em que não há que estimular a vertigem do trânsito de outras capitais do mundo.

Afirmo sem passadismo que o seu encanto reside no sentimento de bairro que alguns espaços (Campo de Ourique, Benfica, Penha de França, etc.) ainda mantêm.

Acredito que António Costa, neste renovado mandato, terá mais tempo para dedicar a sua atenção às especificidades da cidade e devolver a alma de Lisboa aos que nela habitam.

António Torrado
Escritor

quarta-feira, outubro 07, 2009

Luis Miguel Cintra: voto António Costa

Apoio a candidatura de António Costa e da sua equipa porque, como tantas outras pessoas, não quero a repetição da incompetência, da ignorância e da irresponsabilidade a que já estivemos sujeitos na Câmara de Lisboa. Mas também porque me parece que é um bom candidato, e por certo o melhor de entre aqueles em quem podemos votar. Acredito que ele desejaria uma cidade não muito diferente daquela por que, de muitas maneiras diferentes e cada um com a sua, os dois lutamos e lutámos: uma cidade com verdadeira vida colectiva, livre, feliz, com serviços públicos a funcionarem bem, com a participação de cada um, casas para todos, menos desigualdades, mais imaginação, mais confiança e solidariedade. E não estou a fazer marketing, essa arte de fazer passar gato por lebre, de que, creio, não gostamos os dois. Posso dizer dele como de já poucos políticos: é um homem de Esquerda. Vejo que António Costa conhece a baixa política, como tem de ser, mas tem da política uma ideia mais nobre: estar honestamente e da maneira que é possível ao serviço da Cidade. Com sentido de humor e sem desespero nem trafulhice, perante o mar de problemas e de becos sem saída em que Lisboa se transformou. Com um sentido concreto da realidade que quase ninguém tem e com pouca preguiça. Não é um fala-barato. Gosta mais de trabalhar. Quando voltar a ser o nosso Presidente da Câmara, já com menos dos problemas herdados que tanto trabalho lhe deram a desfazer, só espero que o não prenda a teia burocrática e pseudo-democrática, que o seu jogo limpo o obriga a respeitar. “Seja bem-vindo quem vier por bem.” Já temos razões para acreditar que sim. Assim o deixe esta Cidade.
Luis Miguel Cintra
Actor/Encenador

Lidia Jorge: voto António Costa

LISBOA PARA ANTÓNIO COSTA

SOBRE VISÕES

Agora dizem que António Costa não é um visionário. Dizem que não sabe imaginar um espelho de águas profundas para o Terreiro do Paço, nem consegue projectar um funicular que una os cumes das colinas de Lisboa, como já foi sonho de alguns há mais de um século atrás. Dizem que tem problemas com a perfuração da cidade, que não estima a engenharia dos túneis, que não é capaz de pensar numa fila de torres biónicas a elevarem-se à beira do Tejo, como estão a pensar fazer no Dubai. Para além de dizerem que não é capaz de convencer os lisboetas a deixarem o carro em casa, não consegue encontrar o engenheiro mecânico certo para desenhar as bicicletas e os segawys adaptadas à morfologia do sobe-desce desta cidade, nem os pára-ventos ideais para fazer aplacar a ventania atlântica que nos impede a utilização de esplanadas. Dizem que ainda não foi capaz de imaginar uma Feira de Moda para animar o comércio da Avenida de Roma, nem sequer um Parque Lúdico de dimensão gigante, na zona de Algés. Etc, etc, dizem que António Costa não passa de um programador. Um pagador de contas. Pois parece que em vez dessas visões se propõe, sobretudo, tornar a cidade mais fluida, mais limpa, mais acolhedora, mais divertida, mais cosmopolita, mais amável, mais segura para os velhos que são muitos, e mais confortável para as crianças, que também começam a ser mais, e a quem falta escolas, creches, espaços de brincar ao mesmo tempo abertos e guardados. Isto é, propõe um confronto com a realidade, sem a aceitar mas sem a fazer explodir. Não é mau. Eu prefiro este programador.

Tanto prefiro que até lhe vou lembrar aquele pedaço de poema do René Char que fala da sabedoria que se deve colocar a meio da contenda da vida para proporcionar equilíbrio entre os que não sonham nada e os que não fazem senão sonhar. Reproduzo as suas palavras que dizem, de forma lapidar aquilo que é preciso.

É preciso:

Fazer sonhar longamente aqueles
que não costumam ter sonhos
e fazer mergulhar na actualidade
aqueles em cujo espírito prevalecem
os jogos perdidos do sono.

Posto isto, resta-me desejar a António Costa que não nos defraude no sentido da medida e do equilíbrio, que não deixe a mão da sucata minar demasiado os negócios do futuro estado da cidade, que cumpra o programa de harmonia que propõe, e que possa terminar o seu mandato, deixando Lisboa melhor e o seu nome honrado. Para que tenha coragem e alegria, este é o abraço que lhe dou.


Lidia Jorge
Escritora

Helena Pato: voto António Costa

Vim da província para Lisboa, com os meus pais, no fim da guerra.
Desembarcámos na Estação de comboios do Poço do Bispo, deixámos ali a bagagem e subimos até ao Bairro da Encarnação em bicicletas que nos acompanharam desde a Bairrada. Foi esse o dia do meu primeiro encontro de amor com Lisboa. Depois, vieram os anos de oiro da juventude, das lutas, das paixões, das tasquinhas e do fado. Às saudades de Lisboa, sentidas no exílio ou em Caxias, seguiu-se Abril – a Cidade em festa a trazer-nos a esperança que acarinho e que guardo, muito guardadinha, até hoje. Com a idade, fui aprendendo, por aqui, a conhecer e a amar jardins, cantos e recantos, travessas e ruas, escadinhas e pátios, gente assim e gente assado – gente que, como eu, vem de outros lugares e se faz lisboeta. Ultimamente, sempre que, ao fim do dia, a luz ímpar de Lisboa desaparece e, da minha varanda, sou atraída pela linha do horizonte, vejo o céu a encher-se de vermelho e de negro, reparo que a vida começa a encurtar, e surpreendo-me por lhes querer cada vez mais – à vida e a esta querida cidade. Assim sendo, tinha de escolher alguém de muita confiança para nos governar o futuro. Para cuidar da minha terra do coração, com prazer, com dedicação e com sensibilidade. Para zelar com afecto pelos “sem terra” que aqui trabalham e habitam.

Na presidência da Câmara, é, pois, António Costa que quero – sei-o hoje, sem dúvidas. Determina-se no cumprimento de compromissos, honra a cultura de valores democráticos que herdou e, dir-se-ia que por lhe correr nas veias sangue geneticamente marcado por um pacifismo ancestral, revela um temperamento calmo e uma postura de diálogo. É arguto e gere admiravelmente a inteligência e os saberes que possui. Escolhi votar numa lista para o Executivo da Câmara Municipal de Lisboa que me merece toda a confiança, mas confesso que votarei sobretudo na liderança de um homem de palavra, que eleva os interesses da nossa cidade acima de interesses pessoais ou partidários – pude confirmá-lo recentemente, durante a caminhada que muitos de nós fizemos, (sem sucesso), com vista à convergência para uma união das esquerdas. Hoje, vejo em António Costa alguém com quem realmente me identifico nos princípios morais e de cidadania: vejo gente da minha gente. Lisboa merece competência, merece verdade, merece honestidade. Os lisboetas merecerão, certamente, o presidente que elegerem.

Helena Pato
Professora / Fundadora do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa

terça-feira, outubro 06, 2009

Pilar del Río: apoio António Costa

Um homem honesto, culto e responsável é a melhor garantia para o bom governo de Lisboa.

Um homem honesto, culto e responsável eleito pelos cidadãos é a melhor imagem que Lisboa pode oferecer ao país e ao mundo. Porque é honesto, culto e responsável governará com respeito e representará com dignidade: por estas razões quero que António Costa receba o apoio dos cidadãos e seja o próximo presidente da Câmara Municipal de Lisboa.

Pilar del Rio
Presidenta da Fundação José Saramago


João Tordo: voto António Costa

Quando, em 2004, regressei de alguns anos a viver no estrangeiro, e me deparei com o estado em que se encontrava a cidade de Lisboa – onde eu nascera e crescera – percebi o que pode um só homem fazer (ou desfazer) pelo lugar que habitamos. Vi o que Ken Livingstone fez por Londres em explosão cosmopolita, e vi o que Bloomberg conseguiu fazer por uma Nova Iorque acabada de reabilitar. Vi, depois, o que a direita fez por Lisboa, transformando a cidade numa catástrofe urbana.

Quero aqui expressar o meu apoio a António Costa, um homem honesto, capaz, sério, com vontade de reafirmar os valores da cidade – cidadania, cosmopolitismo, integração – acima dos valores financeiros ou ideológicos, para que, de futuro, possamos sentir-nos orgulhosos do lugar em que vivemos.

João Tordo,
Escritor

Xana (Rádio Macau): Voto António Costa

Lisboa XXI
O que podemos hoje esperar das cidades em que vivemos? Ou em que espécie de cidades queremos viver? Por certo todos responderão que pretendem cidades modernizadas, que sejam o espelho de pessoas evoluídas e o palco de algum tipo de progresso. Mas estes conceitos de modernidade, evolução e progresso são um pau de dois bicos. E para não complicar podíamos resumi-los em dois tipos de tendências. O primeiro tem origem na ideia de progresso do séc. XIX e um outro, mais contemporâneo, que aponta para um processo evolutivo que, de algum modo, contraria o primeiro.

Isto é, se a primeira noção sublinha o desenvolvimento das industrias e actividade comercial sem mais, a segunda tendência pensa este mesmo desenvolvimento tendo em conta de que nas cidades vivem pessoas. Trata-se de incluir o princípio “qualidade de vida” no nosso modo de existir nos lugares em que residimos. A poluição excessiva de que todas as grandes cidades têm sido alvo ao longo das últimas décadas para não dizer séculos, contraria, ao limite, toda e qualquer tentativa e defesa da noção de progresso novecentista. Não são os carros, túneis, zonas desordenadas de comércio, destruição dos espaços livres e verdes, desinteresse pela preservação dos edifícios e total ausência de uma agenda cultural de vanguarda, que fazem a contemporaneidade de uma cidade e reflectem a sua evolução.

A minha visão de uma cidade do futuro também não é, no que se refere a Lisboa, a de uma cidade de cristal, dou-me bem com os “fantasmas” e também estes correm continuamente o risco de uma profunda desvalorização que não é senão a de um grande desrespeito por nós próprios.

Já que é necessário, dentro do sistema instituído, que alguém governe as cidades, parece-me que esse alguém, para a cidade de Lisboa, é António Costa. O único que me parece ter uma visão contemporânea e de futuro para uma cidade ancestral como é Lisboa.

E, por fim:
Deixar Lisboa e os lisboetas respirar.
Deixar Lisboa ser o que é ... uma cidade de Luz
.

Xana (Rádio Macau)

José Saramago: voto António Costa

O meu apoio a António Costa, que, estou certo, irá provocar críticas da esquerda e direita, tem uma explicação e assenta numa coerência. Pagaríamos caro o erro de deixar perder a Câmara Municipal de Lisboa em favor de uma personagem que de recomendável demonstrou não ter nada, quer na acção política, quer nos comportamentos pessoais. Dispenso-me de citar-lhe o nome. Há poucos meses declarei publicamente que apoiaria António Costa na sua candidatura à Câmara. Repito-o aqui. António Costa é, para mim, a melhor garantia de seriedade e de trabalho responsável. Não duvido de que uma maioria de eleitores lisboetas pensa o mesmo. A votar, portanto.
José Saramago
Escritor

segunda-feira, outubro 05, 2009

M Teresa Horta: voto António Costa


Lisboa é a minha cidade de nó e parto.

Minha cidade dos afectos, das paixões, dos poemas, das águas divididas entre Tejo e mar, na bordadura da Torre de Belém, a ver o longe.

Minha cidade feminina, com cintura de atadura e face de ser mulher, de suspiro e tessitura. Temperamento de capricho ora de manso vestida, ora rebelde e revolta.

Minha cidade de amores, de arroubo e de rubores, desde sempre dividida, em riso solto e despida no abrigo das colinas, melancolia e tumulto, de beleza sem sossego, com trança feita de ruas, travessas, ruelas, becos, de labirinto e lua.

Lisboa é a minha cidade de beleza e luz.

Minha cidade de céu azul-profundo, fiada pelas mulheres, desde sempre tecedeiras da vida, da vastidão, da persistência teimosa, igualdade e compaixão.

Cidade de rosa e cravo, postos no rubro coração da liberdade.

Portanto, para cuidar desta minha cidade, quero alguém em quem acredite e me garanta saber fazê-lo. Por isso, dou o meu voto a António Costa, de quem sei a honestidade, a ombridade e a honradez.

E o seu grande amor por Lisboa.

Maria Teresa Horta
Escritora

domingo, outubro 04, 2009

Mercedes Sosa (1935-2009)


«Eu diria que não é apenas a Argentina que perde, é o mundo inteiro, especialmente a América Latina e a América do Sul. Mercedes Sosa não definiu a solidariedade apenas com a música, mas definiu a solidariedade global com o ser humano, para cantar o melhor do ser humano e promover melhorias para ele»
Ricardo Cravo Albin, musicólogo

Recordemo-la em Gracias a La Vida

http://www.youtube.com/watch?v=WyOJ-A5iv5I

quinta-feira, outubro 01, 2009

Lisboa Unida com Antonio Costa

MISCELÂNEA DOS POETAS À CIDADE DE LISBOA

Mário Cesariny, Sophia, E. de Andrade, Jorge de Sena, Álvaro de Campos, João Maia, Alexandre O’Neill, Ary dos Santos, M.S. Lourenço, David Mourão-Ferreira, Ruy Cinatti, Manuel Alegre, António Gedeão, António Botto, Cesário Verde, Fausto Bordalo Dias, António Nobre


Agarro a madrugada

E entro em Lisboa cego com a névoa da manhã

Esta névoa sobre a cidade, o rio,
Esta névoa onde começa a luz de Lisboa,
Rosa e limão sobre o Tejo, esta luz de água

O Tejo esplende entre navios
Lisboa é boa e matinal;
Flutuam barcos, casarios
Na mesma onda musical.

Acordar da cidade de Lisboa, mais tarde do que as outras,
Acordar da rua do Ouro
Acordar do Rossio, às portas dos cafés,

ver nascer o Sol desse Castelo
Que domina Lisboa no mais belo
E surpreendente quadro de beleza!

Lisboa, a mais gentil, a portuguesa
E nobre capital de um povo grande
No sofrimento e na resignação,

que manhã cedo acorda e canta

Há uma hora, há uma hora certa
que um milhão de pessoas está a sair para a rua.
Há uma hora, desde as sete e meia horas da manhã
Em Lisboa, a sair para o meio da rua.
gente feliz, gente infeliz, um banqueiro, alfaiates, telefonistas,
varinas, caixeiros, desempregados,
uns com os outros, uns dentro dos outros
tossicando, sorrindo, abrindo os sobretudos, descendo aos mictórios
para apanhar eléctricos,
gente atrasada em relação ao barco para o Barreiro
Há uma hora, isto: Lisboa e muito mais.

Digo:
Lisboa
Quando atravesso - vinda do sul - o rio
E a cidade a que chego abre-se como se do meu nome nascesse

Imensa, troglodita, ambiciosa

Abre-se e ergue-se em sua extensão nocturna
Em seu longo luzir de azul e rio
Em seu corpo amontoado de colinas -

Alguém diz com lentidão:
“Lisboa, sabes...”
Eu sei. É uma rapariga
Descalça e leve

Teus seios são as colinas

Teu rosto de sol e de Tejo

Um vento súbito e claro
Nos cabelos
Algumas rugas finas

É varina, usa chinela

Mora num beco de Alfama
Mora num’água furtada
E chamam-lhe a madrugada
E chamam-lhe a madrugada

Tem movimentos de gata
Tem algas na cabeleira
Seu nome próprio, Maria.
Seu apelido, Lisboa.
Lisboa com seu nome de ser e de não-ser
Com seus meandros de espanto insónia e lata

menina e moça,
amada Cidade
mulher da minha vida

Lisboa menina
Da luz que meus olhos vêem tão pura

Cidade a ponto luz bordada

Lisboa, meu berço, tu que me conheces...

Havia no meu tempo um rio chamado Tejo

Cidade da minha infância pavorosamente perdida...
Cidade triste e alegre
Outra vez te revejo
Outra vez te revejo - Lisboa e Tejo e tudo -

Ó Tejo nunca inaugurado

Ó macio Tejo ancestral e mudo,
Pequena verdade onde o céu se reflecte!
Ó mágoa revisitada, Lisboa de outrora de hoje!
evoco, então, as crónicas navais:

As armas, pá.
E os barões, pá.
Assinalados, pá.

Mouros, baixéis, heróis, tudo ressuscitado!
Luta Camões no Sul, salvando um livro a nado!
Singram soberbas naus que eu não verei jamais!

enxárcias, gurupés, papafigos, traquetes,
mastros, lemes, escotas, brandais e mastaréus.

âncoras, adriça, cabos-mastro
Que solicitam mar e desafio.

Viagens e naufrágios nos mares do cio

meu país de marinheiros!...
o meu país das Naus, de esquadras e de frotas!

Eh marinheiros, gajeiros! eh tripulantes, pilotos!
Navegadores, mareantes, marujos, aventureiros!

Homens que erguestes padrões, que destes nomes a cabos!
Ó ai meu bem!
Homens que negociastes pela primeira vez com pretos!
Como baila o bailador
Que primeiro vendestes escravos de novas terras!
Ó meu amor
Que destes o primeiro espasmo europeu às negras atónitas!
E a caravela também!
Que trouxestes ouro, missanga, madeiras cheirosas, setas,
Ó bonitinha!
De encostas explodindo em verde vegetação!
que é das penas,
Homens que saqueastes tranquilas populações africanas
que é das mágoas
Que fizestes fugir com o ruído de canhões essas raças,
Sendo nós como a sardinha
Que matastes, roubastes, torturastes, ganhastes
a voar por cima das águas
Os prémios da Novidade de quem, de cabeça baixa
ó é tão lindo
Arremete contra o mistério de novos mares!

E de novo, Lisboa, te remancho,
numa deriva de quem tudo olha
de viés:

o fim da tarde inspira-me; e incomoda!

Nas nossas ruas, ao anoitecer,
Há tal soturnidade, há tal melancolia,
Que as sombras, o bulício, o Tejo, a maresia
Despertam um desejo absurdo de sofrer.

dói-me o Tejo vazio dói-me a miséria
apunhalada na garganta.

Regresso à cidade como à liberdade

Eu sou o homem da cidade.

Que fazemos, Lisboa, os dois, aqui,
na terra onde nasceste e eu nasci?


(André Gago integra a Comissão de Honra da recandidatura de António Costa ao cargo de Presidente da Câmara Municipal de Lisboa; preparou esta Miscelânea dos Poetas à Cidade de Lisboa que declamou ontem, 30 de Setembro, no Coliseu dos Recreios de Lisboa, num espectáculo integrado na campanha eleitoral)

segunda-feira, setembro 28, 2009

TODOS POR LISBOA

Artistas das mais variadas tendências e géneros musicais, apoiantes da candidatura UNIR LISBOA, realizam um grandioso concerto:
«Todos por Lisboa»
Coliseu dos Recreios
30 de Setembro, Quarta-Feira, 21h30
Entrada Grátis
Elenco:
Alexandre Frazão, André Cabaço, André Gago, André Teodósio, Ângelo Torres, António Jorge Gonçalves, António Pires, António Rosado, Bala, Bernardo Sassetti, Cacique 97, Camané, Carlos do Carmo, Carlos Martins, Ciganos d'Ouro, Cristina Branco, Diogo Dória, Faith Gospel Choir, Gabriela Canavilhas, Graça Lobo, Inês de Medeiros, João Gil, João Grosso, José Cid, José Wallenstein, Júlio Isidro, Kalú (Xutos), Kimi Djabate, Laura Soveral, Lucia Sigalho, Luis Represas, Mafalda Arnauth, Manuel Marques, Manuel Paulo, Margarida Vila-Nova, Maria do Céu Guerra, Mário Laginha, Nancy Vieira, Natasha Marjanovic, Nelson Cascais, Nigga Poison, Pedro Jóia, Sérgio Godinho, Vitor de Sousa, Zé Pedro (Xutos)
os bilhetes podem ser levantados na sede da candidatura:
Rua São Pedro de Alcântara, 81
Telf. 21 3407280
Maria João Correia - 966300852
José Dias Ferreira - 912243304
António Costa a Presidente!

quarta-feira, agosto 12, 2009

Parabéns, Teresa!

Maria Teresa Horta é uma mulher que frequentemente suscita ódios ou paixões, mas nunca indiferença.
Talvez porque a sua escrita nos obriga a encarar os tabus que o erotismo e a sexualidade ainda mantém. Agride os falsos moralistas. Agita as consciências. Obriga a pensar.
Mas, sobretudo, não lhe perdoam ser Mulher.
porque num homem seria «natural»... mas numa mulher, é incómodo. Portugal sempre lidou mal com isso.

O Brasil desde há muito lhe reconhece o valor e, mais uma vez, vai homenageá-la no IV Seminário Internacional Mulher e Literatura, a realizar nos dias 2 a 4 de Setembro, em Natal no Rio Grande do Norte. Nessa mesma altura será lançado o seu livro «Poemas do Brasil», da Editora Brasiliense, de São Paulo.
Apresentará a comunicação: «Literatura, o primeiro sentido das coisas». Mais informação sobre o seminário poderá ser aqui consultado.
Maria Teresa Horta foi ainda convidada para participar no XXII Congresso da Associação Brasileira dos Professores de Literatura Portuguesa (ABRAPLIP) que terá lugar de 13 a 18 de Setembro, em São Salvador, Bahia, organizado pelo Instituto de Letras da Universidade Federal da Bahia, em parceria com outras instituições de ensino universitário da Bahia, e onde apresentará uma comunicação sobre a escrita feminina.
Já em Setembro de 2007 Maria Teresa Horta tivera a seu cargo a abertura dos trabalhos do anterior Congresso da ABRAPLIP, de periodicidade bienal.
Parabéns, Teresa!

segunda-feira, agosto 10, 2009

Para Memória Futura

Raúl e Leonor

Esta foto retrata um dos últimos momentos públicos de Raúl Solnado, no dia 13 de Julho, no Jardim de São Pedro de Alcântara, no lançamento da candidatura de António Costa à Câmara Municipal de Lisboa, de quem era mandatário para os séniores, tal como o fora já em 2007.




sábado, agosto 08, 2009

In Memoriam de Raul Solnado (1929-2009)





Raul Solnado
1929-2009










Há muito que o sabia doente. Mas a notícia da sua morte, abrupta, teve o impacto de uma pedra em peito nú. O coração débil do Raúl não resistiu a mais uma crise. Parou. Tal como ameaçara muitas vezes. Só que desta vez, para sempre. Foi hoje, às 10H50, no Hospital de Santa Maria, em Lisboa. Faria 80 anos em 19 de Outubro.

A sua faceta de actor de cariz popular não mais será esquecida e felizmente que existem inúmeros e variados registos a mantê-lo presente. Por mim recordá-lo-ei sempre no primeiro programa absolutamente inovador da televisão portuguesa, o Zip-Zip, que em 1969 lançou com Fialho Gouveia e Carlos Cruz. Foi uma pedrada no charco da (in)comodidade em que viviamos e, por isso mesmo, terminou em Dezembro desse ano. As emissões/gravações, ao vivo, eram realizadas à segunda-feira, no Teatro Villaret (que Solnado fizera erguer) e lembro-me que o meu grupo, todos na casa dos vinte, tinha uma «mesa reservada» num café do Parque Mayer para não perder pitada. Ainda hoje mantenho um vinil com um apanhado dessas gravações. Uma relíquia. E quem não se lembra do seu papel no filme Dom Roberto, de Ernesto de Sousa, em 1961, ao lado de Glicinia Quartim? E na Balada da Praia dos Cães de Fonseca e Costa? Em teatro vi-o pela última vez no «Magnífico Reitor» de Freitas do Amaral.

Mas de Raul Solnado retenho, sobretudo, a sua postura de cidadão. O seu nome ficará para sempre ligado à Casa do Artista, de que foi um dos principais obreiros. O sonho de uma instituição de apoio à «família artística» vinha de há muito, desde a Primeira República, atravessou gerações e era ciclicamente mencionado por um ou outro artista mais consciencioso, chegando-se a lançar reptos para uma posivel organização e a solicitarem-se apoios públicos através dos jornais. Já nos anos sessenta, Fernando Namora ao receber um prémio, declarou que parte desse pecúlio reverteria para um fundo com vista à construção da futura casa dos artistas. Mas foi Raul Solnado e Armando Cortês que deram consistência a esse velho sonho. Depois de muito labor era inaugurada, em 1999, a Casa do Artista, em Carnide, que alberga toda a família das artes, conferindo-lhe calor e dignidade na recta final da vida. Raúl Solnado era o seu director e ali comparecia diariamente.

Tive o prazer de o conhecer pessoalmente em Abril deste ano quando lhe dirigi o convite para ser um dos primeiros 208 proponentes do Apelo à Convergência de Esquerda para as Eleições na CMLisboa, repto que aceitou de imediato, consciente de que teriamos pela frente um quadro político difícil que só a unidade das forças de esquerda poderia ultrapassar.

Ainda lembro da surpresa e da humildade quando o convidei para a mesa da sessão de lançamento do nosso Manifesto: «mas não tem ninguém melhor que eu... é que existem pessoas com mais peso político ...» e eu a responder-lhe «mas nós queremo-lo a si...» E foi. Chegou sózinho ao Palácio das Galveias, às 18 horas, do dia 13 de Abril de 2009. Participou na mesa e, em resposta aos jornalistas, não se coibiu de afirmar que considerava António Costa um homem honesto e competente para, naturalmente encabeçar uma lista alargada de esquerda à Câmara Municipal de Lisboa. E frisou ainda: «para ser português é preciso ter muita competência».

Deu-nos sempre todo o apoio. Lamentavelmente nunca poude comparecer nas reuniões porque estas se realizaram aos sábados e, precisamente aos sábados, o Raúl dava aulas de teatro na Casa do Artista. Mas telefonava sempre a justificar-se e a informar-se do que ia acontecendo. Acompanhou passo a passo o evoluir do movimento, as conversas que tivemos (e não tivemos) com os diversos partidos políticos, as assinaturas e apoios que iamos recolhendo, as alianças que não conseguiamos. Como fazia questão de dizer, o mais importante foi a dinâmica conseguida pelo movimento no alertar da sociedade civil para a situação que temos pela frente com as próximas eleições autárquicas para Lisboa, e da unidade que precisamos de estabelecer para as vencermos.

Quando em 14 de Julho foi lançado o CLAAC Solnado esteve presente no Martinho da Arcada. Tal como tinha estado na véspera, dia 13, no Jardim de São Pedro de Alcântara, no lançamento público da candidatura. Tive a sorte de ficar a seu lado e dele receber uma dica para telefonar a Simone de Oliveira a quem «ainda não conseguira convencer...» tendo-se regozijado, passados dias, quando lhe transmiti que já tinhamos a Simone connosco.

A última vez que falámos por telefone disse entusiasmado: «a candidatura está muito bem lançada!» É verdade, meu amigo. E no próximo dia 11 de Outubro estarás connosco para celebrar a vitória, que é tua também. Estarás sempre presente.

A toda a família, os meus sentimentos. Para a Leonor, um beijo muito especial.

O corpo estará a partir das 20 horas de hoje, sábado, no Palácio das Galveias. O funeral terá lugar amanhã, domingo, pelas 18 horas, para o cemitério dos Olivais.

E agora «façam o favor de ser felizes!» como diria o Raúl.

quinta-feira, agosto 06, 2009

Saúdo e subscrevo

Saúdo e subscrevo inteiramente o documento abaixo, da autoria de um grupo de amigos e ex-camaradas de partido, publicado no jornal Público.


Num momento político em que se verifica um preocupante avanço das forças mais à direita, considerámos ser possível e justificável uma alargada candidatura de esquerda a uma autarquia com a relevância política, social, económica e cultural de Lisboa. Infelizmente, tal desígnio não foi alcançado nos termos procurados, o que deploramos. Tal facto não retira, antes acrescenta significado político à decisão tomada pelo “Movimento Cidadãos Por Lisboa” ao aceitar integrar uma candidatura já existente, alargando-a politicamente numa perspectiva de participação cívica e cidadã, passando assim a ser uma entidade politicamente diferente e mais aberta que uma lista António Costa/PS. Independentemente da condenação da politica global do governo PS, e ao invés das opiniões e práticas de algumas forças partidárias, no nosso entender esta decisão tornou mais viável a necessária derrota da direita/PSD/CDS/Santana Lopes em Lisboa, razão pela qual entendemos positivo o resultado a que se chegou, porque esta perspectiva de unidade à esquerda, mesmo parcelar, assente em princípios programáticos, será uma via mais favorável para o futuro da gestão de Lisboa e também, num sentido mais amplo, de fortalecimento e enriquecimento da nossa vida democrática.

Lisboa, 28 de Julho de 2009

António Avelãs
António Licínio de Carvalho
António Manuel Garcia
Domingos Lopes
Fernando Vicente
José Manuel Mendes
José Tavares
Paulo Sucena

sexta-feira, julho 31, 2009

António Costa para a CML


CLAAC - Cidadãos Lisboetas apoiam António Costa, movimento de que sou um dos 120 fundadores, foi lançado no passado dia 14 de Julho, no Café Martinho da Arcada, e o Manifesto então apresentado encontra-se disponível para ser subscrito por todos.
Pode ainda consultar-se o blog dinamizado por Armandina Maia, em http://claac.blogspot.com/


Apoio António Costa na recandidatura à Câmara Municipal de Lisboa, pelo trabalho sério, honesto, competente e consistente que manteve nestes dois anos de mandato e porque o projecto de que dispõe para a cidade necessita de mais tempo para concretizar-se.
Aprecio a sua capacidade assertiva de trabalhar com os outros e de procurar consensos. É um homem dialogante, que se esforçou para que houvesse uma convergência de esquerda para as próximas eleições autárquicas, o que não aconteceu por absoluta recusa do BE e do PCP.
Saúdo Helena Roseta e o seu movimento de cidadãos por ter compreendido, a tempo, o quão importante é a unidade para o futuro de Lisboa e dos lisboetas.
Portanto, sem quaisquer dúvidas, votarei António Costa.
Vamos à luta!
Júlia Coutinho
PS. E agora, meus amigos, vou de férias...

segunda-feira, julho 27, 2009

Linhas de Mudança. Debate para a Alternativa.


Lançamento
Hoje, segunda-feira, dia 27 de Julho, pelas 18 horas.
Associação 25 de Abril
Rua da Misericórdia, 95
com a presença de Manuel Alegre.

segunda-feira, julho 20, 2009

Parabéns, Fernando Vieira de Sá

Nasceu
em Lisboa
no dia
20 Julho
1914




O meu amigo Fernando faz hoje 95 anos !

Como ele recorda... «num tempo em que ainda não existiam maternidades e as crianças nasciam em casa, pelas 3 horas da madrugada do dia 20 de Julho de 1914, nasci eu. Segundo dizia o meu pai, fazia imenso calor e, pelas janelas abertas da nossa casa, no Largo do Calvário, esquina com a Rua da Creche, (actual Rua José Dias Coelho), podia observar-se os salões animados da Promotora, em frente, onde se dançava a morna, dança muito em voga naquele tempo e que veio a ser exportada para Cabo Verde.»
Parabéns, Fernando!
Que continues a ser o Homem e o Amigo que és, por muitos e bons anos!

quarta-feira, junho 10, 2009

Oradour-sur-Glane, «aldeia-mártir»

Foi há 65 anos, na manhã de 10 de junho de 1944.

Os tanques de soldados alemães (Divisão SS Das Reich, do general Lammerding) chegam a Oradour-sur-Glane, perto de Limoges, uma aldeia pacífica com 1200 habitantes.

Separam mulheres e crianças e metem estas na igreja, incendiando-a. Apenas uma mulher, Margarite Rouffanche, consegue escapar deste inferno, atirando-se de uma janela partida e refugiando-se no campo.
Os homens são divididos e levados para diversos palheiros que são incendiados também. No final pilharam a aldeia, incendiaram-na e chacinaram quem encontraram.
Em Oradour-sur-Glane foram massacradas 664 pessoas nesse dia, tendo a barbárie atingido o apogeu.
Depois da guerra, o general de Gaulle decidiu que a aldeia não fosse reconstruída, mas que se tornasse num memorial à dôr da França durante a ocupação. A reconstrução do novo burgo da comunidade de Oradour-sur-Glane foi prevista noutro local desde julho 1944.
Em 1999, a aldeia foi considerada «aldeia mártir» pelo presidente Jacques Chirac. Desde então o «Centro de memória» une as ruínas ao novo burgo, graças a uma exposição permanente cobrindo todo o contexto.
Oradour-sur-Glane tornou-se, na Europa Ocidental, o símbolo da barbárie nazi.





quinta-feira, maio 21, 2009

... nunca mais

nunca mais
deixes sangrar no coração
esse violino de punhais
a que chamam solidão.

transforma-o noutro violino de astro fundo
-- para que a tua canção
chegue à nossa pele
e aqueça o mundo...
(embora te gele)

José Gomes Ferreira in Poeta Militante

sexta-feira, maio 01, 2009

minha mãe

Nome: Maria Helena.
Idade: 19 anos.
Única foto que possuo.
Era o dia do casamento.
Nasceria eu,
dois meses depois.
Seguir-se-iam
trabalhos, maus-tratos,
privações, torturas,
abusos.
Pelo caminho
três filhos
e alguns abortos.
Clandestinos.
Foi um deles que a levou
no dia 1 de Maio de 1952
Tinha 23 anos.
ausência que me dói.
ainda.

1º de Maio

gravura de José Dias Coelho, 1961

1ª DE MAIO

Tanto vermelho
e fulgor
tanta avidez desarmada

Tanta bandeira de amor
tanta esperança
desatada

Tanto sonho
e tanto ardor
dando nós na esperança alada

Tanta luta
sem rancor
com a liberdade emboscada


Maria Teresa Horta


Lisboa, 1º de Maio de 2009

Note: poema inédito


quinta-feira, abril 30, 2009

foi assim ...

«No tempo que antecedeu a revolução, olhando as coisas pela superfície, a sociedade parecia imóvel, a gente amorfa e amedrontada. Éramos um povo triste, marcado pelas necessidades, sem direitos políticos, humilhados e excluídos em boa parte do usufruto dos bens materiais e culturais.
E nos treze anos do fim começaram a chegar os caixões e os mutilados da guerra enquanto milhão e meio de
portugueses, na flor da idade, desertava e fugia.
Mas mesmo nos tempos mais sombrios, nunca faltou a esperança aos que mais se expuseram no combate, mesmo quando ingenuamente acreditavam, nas palavras de Engels, evocadas por Gramsci, que traziam no bolso, sem grande esforço das meninges, toda a história e toda a sabedoria filosófica e política, concentradas em fórmulas breves.

Não se pode viver plenamente sem projecto, sem esperança, sem solidariedade. E aquela confiança, mesmo ingénua, que mais não fosse a ideia tirada da natureza, de que à noite se seguiria naturalmente a manhã, fazia milagres, temperava o aço, usando uma expressão do tempo.

Na madrugada de 25 de Abril de 1974 a liberdade bateu-nos bruscamente na cara despertando uma força e uma alegria irreprimíveis. Capitães, soldados e povo atingiam mortalmente a ditadura. A emoção atingiu o auge no Terreiro do Paço, no Largo do Carmo, depois em Caxias, na Rua António Maria Cardoso. E no dia primeiro de Maio um milhão de portugueses em festa sufragava a aliança revolucionária Povo-MFA. As liberdades mais espantosas inundavam sem licença as ruas e as praças.

Na resposta ao golpe do 11 de Março, a revolução avançou para a Reforma Agrária e a estatização dos bancos, dos seguros e outras empresas.

No dia 25 de Novembro as armas travaram a radicalização do sonho. Multidões choravam nas ruas.»

(António Borges Coelho, nos 31 anos do 25 de Abril)


Nota: cartaz do designer Alexandre Castro


terça-feira, abril 28, 2009

Ciclo de Conferências: as Mulheres e a 1ª República


4ª feira, 29 de Abril, pelas 18H30
«Vivências e Sobrevivências: A Liga Republicana das Mulheres Portuguesas e o Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas»
por
João Esteves e Isabel Lousada

segunda-feira, abril 27, 2009

sexta-feira, abril 24, 2009

25 de ABRIL














gravura de Cipriano Dourado


É a festa a força
a liberdade
o riso aberto à flor da face

Sentir o coração
que se rutila
continuar ainda a apressar-se

É o dia onde fomos
para a rua
e este de pegar na sua haste

A fazer-nos lembrar
que ainda hoje
está por construir a igualdade


Maria Teresa Horta


PS. Obrigada à MTH por mais uma vez ter dado voz à minha/nossa voz.


quinta-feira, abril 23, 2009

LIBERDADE, monumento à Revolução de Abril

inaugura no dia 25 de Abril, às 14 h
no Jardim Amália, cruzamento da Av Marquês Fronteira com a R Castilho (cimo do Parq Eduardo VII)

Este monumento assinala os 25 anos da Associação 25 de Abril. Foi concebido por um grupo de jovens escultores do Curso de Escultura da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa. Os seus autores procuram deste modo evocar e reafirmar de forma permanente os valores fundamentais da Revolução de Abril, trazendo à sua defesa e preservação as gerações nascidas depois de 1974.

O envolvimento de um grupo de artistas plásticos, nascidos depois de 1974, num projecto colectivo de intervenção artística no espaço urbano, aparece-nos como uma das formas mais singulares de assinalar esta data. Para o sucesso desta empresa, importa destacar que, no cerne deste projecto esteve a partilha de experiências de vida entre a geração de artistas e militares que fizeram nascer a Revolução e um grupo de jovens artistas que se propõem evocá-la. Realizaram-se mesas redondas na Sede da A25A como preparação dos encontros de discussão colectiva na preparação da proposta de monumento.

Com este projecto procuramos: reafirmar de forma permanente e evocativa os valores nos quais se alicerça a existência da Associação 25 Abril; desenvolver novos processos de envolvimento dos artistas na construção do objecto comemorativo; chamar ao exercício da comemoração gerações que nasceram depois de 74, e encontrar os meios adequados para a transmissão do depositário de memórias necessário ao acto evocativo; implementar novas abordagens criativas ao exercício da escultura evocativa.

Esta intervenção define-se pelo seu carácter público. É pensado e construído a partir das relações que se estabelecem entre o objecto, o espaço que o envolve e as pessoas que o usam. Deste modo, a escultura não é pensada como um elemento imposto ao lugar, mas como criação de um lugar pelo usufruto da obra. Pensar o “monumento” desta perspectiva, é trabalhar com as memórias que nascem do passado e que se reforçam no presente. A Liberdade é reconstruída todos os dias, e os lugares de forte carácter evocativos são espaços de reflexão.

A palavra LIBERDADE é gravada pelas formas geométricas do seu vazio, no solo da cidade. No plano de proximidade da obra no lugar a palavra não é percebida. É necessário afastarmo-nos do solo para entender o significado da grafia que se estende no chão; estas marcas são elementos em betão branco sobrelevados do solo. São plataformas de usos diversos, à escala do corpo humano. Na sua envolvente plantam-se amendoeiras que provoquem sombras sobre o conjunto.

Participam os seguintes artistas: Direcção de Projecto Sérgio Vicente, Coordenação José Aurélio, com Ana Moreira, Bruno Cidra, Edgar Pires, Nuno Esteves, Ricardo Mendonça e Sara Padrão.

Promotores: Associação 25 Abril, Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, Câmara Municipal de Lisboa.

Apoio: SECIL

Localização: Jardim Amália Rodrigues, cruzamento entre a Rua Marquês de Fronteira e Rua Castilho, em Lisboa.

Inauguração: dia 25 de Abril de 2009, pelas 14 horas

a) direcção da Associação 25 de Abril

segunda-feira, abril 20, 2009

Jantar 35º aniversário do 25 de Abril


ASSOCIAÇÃO 25 DE ABRIL

O jantar convívio do 35.º aniversário do 25 de Abril, organizado pela Associação A25A, será nas instalações da antiga Escola Prática de Cavalaria, em Santarém, local de onde sairam as tropas de Salgueiro Maia

Dia: 24 de Abril de 2009 pa
Hora: 19h30 (convém chegar um pouco antes…)
Preço: € 5,00
Autocarros, a partir de Lisboa, ao preço de € 10,00, viagem de ida e volta.
com partidas da porta principal do Jardim Zoológico (1º às 17h, último às 18 h)
A partir das 23h00, realizar-se-á um espectáculo evocativo do 25 de Abril, que se espera seja grandioso, realizado pelos mesmos responsáveis dos espectáculos feitos na Expo98, em Lisboa.

INSCRIÇÕES: a25a.sec@25abril.org
ou telf. 21 324 14 20
referindo se precisam de transporte

Vai ser um jantar memorável, num local histórico!

terça-feira, abril 14, 2009

Convergência de Esquerda para Lisboa


Foi ontem lançado no Palácio Galveias, o Apelo para que haja uma Convergência da Esquerda para as eleições à CM Lisboa.
Aqui fica o texto do Apelo que desde ontem se encontra online e pode ser assinado por todos que amam Lisboa e a querem bem governada.
Para assinar, cliquem na imagem aqui ao lado.

Texto do Apelo:

A recente passagem de executivos liderados por forças de direita, na Câmara de Lisboa representou um sério retrocesso na governação da autarquia, cujas consequências foram sofridas pelos lisboetas e que delas guardam uma memória bem presente culminada pela realização de eleições intercalares em Junho de 2007.
A constante prevalência dos interesses particulares sobre os interesses gerais, o clima de suspeição que isso gerou, o endividamento sistemático das finanças municipais, a sucessão de projectos desajustados e megalómanos, antevistos para a cidade durante os mandatos anteriores, irão obrigar a autarquia, no imediato, a um esforço financeiro, a uma reestruturação mais racional e à reconversão de um planeamento urbanístico em moldes mais equilibrados e participativos, que não desrespeite nem o carácter da cidade, a sua memória histórica, ou tampouco ponha em risco o seu equilíbrio ambiental, concebido à margem de finalidades meramente especulativas e, merecedor, por via disso, de um amplo apoio dos cidadãos ao governo da sua cidade.

Por essa razão, para as eleições que este ano se vão realizar na autarquia de Lisboa, os abaixo-assinados reclamam de todas as organizações de esquerda – partidos, movimentos, associações – uma convergência de esforços e de programa que permita a eleição de uma equipa que dê garantias de rigor, transparência, responsabilidade e empenho no desenvolvimento equilibrado da cidade.